
O que ver em Londres: 35 lugares com indicações e o senão de cada um
Londres pode ser vista em três dias. Mas a lista de lugares imperdíveis chega a dezenas de entradas. Selecionámos trinta e cinco lugares, do Big Ben à Torre, passando pelo mercado de rua de Brick Lane. Para cada um indicamos como chegar, uma ideia aproximada do preço e um senão honesto. Verá de imediato o que merece o seu tempo e o que pode saltar sem remorsos.
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O que ver em Londres: um resumo rápido
💡 Em resumo:
- Divida a cidade por bairros: Westminster, a City, a South Bank e Kensington. Assim perde menos tempo nas deslocações.
- Os maiores museus são gratuitos: o British Museum, a National Gallery, a Tate Modern.
- Para a Torre, a Abadia de Westminster e os miradouros, reserve o bilhete online com antecedência.
- Preços e horários: 09/2026, verificados no site oficial do turismo de Londres
1. Royal Albert Hall
© Diliff · CC BY-SAFoto: Diliff, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia CommonsO Royal Albert Hall fica em South Kensington, mesmo à beira do Hyde Park. É uma sala real de artes e ciências com o nome do príncipe Alberto, marido da rainha Vitória. O edifício tem forma elíptica: tijolo vermelho, uma cúpula de vidro sobre estrutura metálica e citações bíblicas em mosaico na fachada. No interior, a sala evoca um anfiteatro antigo, e o palco alberga o segundo maior órgão do país.
No início, a acústica era fraca. O problema foi resolvido com painéis sob o teto, que os londrinos apelidaram de «discos voadores». Hoje a sala acolhe concertos, exposições e espetáculos desportivos. Pode espreitar o interior numa visita diurna, consulte a programação no site oficial.
Chegar é fácil: apanhe o metro até South Kensington e siga a pé pelos museus de South Kensington. A visita dura cerca de setenta minutos. A entrada é paga, e os bilhetes para concertos esgotam depressa, por isso compre com antecedência.
- Como chegar: South Kensington, dez minutos a pé pelo túnel sob a Exhibition Road.
- Para quem é: amantes de música clássica e de arquitetura do século XIX.
2. Big Ben

A torre do relógio do Palácio de Westminster ergue-se quase cem metros acima do Tamisa. O nome «Big Ben» pertence não à torre em si, mas ao seu sino principal. Antigamente os sinos recebiam nomes, e este foi batizado em homenagem a Sir Benjamin Hall, que supervisionou a sua instalação. Mais tarde o nome passou para toda a torre, embora oficialmente se chame Torre do Relógio do Palácio de Westminster.
Quatro mostradores olham nos quatro pontos cardeais. O relógio é considerado um dos mais precisos do mundo, e o sino rachou uma vez, o que tornou o seu som reconhecível. Numa noite escura, a iluminação torna a torre especialmente fotogénica.
Os turistas não podem subir. O Palácio de Westminster continua a ser uma instituição em funcionamento, e as visitas ao interior estão disponíveis apenas para cidadãos britânicos, com marcação prévia. Como chegar: apanhe o metro até Westminster.
- Como chegar: Westminster, a saída para a Parliament Square.
- O senão: está sempre cheio de gente e é barulhento por causa do trânsito, sobretudo aos fins de semana.
- Para quem é: para quem quer a fotografia clássica da primeira visita. Quinze minutos bastam.
3. British Museum
© Ham · CC BY-SAFoto: Ham, CC BY-SA (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/), Wikimedia CommonsO British Museum reúne arte da Grécia e de Roma antigas, do Egito e do Médio Oriente. Junta gravuras, desenhos, moedas, escultura e etnografia. O edifício levou vinte e quatro anos a construir, e parte da coleção foi retirada e só regressou depois da Segunda Guerra Mundial. Os sarcófagos de madeira com múmias de animais e os relevos com cenas de batalha e de caça causam forte impressão.
O mínimo essencial: os retratos esculpidos dos imperadores Augusto e Adriano, a sala das moedas e obras de Michelangelo, Botticelli, Dürer, Rafael, Van Gogh e Rembrandt. Uma vez por ano o museu organiza as «Noites no Museu», com um tema novo e conversas até de manhã.
Como chegar: apanhe o metro até Tottenham Court Road ou Holborn. A entrada é gratuita, e só é preciso bilhete à parte para as exposições temporárias. Consulte os horários de abertura e o funcionamento das galerias individuais no site oficial. No interior há uma cafetaria e uma loja de recordações.
- Para quem é: para quem está disposto a dedicar meio dia ao museu.
- O senão: não consegue ver tudo numa só visita. Escolha duas ou três galerias com antecedência.
4. Westminster e o Parlamento
© Terry Ott from Washington, DC Metro Area, United States of America · CC BYFoto: Terry Ott from Washington, DC Metro Area, United States of America, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia CommonsO Palácio de Westminster é um enorme complexo na margem do Tamisa. As suas duas torres, a do Big Ben e a Victoria, avistam-se da margem oposta. Aqui funciona o Parlamento britânico, e durante muitos anos só se entrava por assunto oficial. As visitas para turistas só foram permitidas no início dos anos 2000.
Os visitantes são admitidos durante os recessos parlamentares e aos sábados. No interior verá o Westminster Hall, a Royal Gallery com as suas pinturas e esculturas, e a sala dos debates. A visita começa quando o grupo está reunido, por isso chegue à hora de abertura.
Como chegar: apanhe o metro até Westminster. É mais seguro reservar os bilhetes online com antecedência para não ter de fazer fila. Se quiser abranger muitos lugares de uma vez, veja um bilhete para o autocarro turístico hop-on hop-off em Londres.
- Como chegar: Westminster, cinco minutos a pé até à entrada dos visitantes.
- Para quem é: para quem se interessa por história política e pelos interiores do palácio.
5. Museu de Sherlock Holmes

O Museu de Sherlock Holmes ocupa uma casa comum de quatro pisos na Baker Street, em Westminster. De longe, só a placa e a fila à porta o denunciam. O rés do chão alberga uma loja de recordações, e acima ficam a sala de estar e o quarto de Sherlock. O terceiro piso está reservado à Sra. Hudson e ao Dr. Watson, e no último piso espera uma exposição de figuras de cera de personagens das histórias do detetive.
Forma-se fila à porta à hora de abertura, e não é por acaso: a casa é pequena e muita gente quer entrar. Na escada estreita é preciso esperar que o grupo anterior liberte a sala. Por outro lado, pode fotografar em todo o lado, e os visitantes posam com gosto na sala de estar e no escritório.
Na sala de estar é permitido sentar-se na poltrona junto à lareira. Sobre a mesa lateral estão sempre dispostos adereços: o boné de Sherlock, o cachimbo e a lupa. Como chegar: apanhe o metro até Baker Street e depois são dois minutos a pé. O museu está aberto todos os dias, exceto nas férias de Natal.
- O senão: é difícil circular pelas salas com tanta gente, por isso venha logo de manhã.
- Para quem é: fãs dos livros, casais e famílias com crianças.
6. Piccadilly
© Wolfiewolf · CC BYFoto: Wolfiewolf, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia CommonsA Piccadilly está entre as ruas mais antigas de Westminster. Deve o seu nome ao alfaiate Robert Baker, que fez fortuna com os colarinhos elegantes conhecidos como piccadills. Comprou aqui um terreno e construiu uma casa à qual chamou Piccadilly Hall. Mais tarde, a zona foi edificada com as mansões de pessoas abastadas, e tais casas passaram a ser chamadas «Piccadilly».
Durante o dia, o movimento é intenso, e à noite acendem-se as montras e as fachadas iluminadas. As pessoas combinam encontros em Piccadilly Circus, um local preferido para encontros românticos entre os britânicos. A rua tem também o Café Royal, onde artistas, escritores e poetas gostavam de se reunir.
Uma característica distintiva da rua são os seus clubes privados para cavalheiros. Algumas das casas continuam hoje fechadas a estranhos, e os próprios edifícios estão classificados como históricos. As ligações de transporte aqui estão entre as melhores do mundo: várias estradas principais conduzem ao circo, por isso chegará aqui rapidamente de qualquer lado do centro.
Como chegar: apanhe o metro até Piccadilly Circus ou Green Park. O passeio combina facilmente com uma caminhada até Hyde Park e ao Palácio de Buckingham.
- Para quem é: compras, um passeio ao fim do dia e montras bonitas.
- Não é para: quem não gosta de multidões e de ruído.
7. A City
© APK · CC BYFoto: APK, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0), Wikimedia CommonsA City é o distrito de Londres mais antigo e o seu coração financeiro. Não está sujeita à autoridade real: é governada pelo seu próprio Lord Mayor, e até a Coroa só aqui entra com a sua permissão. Oficialmente, a City é o condado mais pequeno da Grã-Bretanha, e os seus limites são assinalados por marcos especiais. Tem cerca de dez mil residentes permanentes.
O distrito foi fundado pelos romanos há cerca de dois mil anos, quando a Britânia fazia parte do império. Muitas das ruas seguem os traçados das vias dessa época. Edifícios antigos convivem com torres de escritórios: Heron, Lloyd's, Mary Axe e Tower 42. O Barbican Centre, o maior complexo cultural da cidade, também fica aqui.
Além das torres, é aqui que se concentram os principais monumentos: a Torre de Londres, a Catedral de São Paulo, o Leadenhall Market e a Royal Exchange. A infraestrutura do distrito nunca pára, por isso as fachadas antigas vão dando lugar a novos projectos. A arquitectura da City é uma mistura rara de todos os séculos e estilos ao mesmo tempo.
A City visita-se melhor num dia de semana, durante o dia, quando a vida empresarial está no auge. Ao fim de semana as ruas esvaziam-se, e corre o risco de se ver sozinho. Como chegar: de metro até Barbican, Tower Hill, Liverpool Street ou Mansion House.
- Para quem é: para quem gosta do contraste entre a história e a arquitectura moderna.
- O senão: o metro está apinhado na hora de ponta, por isso escolha uma altura fora da azáfama da manhã.
8. Torre de Londres
© Bob Collowan · CC BY-SAFoto: Bob Collowan, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia CommonsA Torre de Londres estende-se ao longo da margem norte do Tamisa. É uma das estruturas medievais mais bem preservadas da Europa: em toda a sua história, a fortaleza nunca foi tomada de assalto. Em alguns pontos as muralhas têm mais de quatro metros de espessura. Famílias reais viveram aqui dentro, e nobres prisioneiros também aqui estiveram detidos, por isso a Torre era casa e prisão ao mesmo tempo.
Muitas lendas estão ligadas à fortaleza. O corvo negro é visto como um símbolo de desgraça, e pelo número de fantasmas o castelo é apelidado de líder entre as fortalezas britânicas. Há muito que o rumor se entrelaça com a história real, e é fácil acreditar nisso junto a muralhas que resistem há quase mil anos.
Há muitos caminhos dentro do recinto e o piso é de calçada, por isso use sapatos confortáveis. Há sempre muitos turistas, por isso é melhor comprar os bilhetes online com antecedência. Com o London Pass salta a fila. Horários e preços foram verificados a 14.09.2026 no site oficial. Como chegar: de metro até Tower Hill.
bilhete sem fila para a Torre de Londres e as Jóias da Coroa
- Como chegar: Tower Hill, depois siga as indicações até à fortaleza.
- Para quem é: para os amantes de história e para famílias com crianças.
9. Tower Bridge
© Sarahhoa · CC BY-SAFoto: Sarahhoa, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0), Wikimedia CommonsA Tower Bridge foi construída no século XIX, quando Londres já se tinha tornado um grande centro de comércio e indústria. As suas duas torres góticas e os vãos levadiços captam o espírito da Inglaterra vitoriana. A ponte é uma continuação harmoniosa da fortaleza que lhe fica ao lado.
No interior, entre as torres, há um museu. Aqui existiu outrora uma passagem pedonal, mas foi encerrada devido aos frequentes roubos num local tão deserto. Pode subir às torres por escadas ou de elevador, e o mecanismo que levanta os vãos está aberto a visitantes.
Nas passagens há uma exposição de fotografias de pontes de todo o mundo, cada uma com a sua descrição. A própria ponte é levantada para deixar passar os navios, e se apanhar o elevador verá o mecanismo em funcionamento.
Pode tirar fotografias na ponte, mas o vidro e as estruturas metálicas atrapalham o enquadramento. É por isso que os viajantes experientes costumam fotografar a ponte a partir dos cais próximos, em vez de subir. Como chegar: de metro até Tower Hill ou de autocarro até à paragem junto à fortaleza.
- O senão: as passagens dão uma vista limitada, e a ponte fica melhor a partir do cais.
- Para quem é: para quem quer ver o símbolo da cidade e visitar o museu no interior.
10. Globe Theatre
© Diego Delso · CC BY-SAFoto: Diego Delso, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsO Globe é o primeiro teatro de Londres. Foi construído no local do seu antecessor, que ardeu: na altura as autoridades ergueram um edifício residencial no terreno vazio. O novo edifício foi montado a poucos metros do antigo e abriu no final da década de 1990, numa tentativa de recriar o aspecto do primeiro teatro.
No interior há três níveis de galerias com lugares sentados, enquanto junto ao palco o público assiste de pé. Microfones e luzes de palco são deliberadamente dispensados aqui, para preservar a atmosfera da época isabelina. Shakespeare constitui o núcleo do repertório, mas também se encenam produções modernas.
A maior parte da estrutura está a céu aberto e o telhado é apenas parcial, por isso os espectáculos só decorrem nos meses quentes. No Inverno o teatro serve de escola para jovens actores, enquanto as visitas guiadas funcionam todo o ano. É mais fácil comprar os bilhetes online com antecedência. Como chegar: de metro até Cannon Street ou Mansion House.
- Para quem é: para quem quer ver Shakespeare como os seus contemporâneos o viam.
- Não é para: quem não está disposto a ficar de pé junto ao palco e a depender do tempo.
11. Royal Opera House, Covent Garden
© Russ London ( talk ) · CC BY-SAFoto: Russ London ( talk ), CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia CommonsCovent Garden é considerada a maior casa de ópera da Grã-Bretanha. Deve o seu nome à praça onde se encontra. O teatro ardeu duas vezes: no início do século XIX foi reconstruído em nove meses e, após o incêndio do final do século XX, as obras demoraram cerca de dois anos. Numa ocasião, as autoridades aumentaram o preço dos bilhetes, mas o público boicotou os espetáculos e os preços tiveram de voltar a baixar.
Hoje, o teatro oferece duas visitas guiadas. A primeira, «Backstage», mostra a rotina diária dos artistas e os preparativos para as estreias. A segunda, «Velvet, Gilt and Glamour», dá a conhecer a arquitetura e a história do edifício. Consulte o calendário das visitas no site oficial do teatro.
Como chegar: de metro até Covent Garden ou de autocarro até à praça com o mesmo nome. Ao lado fica um mercado coberto com cafés e artistas de rua, pelo que é fácil combinar as duas coisas.
- Para quem é: fãs de ópera e ballet.
- Para quem é: quem se interessa pela arquitetura de auditórios históricos.
12. Trafalgar Square
© Diliff · CC BY-SAFoto: Diliff, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia CommonsTrafalgar Square é a principal praça de Londres. Deve o seu nome à vitória do almirante Horatio Nelson em Trafalgar. Ao centro ergue-se uma coluna encimada pela sua estátua, com leões de bronze sentados na base. Nos cantos da praça encontram-se quatro plintos, três dos quais ocupados por monumentos.
O quarto plinto permaneceu vazio durante muito tempo. Nele foram colocadas sucessivamente várias esculturas, incluindo espetáculos ao vivo, até que, no início da década de 2010, surgiu no pedestal uma maqueta do navio Victory. Outro marco da praça é a estátua de Carlos I, a partir da qual os britânicos medem tradicionalmente as distâncias.
Aqui viveram outrora milhares de pombos. Depois, as autoridades proibiram que se alimentassem as aves e quase não resta nenhuma. A praça situa-se na confluência de The Mall, Strand e Whitehall. Daqui chega-se facilmente a Westminster, ao Palácio de Buckingham e à National Gallery, o que faz dela um ponto de partida prático para um percurso a pé.
Como chegar: de metro até Charing Cross ou Embankment, ou de autocarro até às paragens junto à praça.
- Para quem é: um passeio no centro e fotografias ao anoitecer.
- O senão: durante o dia há muitos turistas e artistas de rua junto às fontes.
13. Abbey Road
Abbey Road é adorada pelos jovens e pelos espíritos criativos. Os locais deram à rua um segundo nome, «a casa do amor e da arte». Os fãs dos The Beatles, Pink Floyd e Duran Duran vêm até aqui para ver os estúdios onde foram gravados os seus álbuns. O estúdio de gravação mundialmente famoso também fica aqui.
© Ilya Grigorik · CC BY-SAFoto: Ilya Grigorik, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia CommonsO ponto mais popular é a passadeira que acabou na capa do último álbum dos Beatles. Todos os turistas se fotografam nela, enquanto os condutores dão pacientemente prioridade. A passadeira zebrada da Abbey Road é a única no mundo equipada com uma webcam que transmite em direto para a internet.
Na esquina com a Grove End Road está pendurada uma placa com a inscrição «Abbey Road NW8 City of Westminster». Os fãs roubaram-na mais de uma vez, por isso teve de ser fixada bem no alto e em definitivo. As paredes junto à placa são repintadas com regularidade, mas os graffiti dos músicos voltam sempre. Como chegar: apanhe o metro até St John's Wood.
- Como chegar: St John's Wood, depois siga a pé até à passadeira.
- Para quem é: fãs de música e amantes de lendas urbanas.
14. Abadia de Westminster
© ChrisVTG Photography · CC BY-SAFoto: ChrisVTG Photography, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsA Abadia de Westminster é o local mais sagrado da Grã-Bretanha e o lugar onde os monarcas são coroados. Aqui se casam e se sepultam membros da realeza. O edifício tem a forma de uma cruz latina, com duas grandes torres e uma multitude de arcos esculpidos. O interior está decorado com vitrais e frescos, e o chão é revestido a mosaico.
Por dentro, a abadia parece mais uma cripta: há aqui mais de três mil túmulos e memoriais. Charles Dickens, Isaac Newton, Lord Byron, Charles Darwin e Robert Burns encontraram aqui o seu descanso. O trono de coroação com a «Pedra do Destino» merece especial atenção. Ao serão, realizam-se na igreja concertos de música sacra.
Não é permitido fotografar nem filmar no interior, e não será deixado entrar de calções ou saia curta. Pede-se aos visitantes que não tragam crianças em idade pré-escolar, para evitar ruído. Os bilhetes e horários foram verificados a 14.09.2026 no site oficial. Como chegar: apanhe o metro até Westminster ou St James's Park.
bilhete para a Abadia de Westminster com audioguia
- Para quem é: amantes de história e arquitetura.
- O senão: há um código de vestuário rigoroso à entrada e a fotografia é proibida.
15. Palácio de Buckingham
© Diliff · CC BY-SAFoto: Diliff, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia CommonsO Palácio de Buckingham distingue-se de centenas de palácios na Europa por continuar a ser uma residência real em funcionamento. Pertenceu originalmente ao Duque de Buckingham, que o vendeu a Jorge III. A construção e a decoração arrastaram-se durante quase um século, e o salão de baile só ficou concluído em meados do século XIX. Os interiores foram alterados mais de uma vez, mas o luxo manteve-se.
A atração aqui não é apenas o próprio palácio, mas as tradições que o rodeiam. A Mudança da Guarda é considerada uma das cerimónias mais reconhecíveis do mundo. As visitas ao palácio começam de manhã, e a hora de fecho muda com a estação, por isso convém confirmá-la com antecedência no site oficial.
Como chegar: apanhe o metro até Victoria, Green Park ou St James's Park. Assista à Mudança da Guarda junto às grades e chegue meia hora antes do início. Ao lado ficam os Royal Mews, que também admitem turistas: bilhete para os Royal Mews do Palácio de Buckingham.
- Para quem é: para quem quer ver cerimónia real.
- O senão: nos dias de cerimónia há uma multidão densa junto às grades.
16. Palácio de Kensington
© Steve Cadman from London, U.K. · CC BY-SAFoto: Steve Cadman from London, U.K., CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0), Wikimedia CommonsO Palácio de Kensington é a mais modesta e acolhedora das residências reais atuais de Inglaterra. Hoje pertence ao Príncipe e à Princesa de Gales. As senhoras do palácio foram quase sempre mulheres que mudaram a história: a rainha Vitória nasceu aqui, e mais tarde a Princesa Diana percorreu os seus corredores.
Por trás da fachada discreta escondem-se pinturas, tapeçarias, tetos pintados e salas históricas. No centro do palácio está a instalação luminosa «Luminous Lace»: foram precisos doze mil cristais Swarovski e quatro quilómetros de fio luminoso.
Como chegar: apanhe o metro até Queensway, Notting Hill Gate ou High Street Kensington. A entrada nos jardins é gratuita, enquanto os bilhetes para os apartamentos dependem da estação. Os Kensington Gardens e o memorial da Princesa Diana ficam perto.
- Para quem é: para quem se interessa pelo dia a dia da realeza.
- O senão: alguns dos apartamentos fecham para restauro, por isso confirme antes de visitar.
17. Catedral de São Paulo
© Mark Fosh · CC BYFoto: Mark Fosh, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia CommonsA Catedral de São Paulo é a principal catedral da City e a sede oficial do Bispo de Londres. O edifício que hoje se vê é já o quinto neste local: três catedrais anteriores foram destruídas pelo fogo, e a quarta foi saqueada pelos vikings. Não havia cúpula no projeto original, e os construtores tiveram de ser engenhosos para a encaixar.
A catedral abre aos turistas de manhã e fecha logo à tarde; aos domingos, a entrada é reservada aos fiéis. É mais fácil comprar os bilhetes com antecedência para não ter de esperar na fila. Os horários e preços foram verificados a 14.09.2026 no site oficial. Como chegar: apanhe o metro até St Paul's.
bilhete de acesso rápido à Catedral de São Paulo
- Para quem é: para quem está pronto a subir à cúpula e ver a cidade do alto.
- O senão: a subida às galerias faz-se por escadas em caracol estreitas.
18. Oxford Street

A Oxford Street é a rua comercial mais movimentada da Europa. Mais cedo ou mais tarde, qualquer visitante da cidade acaba por aqui passar: os itinerários turísticos mais populares atravessam-na e os preços apontam para um consumidor de rendimento médio. A zona surgiu no mapa no século XVI, quando um troço da antiga estrada romana começou a ser ocupado por casas baratas.
Aos poucos, o bairro degradado transformou-se num centro de comércio. Hoje há aqui mais de trezentas lojas, e não conseguirá espreitar todas num só dia. As lojas expõem à porta os artigos que melhor as representam, pelo que percebe de imediato se vale a pena entrar.
Como chegar: de metro até Oxford Circus, Marble Arch ou Bond Street. A rua bate recordes de pequenos furtos, por isso guarde o telemóvel e a carteira num bolso interior.
- Para quem é: para fazer compras com qualquer orçamento.
- O senão: está cheia todo o ano e os carteiristas são muito ativos por aqui.
19. Museu Charles Dickens
© Matt Brown · CC BYFoto: Matt Brown, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia CommonsO Museu Charles Dickens é a última casa sobrevivente onde Charles e Catherine Dickens viveram. À primeira vista, percebe-se que é um reduto da Inglaterra vitoriana, com o seu espírito e modo de vida. Os restauradores quiseram transmitir o ambiente de uma casa acolhedora e habitada do século XIX: uma sala de estar, uma longa mesa de jantar, uma cama com dossel e todo o tipo de utensílios de cozinha.
Há uma sala separada para o escritório do escritor, com os seus objetos pessoais. O museu está aberto de terça-feira a domingo e, em dezembro, abre todos os dias. Como chegar: de metro até Chancery Lane ou Russell Square.
- Para quem é: para fãs de Dickens e amantes de interiores vitorianos.
- O senão: a casa é pequena e, nas horas de maior afluência, as visitas sucedem-se num fluxo intenso.
20. Soho

Soho é o bairro mais animado da cidade. Estudantes, turistas e o meio criativo encontram-se todos aqui. O nome está ligado ao grito de caça «so-ho», que ecoava por estas paragens no tempo de Henrique VIII. Historicamente, Soho era uma zona tampão entre os bairros aristocráticos e os bairros pobres, razão pela qual aqui se instalaram imigrantes, artistas e freelancers.
Já quase não restam edifícios residenciais em Soho, e os pátios tranquilos são difíceis de encontrar. Em vez disso, concentram-se aqui clubes, bares e restaurantes. A vida fervilha a qualquer hora: se às quatro da manhã sentir que a festa ainda não acabou, é para aqui que deve vir. Também há muito para os apreciadores de boa comida: cozinhas de quase todo o mundo a preços bastante acessíveis.
Como chegar: apanhe o metro até Piccadilly Circus, Leicester Square ou Tottenham Court Road.
- Para quem é: vida nocturna, teatros e restaurantes.
- Não é para: um serão familiar tranquilo.
21. Arranha-céus Mary Axe
© Ian Muttoo from Mississauga, Canada · CC BY-SAFoto: Ian Muttoo from Mississauga, Canada, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0), Wikimedia CommonsMary Axe é um arranha-céus de quarenta andares, totalmente revestido a vidro, com o nome da rua onde se ergue. Os locais apelidaram a torre de Gherkin («pepino») pela sua forma e pelo tom esverdeado do vidro. No cenário da Londres histórica, o edifício parece futurista.
O projecto foi revolucionário. Os engenheiros recorreram a estruturas portantes em forma de treliça, o que tornou a manutenção mais barata. A abundância de vidro resolveu três problemas de uma só vez: ventilação, retenção de calor e iluminação. Pela sua originalidade, a equipa recebeu vários prémios europeus de prestígio.
A torre não está aberta a visitantes todos os dias e, com sorte, o acesso ao miradouro é gratuito. Nos andares superiores há cafés e restaurantes. Como chegar: apanhe o metro até Liverpool Street ou Aldgate.
- Para quem é: amantes de arquitectura moderna.
- O senão: só se entra em dias de portas abertas, e o calendário é irregular.
22. Mercado de Leadenhall
© Diliff · CC BYFoto: Diliff, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.5), Wikimedia CommonsO mercado de Leadenhall é o mais antigo da Albion enevoada e não perdeu relevância. Aqui funcionavam áreas de comércio já no tempo de Londinium, enquanto o mercado propriamente dito apareceu no mapa no século XIV e depressa se tornou um dos pontos comerciais de maior crescimento da cidade.
No início do século XIX, as autoridades anunciaram um concurso para o projecto do edifício. O vencedor construiu um enorme pavilhão com longas arcadas e uma cobertura de vidro decorada com centenas de detalhes. Se sentir um déjà vu sob as abóbadas de vidro, há uma razão: foi aqui que se filmou a Londres «mágica» da primeira parte da saga Harry Potter.
Como chegar: apanhe o metro até Bank ou Monument. O mercado funciona em dias úteis; aos fins-de-semana a maioria das lojas está fechada e os turistas vêm pelas fotografias.
- Para quem é: fãs de Harry Potter e apreciadores de mercados cobertos.
- O senão: a maioria dos espaços está fechada aos fins-de-semana.
23. The Shard
© wasd42 · CC BY-SAFoto: wasd42, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsThe Shard tornou-se um dos marcos arquitectónicos mais recentes de Londres. A pirâmide de vidro ficou pronta a tempo do início dos Jogos Olímpicos de 2012 e faz jus ao nome: milhares de painéis de vidro cintilam ao sol.
O miradouro ocupa os andares sessenta e oito a setenta e dois. O bilhete inclui o acesso ao bar e, se o tempo se revelar nublado e a vista for uma desilusão, é possível reaver o dinheiro. O calendário de abertura é imprevisível e depende de eventos, por isso convém confirmar o horário do dia antes da visita.
Como chegar: apanhe o metro até London Bridge. Os bilhetes são mais baratos se comprados online com antecedência, sobretudo para o pôr do sol, quando a procura é maior.
bilhete para o miradouro do The Shard com uma bebida
- Para quem é: a melhor vista panorâmica sobre o Tamisa e a Tower Bridge.
- O senão: a visibilidade é fraca num dia nublado e o miradouro nem sempre está aberto.
24. National Gallery, Londres
© Diego Delso · CC BY-SAFoto: Diego Delso, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsA National Gallery é uma das maiores galerias de pintura de Londres. Parece mais modesta do que o Louvre, mas está organizada de forma mais lógica. Aqui expõem-se pinturas do século XII ao século XX, com especial destaque para as escolas da Europa Ocidental. A galeria abriu no início do século XIX e já mudou de edifício várias vezes.
A última mudança foi forçada: o número de quadros não parava de crescer e era preciso um novo edifício. No lado norte da Trafalgar Square ergueu-se o edifício desenhado por Wilkins, hoje conhecido de todos os turistas. As salas reúnem mais de dois mil exemplares e não se consegue ver tudo num só dia.
É melhor decidir desde logo o que se vem procurar: Van Dyck, um dos titãs da pintura clássica inglesa, ou as telas de Van Gogh. Pode ouvir uma áudio-conferência ou pedir ajuda ao pessoal. A entrada é gratuita e paga-se apenas pelas exposições temporárias. Como chegar: apanhe o metro até Charing Cross ou Leicester Square.
- Para quem é: quem quer ver os clássicos sem filas nem custos extra.
- O senão: as salas são grandes e é fácil ficar exausto num só dia.
25. Madame Tussauds
© Citizen59 · CC BY-SAFoto: Citizen59, CC BY-SA (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/), Wikimedia CommonsMarie Tussaud aproveitou brilhantemente os conhecimentos que adquiriu enquanto a mãe trabalhava como governanta de Philippe Curtius, um reconhecido mestre das figuras de cera. No início, viajou com os seus companheiros silenciosos pelas cidades da Europa e depois instalou-se em Londres. O primeiro museu abriu na Baker Street e mais tarde mudou-se para a Marylebone Road, onde permanece até hoje. O conceito não mudou desde então.
As estrelas em ascensão entram nas colecções quase de imediato, mas desaparecem com a mesma rapidez se a fama do original se desvanecer. Os Beatles, personagens de Star Wars, Benedict Cumberbatch e Marilyn Monroe estão lado a lado com políticos e reis. A tecnologia moderna torna as figuras mais realistas: Jennifer Lopez cora de forma encantadora.
É melhor comprar os bilhetes online, pois à porta custam mais. bilhete para o Madame Tussauds London. Como chegar: apanhe o metro até Baker Street.
- Para quem é: famílias com crianças e fãs de cultura pop.
- O senão: aos fins-de-semana formam-se filas nas bilheteiras e junto das figuras mais populares.
26. London Dungeon
O London Dungeon é um museu de história com o estilo de uma masmorra sinistra. Reúne instrumentos medievais de tortura que ainda hoje inspiram horror. O museu abriu no final do século XX. O primeiro lote de personagens mais sombrias da história causou forte impressão no público e pouco mudou desde então: a tecnologia tornou-se apenas mais convincente.
O espectáculo actual inclui «actuações ao vivo». Verá quão feias eram as realidades da Londres medieval: o incêndio de 1666, a peste, as guerras. O espectador acaba mesmo no coração dos acontecimentos.
O horário depende do dia da semana: nos dias úteis as visitas decorrem durante o dia, às quintas-feiras começam mais tarde e aos fins-de-semana a última sessão arranca à noite. Como chegar: apanhe o metro até London Bridge ou Waterloo.
- Para quem é: amantes de história sombria e efeitos especiais.
- Não é para: crianças pequenas e visitantes que se assustam com facilidade.
27. Tate Britain
© Carlos Cunha · CC BY-SAFoto: Carlos Cunha, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia CommonsA Tate Britain nasceu da colecção privada de Sir Henry Tate, que possuía uma das maiores colecções de arte inglesa dos séculos XVI a XX. A abertura da galeria foi possível graças à sua fortuna: Tate enriqueceu com a produção de açúcar refinado.
A colecção cresceu tanto que teve de ser dividida. Os clássicos ficaram no edifício antigo em Millbank. A arte moderna mudou-se para a Tate Modern, no edifício de uma antiga central eléctrica na margem do Tamisa.
A entrada é gratuita e paga-se apenas pelos projectos especiais. Confirme o horário de abertura antes da visita.
- Para quem é: amantes de arte britânica.
- O senão: a exposição permanente muda com frequência e algumas salas fecham entre projectos.
28. Hyde Park
© Alvesgaspar · CC BY-SAFoto: Alvesgaspar, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsHyde Park é o parque mais democrático da cidade. A lendária reserva britânica falha apenas em dois lugares: no futebol e aqui. No Speakers' Corner, qualquer pessoa que o deseje pode subir a uma caixa e falar sobre qualquer tema.
Há apenas três proibições: microfones, apelos à violência e linguagem obscena. O parque parece um típico jardim paisagístico inglês: sem a simetria francesa, apenas calma e beleza natural. No centro fica o lago Serpentine; no verão, as pessoas caminham descalças na sua margem, e é permitido nadar na água.
O parque está aberto diariamente desde o início da manhã até à meia-noite. Nas proximidades há uma pequena galeria de arte contemporânea com o mesmo nome. Como chegar: apanhe o metro até Marble Arch, Lancaster Gate ou Hyde Park Corner.
- Para quem é: passeios, piqueniques e corridas matinais.
- O senão: fica lotado junto ao Serpentine aos fins de semana.
29. Roda panorâmica London Eye

A London Eye foi construída para as celebrações do milénio. Quando ficou pronta, era a roda panorâmica mais alta do mundo, mas o título passou mais tarde para uma estrutura semelhante em Singapura. A roda tem trinta e duas cápsulas transparentes, cada uma das quais pode transportar até vinte e cinco pessoas de cada vez.
Pode reservar uma cápsula para dois e desfrutar de um passeio romântico sobre o Tamisa. Os horários de abertura variam ao longo do ano, mas a roda abre habitualmente de manhã e fecha entre as seis e as oito e meia da noite. Consulte os horários e os preços no site oficial.
Como chegar: apanhe o metro até Waterloo ou Westminster. Os bilhetes são mais baratos se comprados online e com antecedência, e a procura é especialmente elevada para o pôr do sol.
- Para quem é: fotografias panorâmicas e passeios românticos.
- O senão: num dia claro, ao pôr do sol, há uma longa fila à entrada.
30. Rio Tamisa
© samoletnibileti · CC BYFoto: samoletnibileti, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/), FlickrO Tamisa não é um rio qualquer. Os monarcas ingleses construíram palácios nas suas margens para chegarem a casa mais depressa. Foi esta via fluvial que fez de Londres uma das maiores cidades portuárias da Europa. O Tamisa foi mais do que uma vez fonte de inspiração: Claude Monet pintou uma série de paisagens do rio, William Turner não ficou muito atrás, e as personagens de Dickens passeavam ao longo dos seus cais.
É hora de também apreciar a beleza deste rio. Compre um bilhete para um dos barcos fluviais e procure absorver a grandiosidade das pontes: Tower, London, Waterloo. Vistas da água, o Globe Theatre, a Tate Modern e a Catedral de St Paul's parecem diferentes. Cruzeiro no Tamisa de Westminster a Greenwich.
Como chegar: os cais em Westminster, na London Eye e na Tower. A viagem dura entre quarenta minutos e duas horas, dependendo do percurso.
- Para quem é: para quem quer ver a cidade a partir da água.
- O senão: há vento no convés mesmo no verão, por isso leve um casaco.
31. Estação de St Pancras
© Colin · CC BY-SAFoto: Colin, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia CommonsDesde a sua restauração no início dos anos 2000, St Pancras compete com confiança com outros pontos de interesse pelo título de lugar mais romântico da cidade. O edifício remonta à era vitoriana e manteve o seu encanto.
A estrutura é como uma boneca russa: a estação propriamente dita fica dentro de uma nave ferroviária em arco, e à sua volta foi erguido um edifício neogótico com um hotel. Quase nada do século XIX resta sob as abóbadas, mas a arquitetura da fachada sobreviveu. Daqui partem comboios para o Continente, e Paris fica agora a um par de horas de distância.
King's Cross, bem conhecida dos fãs de Harry Potter, fica ao lado, e entre as duas passa uma estação de metro com um nome composto. Como chegar: apanhe o metro até King's Cross St Pancras.
- Para quem é: amantes dos caminhos de ferro e da arquitetura neogótica.
- O senão: dentro da estação há muito ruído e passageiros apressados.
32. Estádio de Wembley
© Arne Müseler · CC BY-SAFoto: Arne Müseler, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/de/deed.en), Wikimedia CommonsWembley é um dos maiores recintos desportivos do mundo. O estádio foi construído no local da lendária arena de 1923, e o novo revelou-se um sucessor à altura: impressiona pelo tamanho e pelo nível das suas instalações. Mesmo na aproximação à arena é possível ver o elegante arco estrutural que sustenta a cobertura, que abre em três pétalas.
Wembley foi mais do que uma vez palco de estrelas de nível mundial. Há visitas guiadas ao estádio para os visitantes, e um bilhete básico custa cerca de vinte libras. O horário é flexível e depende do tipo de bilhete e dos eventos em curso: as visitas começam habitualmente de manhã, e a última parte no início da tarde.
Como chegar: apanhe o metro até Wembley Park ou Wembley Central. Nos dias de jogo a zona é encerrada, por isso conte com tempo extra.
- Para quem é: adeptos de futebol e amantes de grandes arenas.
- O senão: nos dias de concertos e jogos não se consegue chegar perto do estádio.
33. Grandes armazéns Harrods
Harrods é o mais requintado grande armazém de Londres. Para a maioria dos visitantes, comprar aqui está fora de alcance, mas um passeio pelos seus salões é comparável a uma ida ao museu: o luxo dos interiores faz lembrar a decoração das residências reais. Desde o século XIX, entre os seus clientes habituais contam-se Oscar Wilde, a Princesa Diana, Sigmund Freud, Elton John e Madonna.

Além das marcas, há aqui desfiles de moda, festivais e espetáculos de culinária regulares. Não deixe de passar por cá no Natal: as montras e os salões decorados transformam a loja numa atração festiva. O grande armazém está aberto diariamente, incluindo aos domingos.
Como chegar: apanhe o metro até Knightsbridge. Mesmo que não pense comprar nada, vale a pena visitar a praça de alimentação e o departamento de chás.
- Para quem é: amantes de montras, boa gastronomia e compras.
- Não é para: quem procura compras económicas.
34. Feira da ladra de Portobello

A Portobello Road é considerada uma das ruas de mercado mais populares do mundo. Atravessa o bairro de Notting Hill, e mais de três quilómetros de bancas ao ar livre, lojas e barracas de vendedores ambulantes esperam quem a visita. Mas não foi isso que deu nome ao mercado.
O verdadeiro Portobello começa ao sábado, quando aqui se reúnem vendedores e conhecedores de antiguidades. O mercado de antiguidades daqui é o maior do mundo. Há três séculos existia neste local uma quinta com o nome poético de Portobello, e na era vitoriana o terreno foi edificado com casas pequenas em azul, vermelho e lilás, e a paisagem urbana começou a ganhar forma.
Hoje pode vaguear pelo mercado durante horas. As pessoas encontram aqui de tudo, desde bilhetes desbotados de concertos dos Rolling Stones até porcelana de Meissen. Como chegar: apanhe o metro até Notting Hill Gate ou Ladbroke Grove.
- Para quem é: caçadores de antiguidades e vintage.
- O senão: a rua fica apinhada aos sábados, e é melhor regatear de manhã.
35. Feira da ladra de Brick Lane

A Brick Lane é frequentemente esquecida, embora este mercado dite as suas próprias tendências de moda. A rua faz parte da comunidade bangladeshiana, que outrora foi um gueto judeu, e essa história deixou marcas na imagem da zona.
As pessoas vêm aqui por dois motivos: caril e moda conceptual. O conjunto de pequenos restaurantes que servem este prato vai surpreendê-lo pela variedade. Quanto à roupa, encontra-se de tudo, desde peças vintage de marcas caras a antigas revistas Art Déco. Fotógrafos e artistas também aparecem por aqui com frequência, à procura de inspiração na mistura colorida do lugar.
Como chegar: apanhe o metro até Aldgate East ou Shoreditch High Street. Ao domingo o mercado está no auge, e nos restantes dias algumas bancas estão fechadas.
- Para quem é: amantes de streetwear, vintage e comida asiática.
- O senão: nos dias de maior afluência a rua fica apinhada, e algumas lojas só abrem por volta do meio-dia.
Londres no mapa
O mapa mostra os lugares desta lista. Abra-o numa janela separada se quiser planear um itinerário para o dia. É mais fácil agrupar os pontos de interesse por bairro, para não ter de atravessar a cidade de uma ponta à outra.
Passeios e bilhetes em London
Visitas guiadas, bilhetes sem fila e atividades — a maioria pode ser cancelada gratuitamente.
Ver ofertas em GetYourGuideO widget é carregado após o seu consentimento.
⁉️🤔 Perguntas frequentes
Quanto custa entrar nos principais museus de Londres?
O British Museum, a National Gallery, a Tate Modern e o Victoria and Albert Museum são gratuitos. Paga apenas as exposições temporárias. Para a Abadia de Westminster, a Catedral de São Paulo, a Torre e as plataformas panorâmicas, os bilhetes compram-se à parte e, online, são sensivelmente mais baratos do que na bilheteira à porta.
É possível subir ao Big Ben?
Não. A torre do relógio faz parte do Palácio de Westminster e continua a ser um local de trabalho do governo. As visitas ao interior estão reservadas a cidadãos britânicos, mediante marcação prévia. Os turistas veem a torre do exterior, da Parliament Square ou da margem oposta do Tamisa, de onde se consegue a melhor fotografia.
O que se pode ver em Londres sem pagar?
Praticamente todos os clássicos: o British Museum, a National Gallery, a Tate Modern, o Hyde Park, a Trafalgar Square, a mudança da guarda no Palácio de Buckingham e as margens do Tamisa. Entre as plataformas panorâmicas pagas, por vezes há entrada gratuita na torre Mary Axe, mas apenas em dias de portas abertas.
Como ir do aeroporto para o centro de Londres?
Do Heathrow, a linha Piccadilly do metro e um comboio expresso até à estação de Paddington ligam ao centro. Do Gatwick, é mais prático o comboio até Victoria ou London Bridge. Um táxi custa mais e demora mais em hora de ponta. Os bilhetes de comboio e os transfers ficam mais baratos se forem comprados online com antecedência, sobretudo se viajar com malas.
Qual é a melhor altura para ir a Londres?
Os meses mais tranquilos são abril, maio e setembro: tempo ameno e menos turistas. No verão, o centro fica cheio e os preços dos hotéis sobem nos dias de grandes eventos. No inverno, a cidade encanta com as luzes de Natal e as montras da Harrods, mas escurece logo depois do almoço.
Em resumo: o que vale a pena reservar
Londres não exige um bilhete único: a cidade monta-se facilmente a partir de paragens separadas. Se o orçamento for apertado, opte pelos museus e parques gratuitos e limite as plataformas panorâmicas pagas a uma. Se pensa fazer todos os clássicos, o London Pass compensa mais. Com crianças, o Madame Tussauds e o London Dungeon são sempre um sucesso.
A matriz é simples. Se tiver um dia: Westminster, Big Ben, Trafalgar Square e um cruzeiro no Tamisa. Se tiver três dias: acrescente a Torre, o British Museum e Soho com os seus teatros. Se vem para compras: Oxford Street, Harrods e Portobello num sábado.
Compre os bilhetes para os principais pontos de interesse online e com antecedência, porque as filas nas bilheteiras consomem mais tempo do que a própria viagem. Para montar um roteiro a partir de vários tours, veja tours e bilhetes em Londres na GetYourGuide.


