Saltar para o conteúdo
Angkor Wat: preço do passe em 2026, horários e o que visitar

Angkor Wat: preço do passe em 2026, horários e o que visitar

Angkor Wat ergue-se na selva a norte de Siem Reap. As bilheteiras abrem ao amanhecer, por isso chega-se ao nascer do sol já junto às muralhas do templo. O problema é outro: sem um plano, anda-se às voltas à entrada e perde-se a manhã enquanto os grupos turísticos ocupam os melhores lugares. A partir daqui, é tudo prático: o passe, horário de funcionamento, um percurso pelos templos principais e a estrada desde a cidade. Abordaremos também a história, porque os khmer construíram este complexo como um modelo do universo, não como um santuário comum.

Publicidade: este artigo contém ligações de afiliados. Recebemos uma comissão se reservar através delas, sem custos adicionais para si.

História de Angkor Wat: um império perdido na selva

💡 Em resumo:

  • O complexo foi construído no século XII sob o rei Suryavarman II e dedicado ao deus Vishnu.
  • O templo tornou-se mais tarde budista, e a cidade em seu redor foi abandonada durante vários séculos.

Angkor Wat faz parte de uma enorme capital do Império Khmer, que no século XII era a maior cidade do mundo (segundo o Património Mundial da UNESCO). A construção foi iniciada pelo rei Suryavarman II, e os seus sucessores terminaram a obra. O complexo tem cerca de 900 anos e foi tanto um templo hindu como budista.

A cidade em seu redor cresceu a par do império. A área construída mede-se em centenas de quilómetros quadrados e, juntamente com aldeias e arrozais, era ainda maior (segundo a investigação da UNESCO). Centenas de milhares de artesãos, sacerdotes e agricultores viviam na capital, mantendo o templo e os canais.

Torre de pedra de Angkor Wat em primeiro plano, vista de baixo© No(0)GoodNamesLeft · CC BY-SAFoto: No(0)GoodNamesLeft, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia Commons

A planta replica o sagrado Monte Meru. A torre central eleva-se a 65 metros, e o templo propriamente dito ocupa cerca de 200 hectares (segundo o dossiê da UNESCO). O fosso perimetral marcava a fronteira do território sagrado, e as muralhas foram construídas em grés, com blocos encaixados sem argamassa. A pedra é bela mas frágil: a humidade e as raízes das árvores destroem-na mais depressa do que qualquer outra coisa.

No século XV, a capital foi abandonada, e a selva reconquistou o complexo. O templo ficou quase esquecido durante vários séculos, até que viajantes europeus o descreveram (segundo a lista do Património Mundial).

Para mais ideias para uma viagem pelo país, consulte o nosso guia das atrações do Camboja.

Onde fica Angkor Wat e como é preservado

O complexo situa-se na província de Siem Reap, a cerca de seis quilómetros a norte do centro da cidade (no mapa). Quase todos os turistas chegam a Angkor a partir de Siem Reap: é aí que ficam o aeroporto e os hotéis.

A selva aqui não é um cenário para fotografias. O clima húmido e as raízes das árvores destroem o grés mais depressa do que o próprio tempo. Algumas estruturas só se aguentam graças a estruturas de restauro, que se veem mesmo dentro dos templos.

Em 1992, Angkor foi inscrita na lista do Património Mundial. A par do templo principal, dezenas de estruturas dentro do parque ficaram sob proteção (segundo a UNESCO sobre Angkor). Desde então, o monumento é gerido por fundações internacionais e pela autoridade local do património.

Antes disso, o complexo atravessou décadas difíceis. Nos anos 70, o país vivia uma guerra civil, e estátuas, relevos e pequenos artefactos foram retirados dos templos (segundo o dossiê oficial da UNESCO). Nem tudo foi recuperado, e é por isso que hoje muitos nichos estão vazios.

O programa de restauro está planeado para décadas. Todos os anos, especialistas reforçam paredes, limpam relevos e travam a degradação da pedra. Se quiser ver o complexo no estado atual, não adie a viagem por anos.

O que torna o complexo de templos único

Angkor Wat reuniu duas religiões dentro das mesmas muralhas. No início, Vishnu era aqui adorado; mais tarde, o centro tornou-se budista. Ambos os cultos deixaram vestígios nos relevos (segundo o programa internacional da UNESCO).

As torres têm a forma de botões de lótus. Reconhece-se esta silhueta em qualquer fotografia do complexo, e aparece também na bandeira do Camboja. Nem todos podiam entrar: os khmer comuns ficavam fora das muralhas, enquanto reis e nobreza subiam ao santuário. Acreditava-se que os deuses viviam no templo, por isso só os eleitos podiam vê-los.

A forma do templo replica o Monte Meru. As torres assinalam o cume, as muralhas ecoam as saliências rochosas e o fosso que o rodeia simboliza o oceano. A entrada principal está virada a ocidente, pelo que o nascer do sol surge diretamente por trás das torres (segundo a descrição do sítio da UNESCO).

Os relevos cobrem centenas de metros de paredes. Retratam cenas da epopeia, batalhas e a vida quotidiana, e pode passar horas a estudá-los. As paredes quase nunca foram desmanteladas para aproveitar a pedra na construção de novas estruturas: nos países vizinhos, os templos antigos eram frequentemente saqueados, mas Angkor sobreviveu como um conjunto unificado (segundo os materiais da UNESCO).

O trabalho moderno também é visível. Os restauradores limpam os escombros, numeram os blocos e voltam a montar as estruturas. Em muitos troços, verá escoras e andaimes.

O que ver em Angkor: os templos principais

O parque abrange cerca de 400 km², pelo que num só dia verá, no máximo, uma parte dos sítios (segundo a visão geral da UNESCO). O percurso está convenientemente dividido em dois circuitos: o pequeno e o grande.

Sítio

O que ver

Entrada

Angkor Wat

relevos das galerias, nascer do sol sobre as torres

com o passe de Angkor

Bayon

torres com rostos de pedra

com o passe

Angkor Thom

Porta da Vitória, Terraço dos Elefantes

com o passe

Ta Prohm

árvores a crescer através das paredes

com o passe

Phnom Bakheng

panorama do parque, pôr do sol

com o passe

Angkor Wat

O templo principal ocupa o centro do parque, e precisará de pelo menos duas horas para o visitar. Vale a pena percorrer as galerias do primeiro nível: têm os relevos mais longos e, de manhã, quase não há pessoas. O nível superior está aberto a um número limitado de visitantes, por isso dirija-se lá logo após o nascer do sol (consulte as regras de acesso no site oficial do parque).

Pátio interior de Angkor Wat com galerias de pedra antigas

Bayon

O Bayon ergue-se no centro de Angkor Thom. As suas torres estão decoradas com rostos de pedra, e cada rosto tem a sua própria expressão. Suba ao segundo nível: a partir daí, entra num labirinto de galerias onde pode abrigar-se do sol e dos grupos turísticos.

Templo de Bayon com reflexo num lago© Satdeep Gill · CC BY-SAFoto: Satdeep Gill, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia Commons

Angkor Thom

Trata-se de uma cidadela com cinco portas (segundo o Dossiê do Património Mundial). Veja a Porta da Vitória e o Terraço dos Elefantes, onde os reis recebiam as procissões. Nas proximidades encontram-se as ruínas de Baphuon e de Phimeanakas, a que se chama o «Palácio do Céu». No Terraço do Rei Leproso conservaram-se relevos que representam divindades.

Escadaria do Terraço dos Elefantes com trombas de elefante em pedra© Diego Delso · CC BY-SAFoto: Diego Delso, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia Commons

Ta Prohm

Este templo não foi limpo da selva, para que possa ver o complexo tal como os investigadores o encontraram. Raízes enormes envolvem as paredes e as torres. Venha à hora de abertura: depois das nove da manhã já está cheio.

Antigo templo de Ta Prohm com raízes gigantes de árvores© Jorge Láscar from Australia · CC BYFoto: Jorge Láscar from Australia, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia Commons

Phnom Bakheng

Um pequeno templo no alto de uma colina é ideal para o pôr do sol: daqui avista-se Angkor Wat e todo o parque. A subida leva cerca de quinze minutos a pé (de acordo com o mapa). Só é permitido o acesso a um número limitado de visitantes, por isso não se atrase para o pôr do sol.

Templo-montanha com uma escadaria e torres de tijolo na base

Bilhetes e horários de funcionamento: o que precisa de saber

O passe de Angkor é único para todo o parque: não é necessário comprar bilhetes separados para cada templo. Os preços para setembro de 2026 são os seguintes (em 09/2026, tarifas da Angkor Enterprise).

Passe

Válido durante

Preço

1 dia

um dia

37 $

3 dias

num prazo de 10 dias

62 $

7 dias

num prazo de 30 dias

72 $

Consulte as condições atuais no site da Angkor Enterprise. A bilheteira fica na Estrada 60, a cerca de quatro quilómetros do centro de Siem Reap (em 09/2026, bilheteira da Angkor Enterprise). Abre às 5:00, por isso é possível chegar a tempo do nascer do sol. É preferível comprar o passe na véspera à noite: de manhã há fila na bilheteira.

O parque abre às 5:00 e a maioria dos templos fecha entre as 17:30 e as 18:00 (em 09/2026, regras de visita). As crianças com menos de 12 anos entram gratuitamente, com a idade comprovada por documento de identificação. Não há entrada gratuita no parque: o passe é verificado em todos os templos principais.

Publicidade

Passeios e bilhetes em Siem Reap

Visitas guiadas, bilhetes sem fila e atividades — a maioria pode ser cancelada gratuitamente.

Ver ofertas em GetYourGuide

O widget é carregado após o seu consentimento.

Como chegar a Siem Reap e onde ficar

Siem Reap tem um aeroporto internacional, por isso, a partir de Phnom Penh, ou se voa ou se conduz pela autoestrada ao longo de quase 240 quilómetros (no mapa). O aeroporto fica a cerca de oito quilómetros do centro da cidade e uma viagem de tuk-tuk demora 20 a 30 minutos (no mapa).

A cidade é compacta. Os hotéis situam-se no centro, junto ao rio e ao longo da estrada para os templos, pelo que a escolha depende do orçamento e da hora a que se pretende partir. O Trip.com é um local prático para explorar opções e preços: hotéis em Siem Reap.

Um tuk-tuk leva-o do hotel até à bilheteira. Os motoristas esperam à porta da maioria dos hotéis desde o amanhecer e é possível combinar uma viagem de meio dia ou de dia inteiro. Há também aluguer de bicicletas e e-bikes, mas é melhor evitar as estradas de terra batida entre os templos exteriores quando chove.

Recomendações: guia, vestuário e horários

Contrate um guia se for a primeira visita. Os relevos são difíceis de interpretar sem explicações, e os guias locais falam inglês e sabem quando cada local tem menos grupos turísticos. Os motoristas não oficiais oferecem frequentemente os seus serviços à entrada, por isso é melhor tratar de tudo com antecedência.

Se já visitou Angkor, um guia não é essencial. Nesse caso, pode sair da rota principal e encontrar galerias vazias. Mantenha-se nos caminhos bem trilhados: ainda existem campos de minas em zonas remotas do país, embora a área em torno dos templos tenha sido desminada (consulte os avisos atuais no site do Auswärtiges Amt).

O código de vestuário no parque é rigoroso: os ombros e os joelhos devem estar cobertos (em 09/2026, código de vestuário e regras). Leve roupa leve de mangas compridas, um chapéu e água. Escolha o calçado em função do tempo: as pedras ficam escorregadias depois da chuva.

A melhor altura para visitar é ao amanhecer. Chegue à hora de abertura, quando está fresco e quase não há pessoas. Bayon, Ta Prohm e a Terraça dos Elefantes veem-se melhor antes das onze da manhã: depois do meio-dia não há sombra sobre a pedra. Vale a pena passar o pôr do sol em Phnom Bakheng. Regresse à cidade antes de escurecer: quase não há iluminação nas estradas.

Angkor Wat no mapa: como encontrar a entrada

A entrada do parque começa logo após a bilheteira e, a partir daí, segue-se pela estrada até ao templo principal. Abaixo está um mapa com a localização de Angkor Wat: planeie o percurso a partir do hotel com antecedência.

⁉️🤔 Perguntas frequentes

Quanto custa um passe de Angkor Wat em 2026?

Um passe de um dia custa 37 $, um de três dias 62 $ e um de sete dias 72 $ (em 09/2026, Angkor Enterprise). São vendidos apenas na bilheteira oficial na Estrada 60. Os bilhetes comprados a revendedores ou em sites de terceiros não são válidos.

Um dia é suficiente para os templos principais?

Sim, se se levantar ao amanhecer e não demorar em cada templo. Num dia é realisticamente possível cobrir o circuito pequeno: Angkor Wat, Angkor Thom com Bayon, Ta Prohm e Phnom Bakheng. Para o circuito grande com os templos exteriores, reserve três dias.

O que deve vestir para visitar Angkor?

Os ombros e os joelhos devem estar cobertos, caso contrário pode não lhe ser permitido o acesso aos níveis superiores (em 09/2026, regras da Angkor Enterprise). Escolha roupa leve de algodão, um chapéu e calçado confortável. Um chapéu e um guarda-chuva serão úteis de manhã à noite.

Preciso de um guia e como encontrá-lo?

Os preços dos tours privados dependem do itinerário e da época, pelo que são confirmados no momento da reserva. Os tours guiados já organizados são vendidos por agências locais e plataformas internacionais.

Como chegar a Angkor Wat a partir de Siem Reap?

A maioria das pessoas vai de tuk-tuk: combine um dia completo com um motorista, e ele esperará por si em cada templo. O aluguer de uma bicicleta funciona se estiver preparado para o calor e para os troços de terra.

Em resumo: o que reservar

A fórmula é simples. Numa primeira visita, opte por um passe de um dia e um tour guiado; para uma visita tranquila, escolha um passe de três dias. Escolha alojamento no centro de Siem Reap para poder partir rumo aos templos antes do amanhecer. Se tiver apenas dois dias, dedique o primeiro ao templo principal e ao Bayon, e o segundo a Angkor Thom e a Ta Prohm.

Se tiver apenas um dia: bilhetes e tours guiados na GetYourGuide. Se pensa ficar perto do parque: hotéis em Siem Reap na Trip.com.