
O que ver em Florença: 25 lugares e preços dos bilhetes 2026
Florença percorre-se a pé. Quase todos os principais pontos de interesse ficam no centro histórico, entre a estação de Santa Maria Novella e o rio Arno. Em dois ou três dias é possível ver a cúpula do Duomo, o David e a Ponte Vecchio.
O verdadeiro desafio aqui não é a distância, mas os bilhetes. Na época alta, as filas na Galeria Uffizi e na cúpula da catedral prolongam-se por uma hora ou mais. A reserva online resolve o problema, mas é melhor garantir isso cedo: um bilhete para os Uffizi custa 25 € comprado no dia da visita e 29 € com reserva para uma data específica (em 09/2026, preços dos bilhetes dos Uffizi).
Esta é uma seleção de 25 lugares que vale a pena incluir no seu itinerário. Para cada um há a entrada, o horário de funcionamento e como chegar.
Bilhetes e filas em Florença
💡 Em resumo:
- O essencial do itinerário: a cúpula do Duomo, a Galeria Uffizi e o David na Galleria dell'Accademia.
- Reserve 2 a 3 dias para 25 endereços, se não quiser andar a correr entre museus.
- Compre os bilhetes online: evita a bilheteira à entrada e vê logo o preço.
- Preços e horários: 09/2026, confirmados no site oficial das Galerias Uffizi.
Os grandes museus seguem um horário semelhante: de terça a domingo, fechados à segunda-feira. Os feriados e o primeiro domingo do mês alteram este horário, por isso convém verificar o site do museu antes da visita.
Local | Entrada | Horário | Fechado |
|---|---|---|---|
Galeria Uffizi | 25 € no dia da visita, 29 € com reserva online (preços da galeria) | Ter-Dom 8:15-18:30 | Segunda-feira |
Palazzo Pitti | 16 € no local, 19 € antecipadamente (página de bilhetes dos Uffizi) | Ter-Dom | Segunda-feira |
Jardins de Boboli | 10 € no local, 13 € antecipadamente (preços oficiais) | Ter-Dom | Segunda-feira |
Galleria dell'Accademia | 20 € mais 4 € de taxa de reserva, gratuito no primeiro domingo do mês (site oficial do museu) | Ter-Dom 8:15-18:50 | Segunda-feira |
Complexo do Duomo: cúpula, campanário de Giotto, batistério, museu, Santa Reparata | Brunelleschi Pass único (site da Opera del Duomo) | por marcação de horários | feriados religiosos |
Basílica de Santa Croce | entrada paga, bilhete com museu (site da basílica) | consultar o site | consultar o site |
Os restantes lugares da lista têm entrada gratuita ou cobram um valor de admissão. O montante exato é mais fácil de confirmar no local.
1. Basílica de Santa Croce
© Grueslayer · CC BY-SAFoto: Grueslayer, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsA Basílica de Santa Croce ergue-se mesmo no centro, na praça com o mesmo nome. O nome traduz-se por «Santa Cruz» e a planta da igreja repete a forma de uma cruz egípcia. No interior pode ver frescos e esculturas de mestres do Renascimento e, ao longo das paredes, encontram-se os túmulos de Galileu Galilei, Miguel Ângelo e Nicolau Maquiavel.
Há, no entanto, uma razão adicional para entrar: o cenotáfio de Dante Alighieri. O poeta está sepultado em Ravena, mas os florentinos ergueram-lhe aqui um monumento. A entrada é paga e o bilhete inclui o acesso ao museu da basílica (site oficial da basílica). O interior é bastante escuro, pelo que as fotografias sem flash saem muitas vezes desfocadas.
- Como chegar: no centro, a 5 minutos a pé da Piazza della Signoria (ver mapa).
- Custo: entrada paga, o bilhete é também válido para o museu da basílica.
- Para quem é: para quem se interessa por história e arte renascentista.
- Não é para: turistas de calções e com os ombros à mostra, o código de vestuário é rigoroso.
- O senão: há pouca luz no interior, por isso as fotografias saem escuras.
2. Galeria Uffizi
© Arek N. · CC BY-SAFoto: Arek N., CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia CommonsA Galeria Uffizi ocupa o palácio entre a Piazza della Signoria e o rio Arno. Alberga pinturas de Botticelli, Leonardo da Vinci, Rafael e Ticiano. As exposições temporárias ficam no piso térreo, enquanto as coleções permanentes ocupam o segundo andar.
Um bilhete custa 25 € no dia da visita e 29 € quando reservado online para uma data específica (em 09/2026, preços dos Uffizi). Chegue mesmo à hora de abertura: ao meio-dia as salas enchem-se. Da estação de Santa Maria Novella até à entrada são cerca de 10 minutos a pé (ver mapa). É permitido fotografar e há uma cafetaria no interior. O melhor é reservar com antecedência uma visita guiada através da Florence tours.
- Como chegar: a 10 minutos a pé da estação de Santa Maria Novella (ver mapa).
- Custo: 25 € no dia da visita, 29 € quando reservado com antecedência.
- Horário: de terça a domingo a partir das 8h15, encerrado à segunda-feira.
- O senão: no verão as salas estão cheias ao meio-dia e há fila à entrada mesmo com bilhete.
3. Campanário de Giotto
© Chabe01 · CC BY-SAFoto: Chabe01, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsO Campanário de Giotto ergue-se a 85 metros e fica mesmo ao lado da Catedral de Santa Maria del Fiore. A subida faz-se por uma escada estreita de 414 degraus e demora cerca de 15 minutos (site oficial da Opera del Duomo). No interior há pouca luz e o ar é um pouco abafado.
Mas do miradouro vê-se a cúpula da catedral quase ao nível dos olhos. O Brunelleschi Pass combinado dá acesso à cúpula, ao batistério e ao Museu da Opera del Duomo. Deve prescindir da subida se tiver medo de alturas ou problemas cardíacos. A torre encerra durante os feriados religiosos.
- Como chegar: Piazza del Duomo, ao lado da catedral (ver mapa).
- Custo: incluído no Brunelleschi Pass, também se vendem bilhetes individuais.
- O senão: pouco espaço nos lanços estreitos de escadas, a subida faz-se num fluxo contínuo de pessoas.
4. Palazzo Vecchio

O Palazzo Vecchio foi outrora a sede do governo da cidade e hoje é a câmara municipal na Piazza della Signoria. Os italianos consideram o palácio um símbolo da cidade. Sobre a fachada ergue-se a torre do relógio de Arnolfo: há séculos que os habitantes acertam os relógios por ele e outrora ali estiveram presos prisioneiros.
Entra-se por um pátio de pedra com paredes pintadas e estátuas. A sala principal, o Salone dei Cinquecento, é adornada com o grupo escultórico «Génio», de Miguel Ângelo. O teto da Sala dos Lírios está coberto de estuques com favos e flores.
- Como chegar: Piazza della Signoria, centro da cidade (ver mapa).
- Custo: entrada paga, os bilhetes vendem-se no local e online.
- Para quem é: para quem quer ver por dentro as salas cerimoniais da câmara municipal.
- O senão: na época alta há fila na bilheteira.
5. Palazzo Pitti
© Almaak · CC BY-SAFoto: Almaak, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia CommonsO Palazzo Pitti ergue-se na margem esquerda do Arno e foi outrora residência de dinastias governantes. Hoje alberga museus e galerias: pinturas, pratas, carruagens. A praça em frente ao palácio atrai turistas com esculturas em forma de rostos enormes, e no pátio funciona uma fonte redonda com cupidos.
O segundo piso é ocupado por uma galeria ricamente decorada, composta por várias salas: Vénus, Júpiter, Apolo, Marte e Saturno. O bilhete custa 16 € no local e 19 € quando comprado com antecedência (em 09/2026, página oficial dos bilhetes). Não é permitido fotografar dentro das salas do palácio, mas as vistas das janelas e dos jardins podem ser fotografadas. De manhã, as bilheteiras estão mais calmas do que depois do almoço.
- Como chegar: de autocarro até à paragem San Felice ou a pé pela Ponte Vecchio (ver mapa).
- Custo: 16 € no local, 19 € com antecedência, os museus individuais custam à parte.
- O senão: algumas salas estão periodicamente fechadas para restauro, e a lista muda.
6. Ponte Vecchio
© Diego Delso · CC BY-SAFoto: Diego Delso, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsA Ponte Vecchio é considerada a ponte mais antiga e mais reconhecível de Florença. Atravessa um ponto estreito do rio Arno e liga o centro ao bairro de Oltrarno. Por cima dela passa o secreto Corredor de Vasari, que liga os Uffizi, o Palazzo Vecchio e o Palazzo Pitti.
No passado, a ponte servia para a venda de carne; hoje está ladeada por completo de joalharias. Daí vem a alcunha de «Ponte Dourada». A Ponte Vecchio é uma das poucas pontes que sobreviveu à guerra e às cheias. Ao fim do dia, atuam nela músicos de rua, e a melhor vista da própria ponte abre-se a partir da margem.
- Como chegar: a pé desde a Piazza della Signoria ou desde o Palazzo Pitti (ver mapa).
- Custo: gratuito, as lojas estão abertas durante o dia.
- O senão: durante o dia a ponte está sempre cheia, por isso é difícil conseguir uma fotografia tranquila.
7. Santa Maria del Fiore
© Petar Milošević · CC BY-SAFoto: Petar Milošević, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsSanta Maria del Fiore, ou simplesmente o Duomo, é a catedral principal de Florença e tem a maior cúpula de alvenaria do mundo. O nome traduz-se como «flor de Santa Maria», e a palavra «Duomo», em italiano, designa a catedral principal da cidade. A fachada combina três tons de mármore: branco, rosa e verde.
A catedral levou mais de um século a construir, e a sua planta segue uma cruz latina. No interior quase não há douramentos: os florentinos acreditavam que a decoração não devia distrair da conversa com Deus. O fresco da cúpula, junto ao altar, é dedicado a cenas bíblicas, e ao longo das paredes há frescos modestos, pinturas e vitrais. Do miradouro vê-se toda a Florença, e o campanário de Giotto fica quase ao alcance da mão. As visitas guiadas entram sem esperar na fila.
Por cima da fachada vê-se uma estátua da Virgem Maria com o Menino e um lírio, e de cada lado dela estão os doze apóstolos. A cúpula de Brunelleschi é feita de tijolo vermelho e vê-se ao longe. A entrada na catedral é gratuita; paga-se apenas a subida à cúpula (em 09/2026, subida à cúpula do Duomo). A subida é de 463 degraus e de uma passagem estreita entre as duas cascas da cúpula.
- Como chegar: Piazza del Duomo, a 5 minutos a pé da estação de Santa Maria Novella (ver mapa).
- Custo: a catedral é gratuita, a cúpula e o campanário estão incluídos num único Passe Brunelleschi.
- Para quem é: para quem visita Florença pela primeira vez.
- O senão: a fila para a catedral é longa mesmo com entrada gratuita; as visitas guiadas entram por uma porta separada.
8. Santa Maria Novella
© Commonists · CC BY-SAFoto: Commonists, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsA Basílica de Santa Maria Novella fica na praça com o mesmo nome, ao lado da estação de comboios. Se chegar de comboio e caminhar para o centro, esta é a primeira igreja que encontra. A sua fachada de mármore branco e verde reconhece-se facilmente pelo padrão geométrico.
No interior há obras de mestres florentinos: o túmulo do Bispo de Fiesole, um busto de Santo Antonino e um monumento à Beata Villana. O altar é considerado um dos mais belos da cidade, e as capelas estão decoradas com frescos de artistas famosos. O claustro, com as suas galerias e cenas bíblicas nas paredes, merece atenção especial. Nas proximidades há uma farmácia histórica que há muito se separou da igreja, mas continua a tradição dos remédios monásticos.
- Como chegar: Piazza Santa Maria Novella, em frente à estação (ver mapa).
- Custo: bilhete de entrada, consulte o preço no local.
- O senão: a igreja está sempre cheia, por isso não é possível passear tranquilamente pelas naves.
9. Basílica de San Lorenzo
© Nelson Pérez · CC BY-SAFoto: Nelson Pérez, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia CommonsA Basílica de San Lorenzo é considerada uma das igrejas mais antigas da cidade: as primeiras estruturas cristãs surgiram aqui há mais de mil e quinhentos anos. A igreja ganhou o aspeto atual sob os Médici.
Michelangelo propôs uma solução invulgar: colocou os túmulos dos Médici ao longo de todo o perímetro, junto às paredes, e não no centro, como se fazia antes. O mestre nunca chegou a acordo com o mecenas, um papa da família Médici, por isso a fachada ficou por terminar. O pavimento da basílica tem um padrão considerado, por si só, uma obra de arte.
No interior vê-se colunas altas, um pavimento com padrões e sarcófagos de membros da família Médici. A Sacristia Velha contém obras de Donatello, e a Sacristia Nova guarda os túmulos dos duques com esculturas de Michelangelo. A cúpula da Capela dos Príncipes só é ultrapassada em tamanho pela cúpula do Duomo. O complexo inclui ainda uma biblioteca com manuscritos raros, mas tem entrada separada.
- Como chegar: Piazza San Lorenzo, junto ao mercado de San Lorenzo (ver mapa).
- Custo: a entrada na basílica é paga, e algumas partes do complexo têm bilhete separado.
- O senão: o complexo está dividido em zonas, por isso um bilhete não dá acesso a tudo.
10. Batistério de San Giovanni
© Zairon · CC BYFoto: Zairon, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0), Wikimedia CommonsO Batistério de San Giovanni faz parte do complexo do Duomo e é o edifício mais antigo da praça. Aqui foram batizados florentinos nobres, incluindo membros da família Médici. A pia batismal foi concebida para adultos, pois naquela época as pessoas adotavam o cristianismo já em idade consciente.
O edifício tem oito lados, cada um simbolizando um dia da semana. As portas mais famosas são chamadas «Portas do Paraíso»: os seus painéis orientais estão decorados com dez relevos dourados que representam cenas da Bíblia. A zona da pia batismal está sempre cheia, porque a catedral e o campanário ficam mesmo ao lado.
- Como chegar: Piazza del Duomo, entre a catedral e o campanário de Giotto (ver mapa).
- Custo: incluído no Passe Brunelleschi geral.
- O senão: na época alta, a zona junto às portas está apinhada, e a multidão dificulta a observação dos relevos.
11. Galleria dell'Accademia
© sailko · CC BYFoto: sailko, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.5), Wikimedia CommonsA Galleria dell'Accademia é conhecida sobretudo pela estátua de David. O gigante de mármore foi transferido para aqui a partir do centro da cidade, para não sofrer com o clima e os vândalos. Foi construída uma sala separada, com luz natural vinda de cima, para a escultura, e ali ela parece diferente do que parecia na praça.
Além do David, encontra várias outras obras de Michelangelo, pintura italiana do século XIV, altares góticos e uma coleção de modelos em gesso. O bilhete custa 20 €, e a reserva online acrescenta 4 €; no primeiro domingo do mês a entrada é gratuita, mas nesse dia não é possível reservar (em 09/2026, site oficial do museu). O museu está aberto de terça a domingo, das 8h15 às 18h50, e fecha à segunda-feira. Reserve com antecedência uma visita guiada com entrada para ver o David se não quiser ficar à espera à entrada.
- Como chegar: perto de Santa Maria del Fiore, no centro (ver mapa).
- Custo: 20 € mais 4 € de reserva, gratuito no primeiro domingo do mês.
- O senão: a sala do David está sempre cheia, por isso só é possível observar a escultura com calma junto à entrada.
12. Capela dos Médici
© Fred Romero from Paris, France · CC BYFoto: Fred Romero from Paris, France, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia CommonsA Capela dos Médici está anexada à Basílica de São Lourenço e é considerada uma das obras mais notáveis de Miguel Ângelo. É um edifício pequeno e vertical, inteiramente dedicado ao tema da morte. Aqui estão sepultados membros da dinastia dos Médici.
As esculturas principais da capela estão ligadas às horas do dia: «A Aurora», «O Dia», «O Crepúsculo» e «A Noite». Assentam sobre os sarcófagos e parecem mais pesadas do que nas fotografias. Ao centro ergue-se a «Madonna com o Menino», em torno da qual se organiza todo o conjunto. O horário de funcionamento é irregular: a capela encerra em certas segundas-feiras e domingos, pelo que convém verificar o horário antes da visita.
- Como chegar: Piazza San Lorenzo, entrada pelo complexo da basílica (ver mapa).
- Custo: entrada paga, o bilhete é partilhado com parte dos museus de São Lourenço.
- O senão: as salas são pequenas e os grupos turísticos enchem rapidamente todo o espaço.
13. Mosteiro e igreja de San Marco
© Prof. Mortel · CC BYFoto: Prof. Mortel, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia CommonsO Mosteiro de San Marco foi fundado na Idade Média, embora neste local existissem edifícios cristãos ainda mais antigos. O complexo passou depois para a família Medici, que o entregou aos monges dominicanos. Hoje é um museu com uma das melhores coleções de frescos do Renascimento.
Os frescos das celas foram pintados por Beato Angelico, que foi canonizado santo. Gozzoli e Ghirlandaio também deixaram obras aqui. O museu orgulha-se ainda da sua biblioteca de manuscritos e livros impressos antigos: obras de filósofos antigos, regras monásticas, escritos de Tomás de Aquino e de Santo Agostinho. Muitos dos volumes pertenceram outrora aos Medici.
- Como chegar: Piazza San Marco, junto à Galleria dell'Accademia (ver mapa).
- Custo: bilhete de entrada, consulte o preço no local.
- Para quem é: para quem quer ver os frescos de Beato Angelico nas celas originais.
- O senão: o museu é pequeno e fica especialmente cheio em dias de chuva.
14. Museu do Bargello
© Francesco Bini · CC BY-SAFoto: Francesco Bini, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsO Museu Nacional do Bargello ocupa um palácio-castelo no centro da cidade. Ao longo da sua história, o edifício serviu de residência de governantes, quartel, prisão e local de execuções. O palácio tinha originalmente dois pisos; o terceiro foi acrescentado depois de um incêndio.
Hoje as salas exibem esculturas de mestres do Renascimento italiano: Michelangelo, Donatello, Cellini, Sangallo. Aqui pode ver estátuas, baixos-relevos, medalhas e elementos decorativos de edifícios demolidos durante a remodelação da cidade. Estes fragmentos dão uma ideia do esplendor das estruturas perdidas.
- Como chegar: no centro, junto ao Palazzo Vecchio (ver mapa).
- Custo: bilhete de entrada, consulte o preço no local.
- Para quem é: para quem se interessa por escultura e pela história da cidade.
- O senão: a exposição está organizada em torno da coleção e não dos interiores, por isso as salas parecem austeras.
15. Casa-museu de Dante Alighieri
© Gianni Careddu · CC BY-SAFoto: Gianni Careddu, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsA Casa-Museu de Dante Alighieri ocupa um modesto edifício de três pisos no bairro antigo. Da casa verdadeira do poeta resta apenas a fundação, e as paredes atuais foram construídas no século XX. Os florentinos recriaram minuciosamente os interiores das salas onde Dante poderá ter vivido, no segundo piso.
Dante ocupou o cargo de prior e meteu-se na política, pelo que foi exilado da sua cidade natal. Andou errante pela Europa, regressou a Itália, fixou-se em Ravena e morreu sem nunca concluir a sua missão diplomática. A musa do poeta, Beatriz, vivia não muito longe desta zona. Foi ela que inspirou os seus sonetos e a «Divina Comédia», embora ele a tenha visto apenas algumas vezes. O piso térreo alberga salas de botica recriadas.
O poeta pertencia à guilda dos boticários, e sem isso não teria recebido plenos direitos de cidadão. O último piso exibe cópias de edições em vida dedicadas a Beatriz (site oficial da casa-museu).
- Como chegar: bairro antigo, perto da Piazza della Signoria (ver mapa).
- Custo: bilhete de entrada, consulte o preço no local.
- O senão: quase não há objetos autênticos de Dante, a exposição é em grande parte uma reconstrução.
16. Palazzo Medici Riccardi
© Ricardalovesmonuments · CC BY-SAFoto: Ricardalovesmonuments, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsReconhecerá o Palazzo Medici Riccardi pela sua fachada austera de três pisos em pedra rusticada. O nome duplo recorda as duas famílias que foram donas do palácio: os Medici e os Riccardi. Do exterior, o edifício parece ascético, mas os interiores surpreendem pelo luxo e pela disposição criteriosa.
Hoje funciona aqui uma biblioteca pública, que guarda manuscritos bíblicos e cópias de obras de filósofos antigos. O cartão de visita do palácio é considerado uma estátua de Bandinelli: o escultor representou Orfeu a domar o cão Cérbero. No rosto do herói, os contemporâneos reconheceram os traços dos Medici. A parte oriental do palácio é ocupada pela capela da família, com frescos de Gozzoli, onde também se reconhecem retratos dos Medici entre os santos.
- Como chegar: perto da Basílica de San Lorenzo, no centro (ver mapa).
- Custo: entrada paga, bilhetes vendidos no local.
- O senão: os interiores não estão totalmente abertos à visita, algumas salas são ocupadas pela biblioteca.
17. Piazzale Michelangelo
© Michael Wittwer · CC BY-SAFoto: Michael Wittwer, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsO Piazzale Michelangelo fica numa colina acima da cidade e é o principal miradouro de Florença. Uma longa avenida sobe até lá, e o próprio terraço dá diretamente para a cúpula do Duomo e para o campanário de Giotto. Com tempo limpo, avista-se todo o centro histórico até às colinas distantes.
No centro da praça ergue-se uma cópia em bronze do David, instalada no final do século XIX. Na base estão figuras alegóricas que representam a manhã, o dia, a tarde e a noite. Os originais destas esculturas estão na Basílica de San Lorenzo, sobre os sarcófagos dos Medici. Parte da praça é ocupada por estacionamento, mas isso não estraga a vista: venha ao pôr do sol.
- Como chegar: a pé desde a Ponte Vecchio, subindo a colina, ou de autocarro (ver mapa).
- Custo: gratuito.
- O senão: ao pôr do sol junta-se uma multidão à amurada, e é preciso esperar por um lugar na borda.
18. Piazza della Signoria
© User:MatthiasKabel · CC BY-SAFoto: User:MatthiasKabel, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia CommonsA Piazza della Signoria é frequentemente chamada um museu ao ar livre. Aqui estão cópias de obras de Donatello e Michelangelo, a par de estátuas originais de Bandinelli, Cellini e Giambologna. Outrora fervilhava aqui a vida política: o conselho reunia-se no palácio e os conspiradores eram executados na praça.
Algumas das esculturas estão reunidas sob a loggia, construída para cerimónias públicas. A composição lê-se como um único ciclo alegórico, onde diferentes épocas se entrelaçam. O melhor é olhar de manhã, quando a luz é suave e ainda há poucos turistas.
- Como chegar: centro da cidade, perto da Galeria Uffizi e do Palazzo Vecchio (ver mapa).
- Custo: gratuito.
- O senão: durante o dia a praça está apinhada, e algumas estátuas ficam cobertas de andaimes durante restauros.
19. Corredor de Vasari
© Armin Kleiner · CC BY-SAFoto: Armin Kleiner, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsO Corredor de Vasari estende-se por cima dos telhados, do Palazzo Vecchio ao Palazzo Pitti, atravessando a Ponte Vecchio. Foi construído como passagem secreta para o duque Cosimo I, para que pudesse ir de palácio em palácio sem sair à rua. O projeto foi executado pelo arquiteto Giorgio Vasari.
A coleção de autorretratos que antes estava pendurada no corredor foi retirada antes da sua abertura em 2024. O corredor esteve fechado ao público em geral durante muito tempo e, agora, os visitantes entram com um bilhete combinado com os Uffizi por 43-47 €, dependendo da data (em 09/2026, preços dos bilhetes das Galerias Uffizi). Os lugares são limitados, por isso convém reservar o bilhete com antecedência. Percorre-se um corredor estreito com janelas, enquanto o rio e a cidade antiga se desenrolam lá em baixo.
- Como chegar: a entrada está ligada à Galeria Uffizi e ao Palazzo Pitti (ver mapa).
- Custo: apenas em combinação com os Uffizi, bilhete combinado 43-47 € dependendo da data.
- O senão: só se entra com reserva antecipada e os lugares são limitados.
20. Jardins de Boboli
© Diego Delso · CC BY-SAFoto: Diego Delso, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsOs Jardins de Boboli estendem-se atrás do Palazzo Pitti e são considerados um modelo de desenho paisagístico clássico. Foram traçados por ordem da duquesa Eleanor de Toledo. O conceito do traçado foi posteriormente replicado na criação de outros parques europeus.
Aqui encontram-se terraços, fontes, grutas e pavilhões, complementados por esculturas antigas. O anfiteatro apresenta um obelisco de Luxor que outrora adornava uma das villas dos Médici. O passeio demora pelo menos uma hora, porque o jardim sobe pela encosta. O bilhete custa 10 € no local e 13 € quando comprado online (em 09/2026, página de bilhetes das galerias).
- Como chegar: atrás do Palazzo Pitti, entrada pelo lado do palácio (ver mapa).
- Custo: 10 € no local, 13 € com antecedência.
- O senão: subir as escadas de pedra é duro com o calor.
21. Biblioteca Medicea Laurenziana
A Biblioteca Medicea Laurenziana abriu como coleção privada da família Médici e hoje é um repositório público de manuscritos. O edifício para os livros foi construído mais tarde do que a própria coleção, e o projeto é de Michelangelo. Aqui ele combinou luxo e praticidade, e a entrada foi concebida com recurso a ilusões de ótica.

O elemento interior principal, uma escadaria monumental, assemelha-se a um rio de lava. O acervo reúne mais de 150 000 livros manuscritos e impressos, de papiros antigos a edições europeias do século XV (site oficial da biblioteca). Quando o poder dos Médici enfraqueceu, a coleção passou para o clero e para a cidade, e hoje pertence ao Estado.
- Como chegar: Piazza San Lorenzo, entrada pelo complexo da basílica (ver mapa).
- Custo: bilhete de entrada, consulte o site para preço e horários.
- O senão: a sala de leitura abre em horário limitado, os turistas não são admitidos a todas as horas.
22. Museo delle Porcellane
© Diego Delso · CC BY-SAFoto: Diego Delso, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsO Museo delle Porcellane faz parte do complexo das Galerias Uffizi e ocupa a villa Casino, nos Jardins de Boboli. Alberga peças de manufaturas italianas, austríacas e francesas que pertenceram a dinastias reais e principescas. Muitos objetos estão ligados à história da família Médici.
A coleção é considerada parte do Museu do Argento. Cada peça exposta tem valor histórico e artístico: de serviços de jantar e figurines a bustos e acessórios. A coleção é pequena, mas em número de visitantes o museu figura entre os mais populares de Florença.
A exposição ocupa três pequenas salas: a sala do banquete, a sala da porcelana vienense e a sala da porcelana saxónica. Entre as relíquias encontram-se serviços de jantar, figurines e bustos, além de presentes de Napoleão à sua irmã Elisa. A sala do banquete exibe um retrato do imperador em vida, da autoria de François Gérard.
- Como chegar: nos Jardins de Boboli, atrás do Palazzo Pitti (ver mapa).
- Custo: entrada com o bilhete dos Jardins de Boboli.
- O senão: a coleção é pequena, não vale a pena vir aqui só pela porcelana.
23. Museo Leonardo da Vinci
© LeonardoInteractiveMuseum · CC BY-SAFoto: LeonardoInteractiveMuseum, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsO Museo Leonardo da Vinci é dedicado às invenções do artista e engenheiro. O museu é privado e não é a única coleção do género em Itália: existem outras semelhantes em Veneza, Roma e Milão. Alberga maquetes construídas a partir dos desenhos de Leonardo.
A sala principal apresenta um tanque, um submarino, um helicóptero, um paraquedas e um canhão de vários canos. Muitas maquetes são demonstradas em ecrãs, e na sala dos espelhos pode ver-se a si mesmo entre as personagens das pinturas do mestre. No laboratório, é possível trabalhar com cópias dos desenhos e tentar montar a sua própria «curiosidade mecânica». A exposição foi concebida tanto para adultos como para crianças.
- Como chegar: no centro, perto da Piazza della Signoria (ver mapa).
- Custo: bilhete de entrada, verifique o preço no local.
- Para quem é: famílias com crianças e todos os que gostam de engenharia.
- O senão: é mais uma exposição interativa do que uma coleção de obras originais de Leonardo.
24. Museo Galileo
© Capvideo · CC BYFoto: Capvideo, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0), Wikimedia CommonsO Museo Galileo está instalado num palácio que, visto de fora, parece uma fortaleza: janelas pequenas, paredes espessas, decoração mínima. Outrora guardou a coleção de instrumentos científicos dos Médici e dos Lorena, e hoje o palácio tornou-se um museu.
Nas salas pode ver os telescópios com que Galileu trabalhou, instrumentos médicos incrustados, manequins obstétricos, globos e mapas. Vai também recordar a esfera armilar gigante. A maioria dos mecanismos ainda funciona, e alguns instrumentos são demonstrados ao vivo em visitas guiadas (em 09/2026, site oficial do museu).
- Como chegar: no centro, ao lado da Galeria Uffizi (ver mapa).
- Custo: bilhete de entrada, verifique o preço no site do museu.
- Para quem é: todos os que se interessam por ciência e pela história dos instrumentos.
- O senão: a exposição é densa, não é possível ver tudo numa só visita.
25. Palazzo Strozzi
© Chabe01 · CC BY-SAFoto: Chabe01, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsO Palazzo Strozzi foi construído no final do século XV, e a obra prolongou-se por quase cinquenta anos. O patrono foi Filippo Strozzi, que se desentendeu com os Médici e tomou o palácio deles como modelo. A fachada e a planta do palácio são consideradas um exemplo maior da arquitetura renascentista florentina.
Filippo Strozzi consultou astrólogos sobre o momento de lançar os alicerces e supervisionou pessoalmente os pedreiros, mas morreu antes de a obra ficar concluída. A dinastia foi proprietária do palácio durante vários séculos, até que o último descendente direto não deixou herdeiros e o edifício passou para a cidade.
Hoje as salas acolhem exposições de arte clássica e contemporânea, concertos e receções formais. O pátio interior tem lojas de recordações, cafés e restaurantes, por isso pode passar por lá sem bilhete. Consulte o programa de exposições no site oficial do palácio.
- Como chegar: centro da cidade, perto da Piazza della Signoria (ver mapa).
- Custo: só é preciso bilhete para as exposições, o pátio está aberto livremente.
- O senão: os interiores do palácio veem-se sobretudo durante as exposições, não há coleção permanente.
Atrações de Florença no mapa
Quase todos os lugares da lista ficam no centro histórico, por isso o percurso faz-se facilmente a pé. Abaixo há um mapa que mostra como os pontos de interesse se ligam entre si. Abra-o no telemóvel e percorra os bairros: assim não perde um único endereço.
Planeie com antecedência as deslocações entre os pontos. O centro é compacto, mas as ruas são estreitas, e ao fim do dia atravessar a multidão junto ao Duomo é mais lento do que de manhã.
Se andar a pé, divida a cidade em duas partes: a norte, com o Duomo, San Lorenzo e San Marco, e a sul, com o Palazzo Pitti, os Jardins de Boboli e o bairro de Oltrarno. Assim quase nunca volta atrás e poupa energias. Reserve as manhãs para os museus e deixe as praças, a ponte e os miradouros para depois do almoço, quando a luz é mais suave.
Passeios e bilhetes em Florence
Visitas guiadas, bilhetes sem fila e atividades — a maioria pode ser cancelada gratuitamente.
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⁉️🤔 Perguntas frequentes
É preciso comprar bilhetes com antecedência?
Sim. Na Galeria Uffizi e na Galleria dell'Accademia, a fila demora mais do que a própria visita às salas. Um bilhete online para uma data específica custa mais do que um bilhete na bilheteira, mas entra-se sem esperar. Reserve com pelo menos alguns dias de antecedência e, em julho e agosto, ainda mais cedo.
Quantos dias são necessários para Florença?
Reserve dois ou três dias para as principais atrações. Num só dia consegue, com realismo, encaixar a cúpula do Duomo, a Galeria Uffizi e um passeio até ao Piazzale Michelangelo. Se quiser acrescentar o Palazzo Pitti, os Jardins de Boboli e os museus de San Marco, conte com quatro dias e não tente ver tudo de uma só vez.
O que se pode ver em Florença gratuitamente?
A Catedral de Santa Maria del Fiore é gratuita, paga-se apenas para subir à cúpula e ao campanário. A Piazza della Signoria, a Ponte Vecchio, o Piazzale Michelangelo e os pátios dos palácios estão abertos livremente. No primeiro domingo do mês, alguns museus também deixam entrar sem bilhete, mas nesses dias as filas são maiores do que o habitual.
Em que dias fecham os museus?
A maioria dos museus e galerias estatais fecha à segunda-feira, incluindo a Galeria Uffizi e a Galleria dell'Accademia. Ao domingo estão abertos, enquanto algumas capelas e igrejas fecham em segundas-feiras alternadas ou até aos domingos. É mais simples consultar o horário no site do museu no dia da visita.
Onde se tem a melhor vista da cidade?
Para um panorama, suba ao Piazzale Michelangelo: de lá vê-se a cúpula do Duomo, o campanário de Giotto e todo o centro. A segunda opção é subir à cúpula da catedral, de onde se observa a cidade do alto e se examinam também os frescos no interior. Vá ao pôr do sol, mas tenha em conta que terá de esperar por um lugar junto à balaustrada.
Em resumo: o que reservar
Florença recompensa quem planeia com antecedência. Escolha dois ou três museus principais, compre bilhetes com data marcada e deixe pelo menos um dia livre para deambular sem planos.
- Se tem apenas um dia: fique com a cúpula do Duomo e a Galeria Uffizi, deixe o resto para a próxima vez.
- Se adora escultura: acrescente a Galleria dell'Accademia e o Museu Bargello.
- Se viaja com crianças: passe pelo Museo Leonardo da Vinci e suba até ao Piazzale Michelangelo.
- Se precisa de um dia tranquilo: escolha os Jardins de Boboli e o Palazzo Pitti de manhã, quando não há grupos turísticos.
Só não tente meter tudo num fim de semana: as filas consomem mais tempo do que os próprios museus.
É mais fácil reservar bilhetes e visitas guiadas com antecedência: bilhetes para Florença na GetYourGuide.
Também vale a pena tratar do alojamento e do transporte antes da viagem: hotéis no centro na Trip.com ou transfer do aeroporto.


