
Casablanca em dois dias: mesquita Hassan II, medina e o oceano
Casablanca recebe-o com o ruído do porto e o vento do Atlântico.
Muitos viajantes passam pela cidade em trânsito a caminho de Marraquexe. E isso é um erro. Há uma mesquita mesmo sobre o oceano, bairros art déco preservados e uma das medinas mais empresariais do país. Casablanca é a maior cidade de Marrocos e a sua capital económica. As pessoas vêm aqui para trabalhar, não apenas para descansar.
Preparámos um guia curto da cidade: o que ver no centro e nos arredores, quando ir, se precisa de visto, como chegar do aeroporto e onde comer. Confirmámos todos os preços e horários nos sites oficiais em setembro de 2026.
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O que ver em Casablanca
💡 Em resumo:
- A Mesquita Hassan II está aberta a não muçulmanos; só se pode entrar com uma visita guiada (em 09/2026, site oficial da Fundação da Mesquita Hassan II).
- O centro da cidade é compacto e os principais pontos de interesse podem realisticamente ser percorridos a pé num dia.
- Escolha a medina ao seu gosto: a Nova Medina é mais calma para turistas, a Medina Antiga é mais interessante para caçadores de achados raros.
Mesquita Hassan II
© Milamber's portfolio · CC BYFoto: Milamber's portfolio, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia CommonsA Mesquita Hassan II abriu em 1993 mesmo na costa do oceano. É uma das maiores mesquitas de África: a sala de oração ocupa dois hectares e o minarete ergue-se a 200 metros (em 09/2026, site oficial da Fundação da Mesquita). O chão do salão principal é de vidro, para que os fiéis possam ver a água do oceano sob os seus pés.
Os não muçulmanos podem entrar, o que é raro em Marrocos. As visitas guiadas realizam-se de sábado a quinta-feira às 9, 10, 11, 12, 15 e 16 horas, e o horário de sexta-feira é mais curto (em 09/2026, site oficial).
- Custo: 140 dirhams para adultos, 70 para residentes, crianças com menos de quatro anos grátis (em 09/2026, Fundação da Mesquita Hassan II).
- Como chegar: a mesquita fica na marginal (Boulevard de la Corniche); a partir do centro, o mais fácil é apanhar um táxi (ver mapa).
- Para quem é: para quem quer um ponto alto forte na cidade.
- O senão: só se entra com uma visita agendada e, entre sessões, terá de esperar à entrada.
Catedral de Casablanca
© Antony Stanley from Gloucester, UK · CC BY-SAFoto: Antony Stanley from Gloucester, UK, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0), Wikimedia CommonsA Catedral de Casablanca foi construída como igreja católica. É fácil de reconhecer: o neogótico mistura-se aqui com decoração marroquina. O edifício há muito que precisa de obras, e é precisamente por isso que ali se realizam exposições de arte de vez em quando.
Em dias normais, a entrada no interior não está garantida. Por vezes consegue-se combinar algo com o guarda, mas não há promessas. A catedral é interessante só pelo exterior: a fachada fotografa-se melhor de manhã, quando a luz incide sobre as esculturas.
- Para quem é: para quem gosta de arquitetura invulgar e de fotografar fachadas.
- O senão: o edifício está em restauro e não se consegue entrar todos os dias.
Palácio Real
© karel291 · CC BYFoto: karel291, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0), Wikimedia CommonsO Palácio Real de Casablanca continua a ser uma das poucas residências ativas do Rei de Marrocos. Aqui já foram recebidos convidados de alto nível, incluindo o Papa João Paulo II. Os turistas não podem entrar, mas do exterior verá portões árabes clássicos e decoração esculpida.
- Para quem é: para quem quer ver a arquitetura oficial da cidade sem bilhete.
- O senão: não se pode entrar; só se pode ver do exterior.
Museu do Judaísmo Marroquino
© dlisbona · CC BYFoto: dlisbona, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia CommonsO Museu do Judaísmo Marroquino ocupa uma antiga villa que outrora serviu de abrigo à comunidade judaica. Hoje alberga uma exposição: trajes tradicionais, fotografias, dioramas e objetos religiosos de judeus marroquinos abastados. Ao lado ergue-se uma sinagoga que foi trazida da cidade de Larache.
A exposição é pequena, mas conta uma parte da história marroquina que poucos conhecem. Vale a pena a visita para quem se interessa por religiões e pela vida quotidiana no Mediterrâneo.
- Para quem é: para quem se interessa pela história e pelas religiões da região.
- O senão: o museu é pequeno e vê-se depressa.
Mercados da Medina Antiga e da Nova
© Ideophagous · CC BY-SAFoto: Ideophagous, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsOs mercados de Casablanca dividem-se em duas partes, e a escolha entre elas deve ser feita de forma deliberada. A Nova Medina é mais limpa e mais virada para o turismo: há muitas recordações e os vendedores são mais calmos. A Medina Antiga é mais interessante para quem procura algo invulgar, pois aqui encontram-se lojas de roupa de designer e de perfumes. Para uma pausa, passe pela pastelaria Bennis, no bairro de Habous, na Nova Medina.
A oferta em ambas as partes é semelhante: lenços e colchas coloridas, malas de couro, candeeiros de metal, cerâmica pintada à mão e especiarias. Encontrará facilmente presentes para levar para casa.
- Para quem é / Não é: para caçadores de recordações; não é para quem não gosta de regatear.
- O senão: na Medina Antiga, os vendedores são mais agressivos e insistentes.
Ruas centrais de art déco
IAImagem ilustrativa gerada por IANo século XX, a cidade foi desenvolvida ativamente no estilo Art Déco, e o centro antigo ainda conserva esse aspeto. Há aqui muitos edifícios do período colonial francês: alguns caíram em degradação, outros foram restaurados. Uma forma prática de começar o passeio é a partir da avenida (Boulevard Mohammed V) e seguir em direção à grande praça da cidade, com lojas e restaurantes.
Repare nas varandas, nas molduras e nas fachadas: são elas que tornam esta parte da cidade tão reconhecível. Verá também como Casablanca combina o urbanismo europeu com a decoração marroquina.
- Para quem é: para quem gosta de arquitetura urbana e de passeios tranquilos.
- O senão: alguns edifícios caíram em degradação e há terrenos vazios entre eles.
Passeio turístico pela cidade
© Иерей Максим Массалитин from Rabat, Maroc · CC BY-SAFoto: Иерей Максим Массалитин from Rabat, Maroc, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0), Wikimedia CommonsSe quiser conhecer a cidade inteira sem se preocupar com transportes, faça um passeio turístico. Costuma ser meio dia num minibus com ar condicionado, com paragens na mesquita, na Medina e na frente ribeirinha. Um guia ajuda a compreender a história da cidade e sugere onde comer.
Este formato é prático no primeiro dia: percebe rapidamente onde quer voltar mais tarde. Abaixo estão opções de passeios em grupo pela cidade e arredores.
Passeios e bilhetes em Casablanca
Visitas guiadas, bilhetes sem fila e atividades — a maioria pode ser cancelada gratuitamente.
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O que ver nos arredores de Casablanca
Cidadela de El Jadida
© Sharon Hahn Darlin · CC BYFoto: Sharon Hahn Darlin, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia CommonsUma fortaleza portuguesa do século XVI ergue-se a 100 km de Casablanca (no mapa). Está classificada como Património Mundial da UNESCO (segundo o gabinete de turismo de Marrocos, 09/2026). Das muralhas, que se podem subir, há uma vista sobre o oceano.
Orson Welles filmou cenas de Otelo na cisterna portuguesa de El Jadida. Reserve meio dia para a viagem e leve água: há pouca sombra nas muralhas.
- Como chegar: de carro alugado ou no âmbito de um tour (no mapa).
- Para quem é: para quem quer ver património português à beira do oceano.
Azemmour
A vila de Azemmour fica a cerca de 88 km a sul de Casablanca (no mapa). A principal atração aqui são as fortificações do século XVII, com uma mesquita e a antiga medina nas proximidades. É um lugar calmo e pouco concorrido, e passear por ele sem pressa é um prazer.
© Bertrand SOUBEYRAND · CC BY-SAFoto: Bertrand SOUBEYRAND, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsNas proximidades há uma praia selvagem com uma costa bonita. Se quer ficar a sós com o mar, este é o seu lugar: quase não há pessoas aqui mesmo em época alta.
- Como chegar: de carro pela autoestrada ou no âmbito de uma excursão de um dia (no mapa).
- O senão: a viagem ocupa quase o dia inteiro.
Oualidia
Para uma pausa do bulício da cidade e marisco fresco, vá até Oualidia, a cerca de 180 km de Casablanca (no mapa). Há aqui uma lagoa onde uma ilha aparece e desaparece com a maré, e flamingos pousam nos bancos de areia.
© Soufiane absri · CC BY-SAFoto: Soufiane absri, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsAs pessoas vêm aqui especificamente pelas ostras de cultivo locais. Para explorar os arredores, é mais conveniente levar um carro: o aluguer de carros em Casablanca na DiscoverCars cobre esta e outras saídas.
- Para quem é: para quem quer combinar uma escapadinha relaxante com boa comida.
- O senão: é mais difícil chegar lá sem carro.
Passeio de camelo no deserto de Merzouga
© Houssain tork · CC BY-SAFoto: Houssain tork, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsSe uma noite num acampamento de tendas no meio do deserto e um dia inteiro em camelos lhe parece uma boa ideia, planeie uma viagem às dunas de Erg Chebbi. A partir de Casablanca, há tours para Merzouga com regresso à cidade ou com término em Marraquexe, que atrai nómadas digitais.
Pelo caminho, veja a casbá de Ait Ben Haddou: a fortaleza de argila também está na lista da UNESCO. Ao próprio deserto dedicará pelo menos um dia inteiro.
- Como chegar: apenas no âmbito de um tour organizado (no mapa).
- O senão: a viagem de carro é longa e, no verão, as dunas são extremamente quentes.
Praias de Mohammedia
© Mounir Neddi · CC BY-SAFoto: Mounir Neddi, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsMuito perto, a cerca de 30 km de Casablanca (no mapa), fica a cidade de Mohammedia, com as suas longas praias. O ambiente aqui é descontraído: restaurantes, cafés e avenidas ladeadas de palmeiras estendem-se ao longo da frente ribeirinha.
Esta é a forma mais fácil de chegar ao oceano durante meio dia e regressar à cidade na mesma noite. Leve fato de banho e vá de manhã: aos fins de semana a areia enche-se de locais ao longo do dia.
- Para quem é: para quem precisa de uma praia perto da cidade.
Como chegar a Casablanca
O Aeroporto Mohammed V, o maior de Marrocos, fica a cerca de 30 km a sul do centro (no mapa). Os voos ligam-no a cidades da Europa, África e Médio Oriente, e alguns destinos são servidos por voos diretos.
Do aeroporto pode chegar à cidade de comboio, táxi ou carro alugado. O comboio é prático porque evita o trânsito, mas circula segundo um horário, por isso verifique o tempo de viagem com antecedência. Um táxi leva-o ao hotel se tiver muita bagagem.
Consulte o horário dos comboios a partir do aeroporto com antecedência, sobretudo se chegar à noite.
Passeios e bilhetes em Casablanca
Visitas guiadas, bilhetes sem fila e atividades — a maioria pode ser cancelada gratuitamente.
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Onde comer em Casablanca

A cozinha marroquina é diversificada, e a melhor forma de provar muito de uma só vez é fazer um food tour pela cidade. Normalmente inclui provas de sumos, chás e café, uma visita ao mercado e um jantar: escolhe o peixe e o marisco, que são cozinhados à sua frente.
Para refeições por conta própria, experimente o Riad 21: cozinha de estilo marroquino e uma sala de jantar com atmosfera numa casa antiga. Outro clássico da cidade é o Rick's Café, dedicado ao filme «Casablanca»: vários pisos, decoração inspirada no filme e música de piano.
- Para quem é: para quem quer provar a cozinha local sem riscos.
- O senão: os locais populares enchem-se à noite, por isso é melhor reservar mesa.
Onde ficar em Casablanca
Há muitos hotéis na cidade, e o preço depende da zona e da vista. As opções económicas com pequeno-almoço encontram-se no centro; junto ao mar é mais caro, pela vista sobre o oceano e a proximidade à frente ribeirinha. Escolha a zona em função dos seus planos: junto à Medina é prático para caminhar, junto à frente ribeirinha é agradável descansar à beira da água.
Se for por alguns dias, fique num hotel no centro: pode ir a pé aos principais pontos de interesse. Para umas férias de praia, procure zonas mais próximas do oceano.
⁉️🤔 Perguntas frequentes
Que língua se fala em Marrocos?
A língua oficial aqui é o árabe clássico, mas no dia a dia ouvirá o dialeto local. Muitos residentes falam francês fluentemente, e no norte do país as pessoas entendem espanhol. Nos hotéis, restaurantes e zonas turísticas de Casablanca, o inglês também é útil, por isso um inglês básico será suficiente.
Qual é a melhor altura para visitar Casablanca?
O clima na cidade é ameno graças ao Atlântico, e essa é a principal vantagem. No verão é quente e seco, e a brisa do oceano suaviza o calor, por isso nadar é confortável. No inverno é fresco e frequentemente nublado, mas o tempo é bom para caminhar. A melhor altura depende do seu objetivo: praia no verão, pontos de interesse na primavera e no outono.
Preciso de visto para viajar para Marrocos?
Depende da sua nacionalidade. Os cidadãos dos países da UE e da Suíça não precisam de visto para uma curta viagem turística; todos os outros devem tratá-lo com antecedência num consulado. Em alguns casos está disponível um visto eletrónico, mas exige vistos válidos de outros países. Verifique as condições no site do gabinete de turismo antes de comprar os bilhetes.
Como se deslocar na cidade?
A forma mais prática é o elétrico: as linhas são modernas e confortáveis, e as carruagens chegam segundo o horário. Os autocarros são mais baratos, mas o tempo de viagem é difícil de prever. Para trajetos curtos pelo centro, apanhe um táxi. Pode facilmente percorrer a pé parte das ruas centrais e a Medina sem gastar dinheiro em transportes.
Casablanca é segura?
A taxa de criminalidade aqui é baixa, e as zonas turísticas são patrulhadas por uma força policial especial. Deve ter mais cuidado nos mercados e nos locais movimentados: é aí que atuam os carteiristas. Guarde o telemóvel e a carteira num bolso interior, e mantenha a mala junto a si nas multidões.
Em resumo: o que reservar
Casablanca encaixa bem num itinerário de um ou dois dias: a Mesquita Hassan II, a Medina e os bairros art déco. Se tiver pouco tempo, faça uma visita guiada. Fora da cidade, escolha uma coisa: a fortaleza de El Jadida, a lagoa de Oualidia ou as praias de Mohammedia.
- Se tiver meio dia: faça uma visita guiada à cidade.
- Se for para relaxar à beira da água: escolha as praias de Mohammedia, perto de Casablanca.
- Se quiser ver o oceano de perto: vá à Mesquita Hassan II.
É melhor reservar o hotel com antecedência: na época alta, o centro enche-se rapidamente. Encontre um hotel em Casablanca na Trip.com agora mesmo.


