
35 Lugares para ver em Veneza: bilhetes, horários e um mapa
Veneza é mais de uma centena de ilhas ligadas por pontes e linhas de vaporetto. No centro histórico quase não há carros, mas há um palazzo, uma igreja ou uma ponte antiga a cada esquina. Reunimos 35 lugares que vale a pena ver.
💡 Em resumo:
- A lista abrange 35 pontos de interesse no centro de Veneza e nas ilhas da lagoa.
- Um bilhete combinado dá acesso aos museus da Praça de São Marcos, e um passe de vaporetto é a opção mais vantajosa para circular pela cidade.
- Preços e horários: 09/2026, verificados no site oficial do Palazzo Ducale.
A regra principal é simples. Não tente ver tudo num só dia: as pontes são íngremes, as filas são longas e o vaporetto cumpre horário. Planeie dois ou três pontos de interesse para a manhã e outros tantos depois do almoço. Assim consegue encaixar tanto os museus como um passeio tranquilo ao longo dos canais.
Os museus da Praça de São Marcos aceitam um bilhete combinado. O bilhete combinado «I Musei di Piazza San Marco» custa 35 € (em 09/2026, site oficial da MUVE). Dá acesso ao Palácio Ducal, ao Museu Correr, ao Museu Arqueológico Nacional e às salas da Biblioteca Marciana. A seguir, cada ponto de interesse vem acompanhado de uma nota sobre porque vale o seu tempo e como chegar lá.
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1. Gallerie dell'Accademia
© Didier Descouens · CC BY-SAFoto: Didier Descouens, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsAs Gallerie dell'Accademia (Galleria dell'Accademia) reúnem a maior coleção de pintura veneziana. Ocupam o antigo convento e igreja de Santa Maria della Carità, pelo que as próprias salas fazem parte da exposição. Aqui percorre-se a escola veneziana desde o início do Renascimento até ao século XVIII.
Entre os grandes nomes contam-se Bellini, Ticiano e Lorenzo Veneziano. As telas estão penduradas por ordem cronológica, o que facilita a comparação entre os estilos dos mestres. O endereço é simples: Campo della Carità, 1050, em Dorsoduro, junto à Ponte da Accademia.
A sala com as obras mais famosas é pequena, e é mais tranquila de manhã. A entrada é paga, com bilhete reduzido ou gratuito para crianças conforme a idade. Consulte os preços exatos e as vagas disponíveis no site oficial da galeria.
- Como chegar: vaporetto até à paragem Accademia, depois dois minutos a pé.
- Para quem é: para quem quer compreender a pintura veneziana numa única visita.
2. Grande Canal
© Martin Falbisoner · CC BY-SAFoto: Martin Falbisoner, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsO Grande Canal é a principal rua aquática da cidade. Vai da estação de Santa Lucia até ao ponto onde se encontra com os canais da Giudecca e de São Marcos, quase quatro quilómetros no total. Aqui há água em vez de asfalto, e vaporettos, gôndolas e barcos a motor em vez de autocarros.
A largura do canal varia: em alguns pontos é estreito, noutros abre-se o suficiente para os barcos navegarem dois a dois. As margens estão ladeadas dos palazzi mais caros, de igrejas medievais e de antigas mansões. As fachadas formam uma parede compacta, e vistas da água a cidade não se parece nada com o que se vê do cais.
Quatro pontes atravessam o Grande Canal: a da Accademia, a da Constituição, a degli Scalzi e a de Rialto. Ligam as margens onde ficam os embarcadouros. É aqui que se espera pelo vaporetto ou pela gôndola certa e se compra o bilhete no quiosque ali perto.
- Como ver: um passeio na linha 1 do vaporetto percorre todo o canal.
- Dica: sente-se junto às janelas ou à popa, onde a vista das fachadas é melhor.
3. Palácio Ducal
© Didier Descouens · CC BY-SAFoto: Didier Descouens, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsO Palácio Ducal (Palazzo Ducale) foi a residência dos governantes supremos da república. O edifício foi erguido sobre os restos de antigas muralhas romanas e, após um incêndio no final do século XIV, foi reconstruído em mármore branco, cinzento e rosa. As três fachadas merecem, cada uma, um olhar atento.
Sobre a porta cerimonial, a Porta della Carta, erguem-se um leão alado e um Doge Foscari ajoelhado. No interior encontram-se escadarias de mármore, estátuas e paredes e tetos ricamente decorados. As pessoas vêm aqui pela escala imponente e pelos interiores das salas do conselho.
Os horários de abertura dependem da época. De 1 de abril a 31 de outubro o palácio está aberto das 9:00 às 19:00, com última entrada às 18:00 (em 09/2026, site oficial). No verão as portas ficam abertas até às 23:00 às sextas-feiras e aos sábados. De 1 de novembro a 31 de março o palácio está aberto das 9:00 às 18:00.
Se quiser escolher uma hora com antecedência e evitar a fila, há horários disponíveis no Tiqets.
- Como chegar: vaporetto até à paragem San Zaccaria.
- O senão: na época alta, a fila à entrada é longa, por isso convém chegar à hora de abertura.
4. Palácio Ca' d'Oro
Ca' d'Oro traduz-se por «casa dourada». O nome vem do ouro em folha da sua decoração, que não sobreviveu, mas o nome ficou para sempre. A parte central da fachada está coberta de rendilhado branco de colunas, janelas pontiagudas e ornamentos esculpidos.
© Jean-Pol GRANDMONT · CC BYFoto: Jean-Pol GRANDMONT, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0), Wikimedia CommonsOficialmente, o palácio tem o nome de Santa Sofia. A sua história está ligada às famílias nobres de Veneza e aos arquitetos Giovanni e Bartolomeo Bon, pai e filho. No final do século XIX, o edifício foi comprado pelo barão Franchetti, um exigente amante de arte. Reuniu uma vasta coleção de pinturas, escultura, cerâmica, porcelana e mobiliário antigo.
Aqui funciona a galeria de arte Franchetti, mas o museu está atualmente fechado para restauro (em 10/2026). O palácio fica no bairro de Cannaregio, em frente ao mercado de peixe do Rialto. Contemple a fachada a partir da margem oposta ou da água, onde se percebe todo o ritmo das colunas.
- Endereço: Cannaregio, 3932, em frente ao mercado do Rialto.
- Para quem é: para os amantes da arquitetura gótica e das coleções privadas.
5. Ponte dos Suspiros
© Didier Descouens · CC BY-SAFoto: Didier Descouens, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsA Ponte dos Suspiros (Ponte dei Sospiri) liga o Palácio Ducal à prisão do outro lado do canal. Os condenados atravessavam-na e suspiravam ao vislumbrar a liberdade através das grades. É daí que vem o nome.
A ponte foi construída fechada para que os condenados não pudessem escapar. Do exterior é de mármore branco, em estilo barroco, com ornamentos esculpidos. Veja-a a partir da ponte Cala d'Orseo ou da água, aproximando-se de gôndola ou de vaporetto.
A este lugar estão ligadas histórias sobre Casanova. Reza a lenda que atravessou a ponte e se tornou o único homem a escapar da prisão. Os locais transmitem ainda outra crença: quem navegar sob a ponte ao pôr do sol e der um beijo terá um amor duradouro. É por isso que, ao entardecer, se junta uma fila de gôndolas junto à ponte.
- Como chegar: três minutos a pé desde a paragem San Zaccaria.
- Para quem é: para um passeio romântico e uma fotografia a partir da água.
6. Ponte do Rialto
© Alexey Komarov · CC BY-SAFoto: Alexey Komarov, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsA Ponte do Rialto (Ponte di Rialto) é a mais antiga das pontes da cidade. A primeira travessia aqui surgiu já no século XII, foi depois substituída por uma ponte de madeira, e as versões em madeira sucederam-se até ao final do século XVI, quando se decidiu construir em pedra. O projeto do arquiteto da Ponte foi aprovado e continua em uso até hoje.
A ponte assenta em milhares de estacas de carvalho cravadas no leito da laguna. Tem cerca de cinquenta metros de comprimento, com fileiras de lojas a subir ao longo de ambos os lados. Hoje continua a ser tudo lojas, bancas de recordações e multidões de turistas.
A melhor vista do Rialto é a partir do cais junto ao mercado e da própria ponte ao amanhecer. Durante o dia, os vãos estão apinhados, mas é exatamente aqui que se sente o espírito comercial da cidade. Os locais consideram a ponte o seu cartão de visita.
- Como chegar: vaporetto até à paragem Rialto, a ponte fica a poucos passos.
- Dica: venha antes das 8 da manhã, antes de chegarem os grupos turísticos.
7. Praça de São Marcos
© Matthias Süßen · CC BY-SAFoto: Matthias Süßen, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsA Praça de São Marcos (Piazza San Marco) é composta por três partes: a própria praça e duas piazzettas, San Marco e Leoncini. É o coração da cidade, rodeada por edifícios de rara beleza. Aqui ergue-se também o campanário, visível de muitos pontos.
A praça está sempre movimentada: há quem estude as fachadas e há quem dê de comer aos pombos. Já apareceu em filmes mais do que uma vez. A história da praça e da basílica está ligada a lendas de São Marcos.
Chegue de manhã cedo ou ao fim do dia. Ao meio-dia a praça transforma-se numa extensão escaldante, enquanto à noite as pedras estão mais frescas e há menos gente.
- Como chegar: vaporetto até à paragem San Marco ou San Zaccaria.
- Para quem é: uma primeira introdução à cidade.
8. Basílica de Santa Maria della Salute

Santa Maria della Salute foi construída depois da epidemia de peste da década de 1630. O Senado prometeu erguer uma igreja se a doença recuasse, e cumpriu a palavra. A igreja foi fundada em 1631, segundo um projeto do jovem arquiteto Longhena.
A construção demorou quase cinquenta anos. O resultado é um edifício barroco, redondo e octogonal, com uma cúpula central sobre um tambor e janelas em arco. As paredes estão ricamente adornadas com escultura e estuque, e o interior está à altura da fachada.
A basílica ergue-se na ponta de Dorsoduro, junto ao Grande Canal, e avista-se de longe a partir dos cais. A cúpula reconhece-se facilmente pela sua silhueta clara recortada sobre a água. A entrada é gratuita e fecha para uma pausa a meio do dia, por isso convém confirmar os horários no local.
- Endereço: Dorsoduro, 30123.
- Como chegar: vaporetto até à paragem Salute.
9. Basílica de São Marcos
© Tony Hisgett from Birmingham, UK · CC BYFoto: Tony Hisgett from Birmingham, UK, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia CommonsA Basílica de São Marcos (Basilica di San Marco) guarda os restos mortais do santo padroeiro da cidade. Reza a tradição que um anjo apareceu ao santo em sonhos e lhe anunciou que as suas relíquias repousariam perto da ilha de Rialto. As relíquias foram trazidas de Alexandria e sepultadas numa capela, no local onde mais tarde se ergueu a igreja do tribunal dos doges.
O edifício atual começou a ser construído em 1063, inspirado na Igreja dos Doze Apóstolos de Constantinopla. A basílica foi consagrada em 1094. Depois foi ampliada várias vezes, e o seu aspeto combina estilos que vão do gótico ao oriental. A cobertura de cinco cúpulas está disposta em forma de cruz grega, e as cinco entradas com os seus arcos altos assentam em colunas bizantinas.
No interior, demore-se nos mosaicos e no altar-mor com a Pala d'Oro. A entrada na basílica é paga, com bilhete de hora marcada, e a fila avança devagar. O acesso ao terraço e ao museu pagam-se à parte; confirme os preços e horários atuais no site oficial da basílica.
- Endereço: Praça de São Marcos.
- O senão: na época alta, a fila para entrar pode demorar mais de uma hora.
10. Ilha de Burano
© GodeNehler · CC BY-SAFoto: GodeNehler, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsBurano é uma ilha de pescadores a sete quilómetros do centro. É famosa pelas fachadas coloridas das casas, cada uma pintada num tom próprio que não se repete na vizinha. Os reflexos no canal transformam a rua num caleidoscópio de azul, laranja e turquesa.
Aqui fazia-se outrora renda fina, conhecida como renda veneziana. Hoje só se veem peças genuínas no Museu da Renda, porque o ofício praticamente desapareceu. Os visitantes também passam pela padaria local para provar os biscoitos buranelli.
Os vaporettos 12 e 14 vão até Burano a partir da cidade, e as linhas 9 e 12 a partir de Murano. A viagem dura cerca de quarenta minutos, mas pelo caminho vê-se a laguna. Chegue de manhã, antes de os grupos ocuparem as pequenas pontes com vista para as casas coloridas.
- Endereço: Calle Capele, 30142.
- Museu da Renda: aberto durante o dia nos dias úteis, fechado às segundas-feiras; confirme os horários no local.
- Para quem é: para quem quer uma pausa do centro de pedra.
11. Basílica de Santa Maria Gloriosa dei Frari
© Didier Descouens · CC BY-SAFoto: Didier Descouens, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsOs Frari são uma basílica franciscana e um museu num só espaço. Ao longo dos séculos reuniu obras maiores que permitem percorrer a arte veneziana do século XV ao XVIII. Os nomes centrais são Bellini e Ticiano.
Entre as obras-primas destacam-se a "Assunta" de Ticiano e a "Madona Pesaro" na capela da família. A sacristia guarda o tríptico "Madona com o Menino" de Bellini. Vale também a pena procurar a estátua de madeira de São João Batista, de Donatello, a única do género em Veneza.
A basílica está aberta nos dias úteis de manhã à noite, e aos domingos só abre depois do almoço. Confirme os horários exatos à entrada ou no site oficial. A entrada é paga, mas vale a pena só pela "Assunta".
- Como chegar: vaporetto até à paragem San Tomà, depois cinco minutos a pé.
- Para quem é: para quem vem por causa de Ticiano e Donatello.
12. Basílica de San Giorgio Maggiore
© Didier Descouens · CC BY-SAFoto: Didier Descouens, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsSan Giorgio Maggiore ergue-se na sua própria ilha, em frente à Praça de São Marcos. É um dos melhores exemplos de arquitetura renascentista da cidade e uma das suas maiores igrejas. A fachada é de estilo clássico, com colunas de mármore sobre um pedestal alto.
A cúpula é coroada por uma estátua de São Jorge com quase quatro metros de altura, revestida de placas de cobre. Foi a primeira vez em Veneza que uma escultura foi colocada no topo de uma cúpula em vez de uma cruz. No interior veem-se a "Última Ceia" de Tintoretto e telas de Bassano.
Na basílica vivem monges beneditinos, por isso as visitas são respeitosas e silenciosas. Para um panorama da cidade, suba ao campanário de elevador. No verão a basílica fica aberta mais tempo e no inverno fecha mais cedo, por isso convém confirmar o horário no local.
- Como chegar: vaporetto 2 até à paragem San Giorgio.
- Para quem é: para a melhor vista de São Marcos do outro lado da água.
13. Palácio Ca' Rezzonico

O Ca' Rezzonico ergue-se sobre o Grande Canal. É um típico edifício aristocrático do século XVIII e, no interior, recriou-se a vida de um palazzo veneziano dessa época. Reúne uma coleção de mobiliário e pintura venezianos do século XVIII.
De particular interesse são as salas com frescos de Tiepolo, Guarana e Guardi. A pinacoteca Egidio Martini reúne quase trezentas obras da escola veneziana. O palácio pertence ao conjunto de museus da Veneza do século XVIII e é um bom lugar para compreender como vivia a nobreza.
De 1 de novembro a 31 de março o palácio está aberto das 10:00 às 17:00, e de 1 de abril a 31 de outubro das 10:00 às 18:00. A bilheteira fecha uma hora antes do encerramento, e o dia de fecho é a terça-feira. A última entrada é bem antes do fecho, por isso não deixe a visita para o fim do dia.
- Como chegar: vaporetto até à paragem Ca' Rezzonico.
- O senão: fechado às terças-feiras.
14. Teatro La Fenice
© Didier Descouens · CC BY-SAFoto: Didier Descouens, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsLa Fenice (Teatro La Fenice) é o principal teatro de ópera da cidade. Dois incêndios destruíram-no e, das duas vezes, o edifício foi restaurado. No século XIX acolheu estreias de Rossini, Bellini e Verdi e, no século XX, ouviram-se neste palco estreias de Stravinsky, Britten e Prokofiev.
Após o incêndio de 1996, o teatro reabriu em 2003. Os artesãos devolveram à sala o aspecto do século XIX: dourados, veludos, molduras e estuques. A sala tem agora cerca de mil lugares e a sua acústica é considerada uma das melhores da Europa.
Hoje, uma temporada chega a mais de uma centena de produções de ópera, ballet e música de câmara. Durante o dia, o teatro está aberto a visitas, geralmente da manhã à noite. Os bilhetes para os espectáculos esgotam com bastante antecedência, por isso convém planear uma noite no teatro com meses de antecedência.
- Como chegar: paragem Santa Maria del Giglio, depois uma caminhada de três minutos.
- Sugestão: faça uma visita guiada se não for assistir a um espectáculo.
15. Coleção Peggy Guggenheim
A Coleção Peggy Guggenheim é a principal coleção em Itália de arte americana e europeia da primeira metade do século XX. Aqui pode ver obras de Picasso, Pollock, Kandinsky, Duchamp e Brancusi. O museu ocupa o Palazzo Venier dei Leoni, que Guggenheim comprou para ser a sua própria casa.
© Abxbay · CC BY-SAFoto: Abxbay, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia CommonsA coleção Gianni Mattioli de futuristas italianos é mostrada em separado. O museu não para de crescer e expõe obras-primas de coleções privadas. No jardim estão esculturas, por isso há muito para ver tanto dentro como fora.
As portas estão abertas das 10h00 às 18h00, encerra às terças-feiras e não abre no dia 25 de dezembro. Os domingos podem ser concorridos, por isso escolha uma manhã de dia de semana. Compre o bilhete online para não perder tempo à entrada.
- Como chegar: vaporetto até à paragem Accademia ou Salute.
- Para quem é: para os fãs do modernismo.
16. Arsenal de Veneza

O Arsenal (Arsenale) é um estaleiro histórico no bairro de Castello. O primeiro edifício foi erguido ainda no século XII e, mais tarde, foi ampliado e reconstruído mais do que uma vez. Era uma frota poderosa que deu a Veneza o seu domínio no mar, e o estaleiro deu trabalho a milhares de artesãos.
A entrada principal por terra está decorada com figuras de leões e assemelha-se a um arco triunfal. Hoje o Arsenal propriamente dito não está totalmente em uso e parece abandonado. Só é possível visitar a parte onde se realiza a Bienal de Arte, enquanto outras oficinas estão ocupadas por uma base naval.
Ao lado fica o Museu Naval, que vale a pena visitar pelos modelos de navios e pelas gôndolas. Está aberto todos os dias, normalmente da manhã à noite, mas o horário varia conforme o dia da semana. Os vaporettos 1, 4.1 e 4.2 deixam-no mesmo à porta.
- Como chegar: vaporetto 1, 4.1 ou 4.2 até à paragem Arsenale.
- O senão: a maior parte das oficinas está fechada aos visitantes.
17. Ponte da Constituição
© Christoph Radtke · CC BYFoto: Christoph Radtke, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0), Wikimedia CommonsA Ponte da Constituição (Ponte della Costituzione) é um dos pontos mais polémicos da cidade. Atravessa o Grande Canal e liga a estação ferroviária de Santa Lucia à estação de autocarros. A ponte foi construída em 2008 segundo um projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava.
Muitos locais opuseram-se ferozmente à ideia. Consideravam que o vidro e o aço iriam perturbar a harmonia da cidade antiga. A ponte está realmente em desacordo com o que a rodeia, e é por isso que as opiniões sobre ela continuam divididas.
A ponte tem também uma desvantagem prática. Os painéis de vidro molham-se e tornam-se escorregadios, e atravessá-los à chuva não é seguro. Foram necessárias reparações ao fim de poucos anos, e o arquiteto entregou o projeto com atraso e acima do orçamento. Do lado positivo, oferece uma boa vista sobre o canal.
- Como chegar: alguns minutos a pé a partir de qualquer das estações.
- O senão: os degraus ficam escorregadios à chuva, por isso agarre-se ao corrimão.
18. Biblioteca Nacional de São Marcos
© This Photo was taken by Wolfgang Moroder . Feel free to use my photos, but please mention me as the author and send me a · CC BY-SAFoto: This Photo was taken by Wolfgang Moroder . Feel free to use my photos, but please mention me as the author and send me a, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia CommonsA Biblioteca Marciana (Biblioteca Marciana) fica no bairro de San Marco e chama logo a atenção. Dois níveis de arcadas, pilastras e estátuas de mármore branco fazem dela um modelo do Renascimento. A história da maior coleção de livros da cidade começa em 1469.
Nesse ano, o cardeal Bessarion ofereceu à república uma coleção de manuscritos e livros impressos antigos, incluindo obras em grego antigo e latim. Mais tarde, famílias nobres foram acrescentando ao acervo e, em 1603, foi aprovada uma lei: um exemplar de cada livro impresso em Veneza tinha de ser enviado para a biblioteca. A British Library e a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos adotaram mais tarde a mesma prática.
Hoje a coleção guarda verdadeiras raridades, e os visitantes podem ver não só a fachada mas também as salas interiores. As salas de leitura estão abertas nos dias de semana da manhã à noite e, aos sábados, apenas até à hora de almoço. As salas monumentais estão incluídas no bilhete combinado dos museus de San Marco, por isso é prático vê-las em conjunto com o Palácio Ducal.
- Como chegar: paragem San Zaccaria, depois ao longo da marginal até à piazzetta.
- Para quem é: para quem gosta de bibliotecas e de livros antigos.
19. Ponte da Accademia
© kallerna · CC BY-SAFoto: kallerna, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsA Ponte da Accademia liga Dorsoduro a San Marco. É pequena, com cerca de cinquenta metros de comprimento, e deve o nome às Gallerie dell'Accademia que ficam ao lado. Já em 1488 se pensava numa travessia neste local, mas construí-la era difícil e caro, por isso o assunto arrastou-se durante décadas.
A primeira ponte era sustentada por peças de aço e manteve-se de pé até 1933, quando foi desmontada. A versão seguinte era de madeira e teve vida curta e, em 1985, a estrutura atual foi erguida sobre o canal. Discute-se agora uma nova substituição, porque as partes estruturais estão desgastadas pelo esforço.
Os cadeados de metal que os casais penduram nas grades também aumentam o peso da ponte. Daqui tem-se a melhor vista sobre o Grande Canal e as cúpulas de Santa Maria della Salute. Pare aqui ao pôr do sol, quando consegue uma fotografia sem multidão.
- Como chegar: paragem Accademia, a ponte fica mesmo ao lado do cais de desembarque.
- O senão: os cadeados agarram-se às grades estreitas e o metal estraga a vista.
20. Palazzo Contarini del Bovolo
© This Photo was taken by Wolfgang Moroder . Feel free to use my photos, but please mention me as the author and send me a · CC BY-SAFoto: This Photo was taken by Wolfgang Moroder . Feel free to use my photos, but please mention me as the author and send me a, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia CommonsO Contarini del Bovolo (Palazzo Contarini del Bovolo) é um dos palácios mais invulgares de Veneza. A sua implantação é compacta, mas estende-se para cima. O palácio foi construído no século XV segundo um projeto do arquiteto Giovanni Candi e está escondido nas ruas secundárias do bairro de San Marco.
Uma multitude de arcos com colunas torna a fachada esguia e leve. Mas o seu verdadeiro destaque é a escada em caracol exterior numa torre de canto redonda. Desenha uma bela espiral branca e deu ao palácio a palavra «bovolo» no nome, que significa «caracol».
O palácio foi outrora uma das residências da família Contarini, que teve grande influência na vida da cidade. Em várias épocas, oito membros da família tornaram-se doges. A escada foi recentemente restaurada e reaberta para subir, por isso a vista da torre vale bem o preço.
- Como chegar: a pé da Ponte de Rialto até ao Campo Manin, depois siga a placa.
- Para quem é: para quem procura um ângulo invulgar.
21. Museu Cívico Correr
© Derbrauni · CC BYFoto: Derbrauni, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0), Wikimedia CommonsO Museu Correr foi fundado em 1830 pelo colecionador Teodoro Correr. Colecionou arte toda a vida e legou a sua coleção à cidade. O museu fica mesmo no coração de Veneza, na Praça de São Marcos, e está dividido em três secções ao longo de cerca de vinte salas.
Aqui pode ver documentos históricos, moedas, armas e trajes cerimoniais. Muitos dos objetos pertenceram a pessoas famosas. Por exemplo, a pistola do almirante Morosini tem a forma de um livro de orações: o almirante temia pela sua vida mesmo na igreja e escondia a arma sob a capa.
A galeria de pintura reúne obras de Bellini, Lo Schiavone, Lorenzo Veneziano e Antonello da Messina. De 1 de novembro a 31 de março, o museu está aberto das 10h00 às 17h00, e de 1 de abril a 31 de outubro, das 10h00 às 18h00. O Museu Correr está também incluído no bilhete combinado dos museus da Praça de São Marcos.
- Como chegar: paragem de San Marco, entrada pela praça.
- Para quem é: para quem quer conhecer o dia a dia e a história da cidade, e não apenas as pinturas.
22. Basílica de Santi Giovanni e Paolo
© kallerna · CC BY-SAFoto: kallerna, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsSanti Giovanni e Paolo é uma das maiores e mais conhecidas igrejas da cidade. É famosa pela sua vasta coleção de esculturas, pelo seu estilo gótico austero e pelos túmulos dos doges. Mais de vinte governantes da república estão aqui sepultados, e a fachada deixa isso claro de imediato.
A construção começou no século XIII, num terreno que o doge tinha cedido aos frades dominicanos. Só ficou concluída em 1430. Desde o momento da consagração, realizaram-se na igreja os funerais dos doges falecidos, que eram sepultados precisamente aqui.
No interior, a basílica impressiona pela pintura e pela escultura. Foi aqui que o artista Giovanni Bellini iniciou a sua carreira, e as paredes estão decoradas com telas de Paolo Veronese e Lorenzo Lotto. Em frente à igreja ergue-se a estátua equestre do condottiere Colleoni, da autoria de Andrea del Verrocchio, que muita gente vem ver por si mesma.
- Como chegar: vaporetto até à paragem Fondamente Nove ou Ospedale.
- Para quem é: para quem se interessa por escultura.
23. Torre do Relógio de São Marcos
© Paul Colin Hennig firstdorsal.eu · CC BY-SAFoto: Paul Colin Hennig firstdorsal.eu, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsA Torre do Relógio (Torre dell'Orologio) é o detalhe mais reconhecível da cidade. A localização não foi casual: o relógio tinha de ser visível até do mar. Os visitantes que se aproximavam da costa percebiam logo que Veneza era rica e poderosa.
No século XV, longe de todas as cidades podiam permitir-se um mecanismo de relógio próprio. Cada figura da torre tem um significado. No telhado plano estão duas figuras humanas, uma jovem e uma velha, que batem o sino com martelos e marcam as horas. Ao longo dos séculos escureceram e ganharam a alcunha de «os mouros».
Abaixo delas está o leão, símbolo de São Marcos, e o centro da torre é ocupado por um mostrador azul-claro com dourado. É possível ver a torre por dentro: há visitas guiadas várias vezes ao dia, mas os grupos são mantidos muito pequenos. Vale a pena reservar lugar com antecedência, caso contrário não se consegue vaga.
- Como chegar: paragem San Marco, a torre fica à entrada da praça.
- Dica: chegue ao início da visita, os grupos são pequenos.
24. Scuola di San Marco

Uma scuola é uma confraria de caridade que desempenhou um papel importante na vida da cidade. A Scuola di San Marco foi fundada em 1260 e ajudou doentes e pobres durante seis séculos. A confraria cessou a sua atividade após a invasão de Napoleão, que aboliu todas as scuole.
O primeiro edifício ardeu no século XV e, no início do século XVI, já tinha sido construído um novo no seu lugar. Hoje é um raro exemplo de arquitetura renascentista e, visto de fora, o edifício assemelha-se a uma caixa de joias esculpida. A fachada está decorada com colunas, nichos e baixos-relevos em mármore.
Depois das Guerras Napoleónicas foi aqui instalado um hospital militar e, atualmente, o edifício alberga o hospital da cidade. Em 2013 foi aberto a visitantes e há um museu de medicina no segundo andar. Aí pode ver instrumentos cirúrgicos antigos e uma biblioteca rara com obras de Hipócrates e Avicena.
- Horário: de terça a sábado, com uma pausa a meio do dia.
- Como chegar: paragem Ospedale ou Fondamente Nove.
25. Scuola di San Rocco
© Didier Descouens · CC BY-SAFoto: Didier Descouens, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsA Scuola di San Rocco foi construída em 1478 para ajudar doentes e indigentes. Recebeu o nome de São Roque, venerado como protetor contra a peste. No século XVI era a confraria mais rica da cidade.
A confraria lançou um concurso: o vencedor ganharia o direito de decorar as paredes do edifício. Esse vencedor foi Jacopo Tintoretto, e as suas obras tornaram-se o maior tesouro da scuola. O artista pintou-as especificamente para estas salas, por isso é preciso vê-las pela ordem certa.
Comece pelo rés-do-chão e suba depois ao salão principal do piso superior. No interior, impressionam a talha e as esculturas alegóricas em madeira. O edifício está soberbamente preservado e pode ser visitado todos os dias, exceto no Dia de Ano Novo e no Natal; a igreja anexa à scuola abre também nos feriados.
- Como chegar: paragem San Tomà, depois três minutos a pé.
- Para quem é: para quem quer ver o ciclo completo de Tintoretto.
26. Igreja de San Zaccaria
© Didier Descouens · CC BY-SAFoto: Didier Descouens, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsSan Zaccaria (Chiesa di San Zaccaria) fica a dois passos da Piazzetta San Marco. No século IX, o imperador bizantino Leão V ofereceu à cidade as relíquias de São Zacarias, pai de João Batista. Esta igreja foi construída para as guardar; mais tarde foi quase totalmente destruída por um incêndio e reconstruída.
A fachada combina o gótico e o renascentista, e isso nota-se logo a partir da rua. O espaço principal está repleto de pinturas, e o altar guarda a tela «Madonna and Child with Saints», de Bellini. A iluminação é fraca, por isso há uma máquina ao lado: introduza uma moeda e o quadro ilumina-se.
Abaixo do nível do chão fica a cripta, onde estão sepultados oito doges venezianos. Está parcialmente inundada, o que acrescenta mistério ao lugar. A igreja abre nos dias úteis de manhã e de novo após uma longa pausa, e aos domingos apenas à tarde.
- Como chegar: paragem San Zaccaria, a igreja fica na praça ali perto.
- O senão: a entrada fecha para uma longa pausa a meio do dia.
27. Campanário de São Marcos
O Campanário (Campanile di San Marco) ergue-se na praça com o mesmo nome e é visível de muitos pontos da cidade. Em tempos remotos existia aqui apenas uma torre de vigia. A torre sineira do século IX servia de farol para os navios, e no seu topo pendiam cinco sinos, cada um com a sua função.
No século XV, um raio e um terramoto destruíram a torre, que só foi restaurada em 1513. No topo foi colocada uma estátua dourada do arcanjo Gabriel e, mais tarde, foi acrescentada uma loggia para os guardas do Palácio Ducal. No início do século XX a torre ruiu novamente devido a uma fenda, mas foi reconstruída em nove anos.
A torre sineira tem quase cem metros de altura, o que a torna uma das estruturas mais altas de Itália. O telhado em forma de pirâmide é coroado por uma estátua de dois metros do arcanjo. A plataforma de observação oferece o melhor panorama da cidade e do mar, por isso convém comprar bilhete com hora marcada e subir de manhã.
O horário muda com as estações: no verão a torre fica aberta mais tempo, no inverno fecha mais cedo. Em janeiro está habitualmente fechada para manutenção, por isso convém consultar o horário antes da viagem. A única forma de subir é de elevador, pois não há escadas no interior.
- Como chegar: paragem San Marco, entrada junto à praça.
- O senão: a plataforma fecha por vezes com tempo ventoso.
28. Colunas de São Marcos e São Teodoro
© Janmad · CC BY-SAFoto: Janmad, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.5), Wikimedia CommonsJunto à Praça de São Marcos há um pequeno espaço aberto com duas colunas. Uma é encimada pelo leão alado, símbolo de São Marcos, a outra por uma estátua de São Teodoro. As colunas foram trazidas para aqui em 1125 como troféu após a vitória sobre Tiro.
Originalmente foram enviadas três colunas para a margem, mas uma afundou-se e continua no fundo da laguna. Durante muito tempo ninguém conseguiu erguer as outras duas, que esperaram na margem até 1196. Os criminosos eram executados entre as colunas, razão pela qual os locais supersticiosos evitam o lugar.
Depois disso, as colunas viveram aventuras próprias. Após a invasão de Napoleão, o leão de bronze foi levado para Paris e, no regresso, partiu-se em pedaços. A escultura foi reconstituída e só no final do século passado o leão recuperou a forma original. Os estudiosos concluíram que foi fundido na Assíria, há muitos séculos.
- Como chegar: paragem San Zaccaria, depois até à piazzetta.
- Para quem é: para amantes de lendas urbanas.
29. Ponte delle Tette
© Didier Descouens · CC BY-SAFoto: Didier Descouens, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsPonte delle Tette traduz-se por «ponte dos seios nus». É a entrada mais picante da lista, embora a própria pontezinha pareça modesta. Na Idade Média, Veneza era famosa pelas suas cortesãs, tão numerosas que, no início do século XV, as autoridades restringiram os bairros onde podiam exercer o seu ofício.
O trabalho só era permitido em certos locais e a determinadas horas. A Ponte delle Tette tornou-se um desses locais. Mas o que têm a ver os seios nus com isto? Naqueles anos, a cidade tentava resolver um problema diferente, e as autoridades esperavam que a beleza das mulheres trouxesse os homens de volta à vida comum.
Assim, as cortesãs foram obrigadas a exibir-se nesta ponte. As regras mantiveram-se em vigor até ao século XVIII. Depois disso, a ponte perdeu o seu papel especial e tornou-se uma simples passagem estreita entre casas.
- Como chegar: no bairro de San Polo, perto do mercado de Rialto.
- Para quem é: para colecionadores de histórias invulgares da cidade.
30. Museu de História Naval
© G.dallorto · CC BY-SAFoto: G.dallorto, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.5/it/deed.en), Wikimedia CommonsA história da República de Veneza é inseparável do mar. A cidade era célebre pela sua frota, e os navios para ela eram construídos precisamente aqui. Fragmentos desse passado reúnem-se no Museu de História Naval, que fica ao lado do Arsenal.
O edifício destinava-se originalmente a celeiro. Só no final do século XVII começou a guardar peças e modelos de navios. Hoje, nas suas salas, pode ver um modelo do palácio flutuante usado na cerimónia do «casamento do doge com o mar», torpedos, barcos, gôndolas e modelos de fortalezas.
Uma sala separada é dedicada aos almirantes: retratos, objetos pessoais, condecorações. O horário é invulgar: no início da semana o museu abre apenas até à hora de almoço, às sextas-feiras fica aberto mais tempo e ao fim de semana abre mais tarde. Vale a pena confirmar o horário antes da visita.
- Como chegar: vaporetto 1, 4.1 ou 4.2 até à paragem Arsenale.
- O senão: algumas salas estão fechadas para restauro.
31. Punta della Dogana
© Jean-Pol GRANDMONT · CC BYFoto: Jean-Pol GRANDMONT, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0), Wikimedia CommonsA Punta della Dogana ergue-se no ponto onde os canais se encontram. Veneza é uma cidade marítima, por isso surgiu aqui naturalmente uma alfândega. O edifício atual data de 1682 e é fácil de reconhecer pela sua torre coroada por um grupo escultórico.
A alfândega funcionou até 1980. O edifício ficou depois abandonado durante vinte anos, até que a câmara decidiu entregá-lo à arte contemporânea. Hoje é um espaço de exposições, e pode entrar em qualquer dia exceto à terça-feira.
O museu está aberto da manhã à noite, habitualmente das 10:00 às 19:00. As exposições mudam, por isso vale a pena espreitar o site do centro antes da visita. Daqui também se avista San Giorgio Maggiore e a foz do Grande Canal.
- Como chegar: paragem Salute, depois ao longo da marginal.
- O senão: fechado às terças-feiras.
32. Estaleiro de San Trovaso
© Jorge Franganillo · CC BYFoto: Jorge Franganillo, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia CommonsSan Trovaso (Squero di San Trovaso) é um dos estaleiros mais antigos da cidade. Especializou-se na construção de gôndolas, feitas à mão com vários tipos de madeira. O estaleiro remonta ao século XVII, e ainda hoje aqui se reparam gôndolas.
Para os visitantes há visitas guiadas gratuitas de cerca de meia hora. Nesse tempo, pode ver como os artesãos montam um barco e que ferramentas utilizam. É melhor inscrever-se com antecedência, porque os grupos são pequenos.
O edifício de madeira assenta sobre uma fundação de troncos de larício, e as suas paredes e base são revestidas de argila para maior resistência. Numa cidade sobre a água, um edifício de madeira é uma raridade. Parte das instalações está afeta à oficina, enquanto nas restantes vivem proprietários de gôndolas.
- Como chegar: paragem Zattere, depois ao longo da marginal.
- Para quem é: para quem se interessa pelo ofício, e não apenas pelos monumentos.
33. Igreja de San Pantalon
San Pantalon (Chiesa di San Pantalon) tem o nome de São Pantaleão. A igreja surpreende pelo contraste entre o exterior e a decoração interior. A fachada, construída ainda no século XI, é sóbria e austera, e, ao olhar para ela, fica a sensação de que nunca foi terminada.
Lá dentro, porém, pode admirar obras de Fumiani, Veronese, Veneziano, Vivarini e Longhi. Um serviço religioso católico aqui é impensável sem o órgão, e o instrumento data do início do século XIX. O teto está coberto pela vasta tela «O Martírio de São Pantaleão», de Giovanni Antonio Fumiani.
O artista trabalhou na tela durante mais de vinte anos, e ela tornou-se a sua última obra. Reza a tradição que Fumiani morreu ao terminar a pintura e foi sepultado nesta mesma igreja. A entrada é gratuita, e a igreja está aberta nos dias úteis de manhã e depois de uma pausa a meio do dia.
- Como chegar: paragem San Tomà, depois três minutos a pé.
- Para quem é: para quem quer ver pintura de teto sem filas.
34. Casino
© Didier Descouens · CC BY-SAFoto: Didier Descouens, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsFormalmente, o casino de Veneza abriu em 1959. Mas pode justamente ser chamado o herdeiro da mais antiga casa de jogo do mundo. Dá continuidade à tradição do «Ridotto», que atraiu toda a Europa no século XVII.
O atual casino ocupa o palácio Ca' Vendramin. A construção começou em 1481 e terminou em 1509. Durante muito tempo, o palácio foi residência de uma família nobre. A casa de jogo «Ridotto» funcionava noutro edifício e abriu em 1638. Só os aristocratas conseguiam entrar, e em 1774 o «Ridotto» foi encerrado.
Depois da Segunda Guerra Mundial, a cidade comprou o palácio e, anos mais tarde, reabriu-o para o jogo. Para entrar no casino é preciso respeitar um código de vestuário: roupa desportiva não serve. Mesmo que não jogue, vale a pena espreitar os interiores do palácio.
- Como chegar: vaporetto até à paragem Ca' Vendramin.
- Para quem é: para quem quer ver as salas históricas de uma casa de jogo.
35. Ponte degli Scalzi
© Didier Descouens · CC BY-SAFoto: Didier Descouens, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsA Ponte degli Scalzi é, na maioria das vezes, a primeira que os visitantes veem, pois fica junto à estação de caminhos de ferro. O nome traduz-se por «ponte dos descalços». Segundo uma versão, a zona albergava muitos mendigos que não tinham sequer dinheiro para sapatos. Segundo outra, o nome vem dos frades carmelitas descalços cuja igreja fica nas proximidades.
A ponte atravessa o Grande Canal e liga a zona da estação ao resto da cidade. Todos os dias a atravessa um caudal de pessoas com malas, por isso está cheia de manhã e à noite. Em contrapartida, oferece a primeira vista veneziana sobre o canal.
Se chegou de comboio, não corra para o hotel. Pare na ponte, tire uma fotografia e só depois siga para o interior da cidade. Mais além começam os becos estreitos, e não voltará a encontrar panoramas amplos.
- Como chegar: diretamente da estação de Santa Lucia, dois minutos a pé.
- O senão: à hora de ponta, a ponte é penosa com bagagem.
Pontos turísticos de Veneza no mapa
Todos os 35 lugares da lista são fáceis de ver num único mapa. Marque os pontos turísticos que quer ver num dia e trace um percurso ao longo do Grande Canal. O mapa abaixo ajuda a perceber o que fica perto do seu hotel.
35 lugares a ver em Veneza
Locais no mapa
- 1Gallerie dell'Accademia A maior coleção de pintura veneziana, Dorsoduro junto à Ponte da Accademia
- 2Grande Canal A principal via de água, com quase quatro quilómetros, linha de vaporetto 1
- 3Palácio Ducal Residência dos governantes da república, aberto das 9:00 às 19:00 no verão
- 4Ca' d'Oro A casa dourada em Cannaregio, em frente ao mercado de Rialto, galeria Franchetti
- 5Ponte dos Suspiros Ponte de mármore coberta entre o Palácio Ducal e a prisão
- 6Ponte de Rialto A ponte mais antiga da cidade sobre estacas de carvalho, lojas dos dois lados
- 7Praça de São Marco A praça principal com duas piazzette, melhor de manhã cedo ou ao anoitecer
- 8Santa Maria della Salute Octógono barroco junto ao Grande Canal, entrada gratuita
- 9Basílica de São Marco Basílica de cinco cúpulas com mosaicos e o retábulo Pala d'Oro
- 10Burano Ilha de pescadores com fachadas coloridas, vaporetto 12 e 14, cerca de quarenta minutos
- 11Santa Maria Gloriosa dei Frari A Assunção de Ticiano e uma estátua de Donatello, paragem San Toma
- 12San Giorgio Maggiore Ilha separada em frente a San Marco, a Última Ceia de Tintoretto
- 13Ca' Rezzonico Palazzo do século XVIII com frescos de Tiepolo, fechado às terças-feiras
- 14Teatro La Fenice A principal casa de ópera da cidade, visitas guiadas à sala durante o dia
- 15Coleção Peggy Guggenheim Picasso, Pollock e Kandinsky no Palazzo Venier dei Leoni, fechado às terças-feiras
- 16Arsenal de Veneza Antigo estaleiro em Castello, parcialmente aberto durante a Bienal
- 17Ponte da Constituição Um projeto de Calatrava de 2008 entre as estações, o vidro fica escorregadio na chuva
- 18Biblioteca Marciana Arcadas renascentistas junto à piazzetta, salas incluídas no bilhete combinado de San Marco
- 19Ponte da Accademia Liga Dorsoduro a San Marco, a melhor vista da cúpula da Salute
- 20Palazzo Contarini del Bovolo Escada exterior em espiral em forma de caracol nas ruelas de San Marco
- 21Museu Correr Documentos, moedas e armas na Praça de São Marco, bilhete combinado
- 22Santi Giovanni e Paolo Igreja gótica com túmulos de dogos e uma estátua de Colleoni à entrada
- 23Torre do Relógio Mostrador azul e dourado e figuras de mouros, visitas com marcação
- 24Scuola Grande di San Marco Fachada renascentista junto ao hospital, museu de medicina no segundo piso
- 25Scuola Grande di San Rocco O ciclo completo das obras de Tintoretto, melhor visto do rés do chão
- 26San Zaccaria A Madonna de Bellini no altar e uma cripta inundada com túmulos de dogos
- 27Campanário de São Marco Quase cem metros, elevador até ao topo, panorâmica da cidade e do mar
- 28Colunas de São Marco e São Teodoro Troféu de 1125, antigamente os criminosos eram executados entre elas
- 29Ponte delle Tette Uma ponte estreita em San Polo junto ao mercado de Rialto, e a sua história
- 30Museu Histórico Naval Modelos de navios, gôndolas e torpedos junto ao Arsenal
- 31Punta della Dogana Antiga alfândega de 1682, hoje exposições de arte contemporânea
- 32Estaleiro de San Trovaso Antiga oficina de gôndolas, visitas gratuitas de cerca de meia hora
- 33San Pantalon Tela do teto de Fumiani e um órgão do início do século XIX, entrada livre
- 34Casino de Veneza Sucessor da casa de jogo Ridotto num palazzo do século XVI, exige-se código de vestuário
- 35Ponte dos Scalzi A primeira vista de Veneza junto à estação de Santa Lucia
Vale a pena comprar com antecedência os bilhetes para os museus mais populares da cidade: na época alta, os horários livres para o Palácio Ducal e a Basílica de São Marcos esgotam depressa. Pode escolher uma hora e ver o que está disponível mesmo no bloco abaixo. Poupa pelo menos uma hora na fila.
Passeios e bilhetes em Venice
Visitas guiadas, bilhetes sem fila e atividades — a maioria pode ser cancelada gratuitamente.
Ver ofertas em TiqetsO widget é carregado após o seu consentimento.
⁉️🤔 Perguntas frequentes
Quantos dias são necessários em Veneza?
Dois ou três dias são suficientes para uma visita tranquila. No primeiro dia, veja a Praça de São Marcos, o Palácio Ducal e a basílica; no segundo, explore o Grande Canal e Dorsoduro; e reserve o terceiro para Burano e os museus. Se tiver apenas um dia, escolha São Marcos e o canal.
Vale a pena o bilhete combinado para os museus de São Marcos?
Sim, se pretende visitar pelo menos dois museus do grupo. O bilhete combinado custa 35 € (em 09/2026, preços dos museus no site da MUVE). Comprados separadamente, os mesmos museus ficam mais caros.
Como se deslocar na cidade?
O principal meio de transporte é o vaporetto, o autocarro aquático. Para distâncias curtas, é mais fácil caminhar, mas esteja preparado para pontes íngremes e escadas. Para vários trajetos, adquira um passe e faça a linha 1 ao longo do Grande Canal como se fosse um passeio turístico.
Quando há menos turistas?
Ao início da manhã e ao final da noite. Chegue à Praça de São Marcos e à Ponte do Rialto à hora de abertura ou depois do pôr do sol e conseguirá fotografias sem multidões. Na época intermédia, na primavera e no final do outono, há bastante menos gente e o tempo continua bom para caminhar.
O que se pode ver gratuitamente?
A própria Praça de São Marcos, as colunas, as pontes sobre o Grande Canal e as fachadas dos palácios são gratuitas. A entrada na Basílica de São Marcos é paga: é necessário um bilhete com hora marcada e o acesso ao terraço é cobrado à parte. Pode admirar a cidade a partir de um vaporetto ou da marginal sem comprar bilhete algum.
Em resumo: o que vale a pena reservar
Se tiver dois dias: reserve o Palácio Ducal com a basílica e guarde o segundo dia para o Grande Canal e Dorsoduro. Se tiver um dia: concentre-se na Praça de São Marcos e num passeio ao longo do canal. Se viajar com crianças: acrescente Burano e as suas casas coloridas. Se gostar de arte: planeie as Gallerie dell'Accademia e a Coleção Peggy Guggenheim.
Os bilhetes com hora marcada são fáceis de reservar com antecedência na Tiqets: escolhe a hora e não tem de esperar na fila à entrada.


