
Dois dias em Roma: um itinerário do Coliseu à Villa Borghese
Dois dias em Roma podem facilmente transformar-se numa corrida sem fim entre os cenários de postal. Dividimos a cidade em dois percursos pedestres tranquilos e mostramos o que é possível ver sem pressas. O primeiro dia vai até ao centro e à colina do Píncio, o segundo à Roma antiga.
Como chegar do aeroporto de Fiumicino está explicado mais abaixo. De manhã haverá tempo para fazer o check-in e sair para o primeiro percurso antes do almoço.
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O que ver em Roma em dois dias: o plano
💡 Em resumo:
- Dia 1: Villa Borghese, o miradouro da colina do Píncio, Piazza del Popolo, a Escadaria Espanhola, a Fontana di Trevi, o Panteão, o Castel Sant'Angelo e a Ponte Umberto I.
- Dia 2: o Coliseu, os Arcos de Constantino e de Tito, os fóruns antigos, os Museus Capitolinos e a Piazza Venezia.
- Reserve os bilhetes para o Coliseu e os Museus Capitolinos online com antecedência: os horários da manhã esgotam primeiro.
- Preços e horários de abertura: 09/2026, verificados no portal de bilhetes do Coliseu e no site da Trenitalia.
As distâncias em Roma são enganadoras. O centro parece compacto, mas as subidas e as filas consomem tempo. Medimos o percurso no mapa e reservamos uma margem realista para cada ponto de interesse, para que não acabe a galopar entre colinas. Abaixo encontrará dois dias que se ligam a pé.
Como chegar do aeroporto ao centro
O aeroporto de Fiumicino fica bastante fora dos limites da cidade. O Leonardo Express vai sem paragens até à estação Termini: 32 minutos, partidas a cada 15 minutos, bilhetes desde 14 € (em 09/2026, Trenitalia). As carruagens têm espaços para bagagem e, a partir de Termini, chega ao metro em cinco minutos.
Um táxi até ao centro custa mais do que o comboio, por isso, para um casal ou uma família, o caminho de ferro é a melhor opção. Se chegar à noite ou levar muita bagagem, um transfer é mais cómodo: o carro leva-o diretamente ao hotel, sem mudanças de metro. Pode comparar carros no formulário abaixo.
Passeios e bilhetes em Rome
Visitas guiadas, bilhetes sem fila e atividades — a maioria pode ser cancelada gratuitamente.
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Dia um: o centro e a colina do Pincio
O primeiro dia começa no alto, na Villa Borghese, e desce por todo o centro histórico. São cerca de seis quilómetros a pé, mas, com as paragens, o percurso faz-se com facilidade. Comece de manhã, enquanto o parque está tranquilo, e ao fim do dia chegará ao Castel Sant'Angelo e à Ponte Umberto I.
Villa Borghese

O parque da Villa Borghese estende-se pelas encostas da colina do Pincio e, em área, equivale a uma pequena floresta no meio da cidade. Pode passear aqui gratuitamente desde a manhã até ao anoitecer, mas a galeria dentro da villa só recebe visitantes em horários marcados. A villa foi criada no início do século XVII para o cardeal Scipione Borghese, e estas alamedas continuam a ser o coração verde de Roma desde então.
A Galleria Borghese reúne Caravaggio, Rafael, Ticiano e Veronese, com esculturas de Bernini e Canova expostas nas salas. Para além das pinturas, pode ver frescos, tetos pintados e pavimentos de mármore raro. Os bilhetes são vendidos exclusivamente online para um horário específico, com uma janela de entrada de duas horas (em 09/2026, página da Galleria Borghese). As janelas disponíveis esgotam-se com dias de antecedência, por isso convém reservar cedo.
- Como chegar: suba cerca de um quilómetro a pé desde a Piazza di Spagna, ou apanhe o metro até Spagna e continue a pé.
- Para quem é: para quem quer ver Bernini e Caravaggio em poucas salas numa única visita.
- O senão: sem reserva prévia, não consegue entrar na villa nem em época baixa.
Se não conseguir entrar, um passeio pelo parque ocupa na mesma meio dia: há um lago, terraços panorâmicos e alamedas com sombra.
Miradouro do Pincio
© Krzysztof Golik · CC BY-SAFoto: Krzysztof Golik, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsNo topo da colina abre-se um panorama de todo o centro: cúpulas, telhados de telha e a praça mesmo em baixo. Perto dali, numa pequena torre no meio do lago, ergue-se um relógio de água invulgar. Venha aqui de manhã, enquanto o sol está baixo e há pouca gente junto à balaustrada.
Do terraço percebe-se como a cidade se sobrepõe em camadas: primeiro os telhados da Piazza del Popolo, depois cúpulas de igrejas e torres para lá do Tibre. É um bom sítio para confirmar o percurso e decidir o que quer incluir antes do anoitecer.
- O senão: durante o dia há sempre multidão junto à balaustrada e quase nenhuma sombra.
Piazza del Popolo
© DellaGherardesca · CC BYFoto: DellaGherardesca, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0), Wikimedia CommonsA Piazza del Popolo serviu de porta principal da cidade, onde começavam as grandes estradas. O nome traduz-se por «o povo»: outrora os habitantes reuniam-se aqui para o comércio e para decisões importantes.
No centro da praça ergue-se um obelisco egípcio trazido do templo do deus sol Ra. Nas margens elevam-se igrejas gémeas que emolduram a entrada da Via del Corso. A praça é adornada pelo grupo escultórico «As Estações», e nos pisos térreos dos edifícios funcionam cafés e lojas. Segundo o posto de turismo de Roma (em 09/2026, posto de turismo de Roma), o conjunto formou-se a partir de edifícios de épocas diferentes e da antiga muralha da cidade.
- Como chegar: estação de metro Flaminio, saída diretamente para a praça.
- Para quem é: para um início de dia tranquilo, sem filas nem multidões.
- O senão: há poucos bancos na própria praça; é melhor descansar no parque acima.
Piazza di Spagna
© Fred Romero from Paris, France · CC BYFoto: Fred Romero from Paris, France, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia CommonsA Piazza di Spagna deve o nome à embaixada espanhola, que se instalou no Palazzo Monaldeschi. Ao centro, a Fontana della Barcaccia corre em forma de barco meio afundado, em mármore branco. Foi construída em memória de uma grande cheia, e nas suas laterais veem-se abelhas e o sol do brasão dos Barberini.
Perto ergue-se a igreja da Trinità dei Monti, construída no século XVI, onde ainda se celebram serviços em francês. Reza a lenda que o fantasma de Lorenza Feliciani, amada de Cagliostro, vagueia pela praça à noite.
- O senão: a praça está cheia de turistas todo o dia; só de manhã cedo se conseguem fotografias tranquilas.
Escadaria da Piazza di Spagna
© Nan Palmero from San Antonio, TX, USA · CC BYFoto: Nan Palmero from San Antonio, TX, USA, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia CommonsA escadaria da Piazza di Spagna sobe da praça até à igreja da Trinità dei Monti. Tem 138 degraus de travertino (em 09/2026, portal oficial Turismo Roma), e os lanços superiores são visivelmente mais largos do que os inferiores, o que faz a escadaria parecer uma onda. Do topo avista-se a cúpula da Basílica de São Pedro.
Na primavera, a escadaria é decorada com azáleas em flor, e no Natal monta-se aqui um presépio. Estilistas já realizaram desfiles de moda nos degraus, e realizadores filmaram aqui uma cena de «Férias em Roma». Por isso não faltam pessoas a tentar recriar o plano em qualquer estação.
- Como chegar: estação de metro Spagna, saída mesmo ao pé da escadaria.
- O senão: não é permitido sentar-se nos degraus; a polícia faz cumprir a regra.
Fontana di Trevi
© Miguel Hermoso Cuesta · CC BY-SAFoto: Miguel Hermoso Cuesta, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsA Fontana di Trevi está encostada à fachada do Palazzo Poli e, juntas, formam um único conjunto. Oceano avança sobre uma concha puxada por tritões e cavalos-marinhos. A fonte tem 26 metros de altura e 49 metros de largura (em 09/2026, site do posto de turismo de Roma). Ao anoitecer acendem-se as luzes e os jatos tornam-se especialmente impressionantes.
A fonte foi criada em meados do século XVIII e numa das suas bacias foi filmada uma cena do filme «La Dolce Vita». Em redor há degraus em forma de anfiteatro antigo, quase sempre ocupados. Quase todos aqui tentam atirar uma moeda e pedir um desejo.
- Como chegar: cerca de cinco minutos a pé da estação de metro Barberini.
- O senão: durante o dia não consegue aproximar-se da bacia, venha depois do pôr do sol.
Panteão
© NikonZ7II · CC BY-SAFoto: NikonZ7II, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsO Panteão foi construído há mais de dois mil anos como templo dedicado a todos os deuses e mais tarde tornou-se uma igreja cristã. A cúpula com uma abertura redonda ao centro ainda hoje espanta os engenheiros: a luz cai diretamente sobre o pavimento de mármore. As paredes chegam a ter seis metros de espessura em alguns pontos e, por cima da entrada, sobreviveu uma inscrição dedicada a Agripa.
No Panteão estão sepultados Rafael e os primeiros reis da Itália unificada. O bilhete custa 7 € e, no primeiro domingo do mês, a entrada é gratuita (em 09/2026, página do Panteão no portal da cidade). Quando chove, as gotas caem pela abertura da cúpula até ao pavimento, e só esse espetáculo já vale a pena.
- Horário: todos os dias das 9h às 19h, última entrada às 18h30 (em 09/2026, portal de turismo de Roma).
- O senão: na época alta pode perder meia hora na fila de entrada.
Castel Sant'Angelo
© Livioandronico2013 · CC BY-SAFoto: Livioandronico2013, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsO Castel Sant'Angelo começou por ser o mausoléu do imperador Adriano e, na Idade Média, tornou-se uma fortaleza papal. O nome está ligado a uma lenda sobre o arcanjo Miguel que, segundo a tradição, travou uma epidemia de peste no final do século VI. Do terraço do Anjo avista-se um panorama de toda a cidade.
No interior, veja o Pátio do Salvador, onde os condenados passavam as últimas horas, e o tesouro com os apartamentos. Através do Pátio do Anjo, com a banheira de Giovanni da Udine, passa-se para uma galeria coberta com as salas de Perseu e a armaria. A ponte pedonal de Sant'Angelo liga o castelo ao centro. Nela erguem-se estátuas de Bernini: o mestre fez duas das dez com as próprias mãos e confiou as restantes aos seus discípulos. Nas mãos de cada anjo estão os instrumentos da Paixão de Cristo e, nos pedestais, estão gravados versículos das Escrituras.
- O senão: a entrada é paga e o horário de funcionamento muda conforme a estação, por isso confirme-o antes da visita.
Ponte Umberto I
© Girolamus · CC BY-SAFoto: Girolamus, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsA Ponte Umberto I ligou o centro da cidade ao Palácio da Justiça. Foi construída no final do século XIX, tem cerca de cem metros de comprimento, e o rei Umberto I esteve presente na inauguração com a sua esposa Margarida de Saboia. Da ponte tem-se uma das melhores vistas da Basílica de São Pedro e da antiga ponte pedonal de Sant'Angelo.
- O senão: o trânsito é intenso e o passeio é estreito, por isso o início da manhã é a melhor altura para fotografar.
Dia dois: o Coliseu e os fóruns antigos

O segundo dia é dedicado à Roma antiga. Comece pelo Coliseu e pelos arcos, siga depois pelo Fórum Romano até aos Museus Capitolinos e termine na Piazza Venezia. As filas são mais curtas de manhã e, no verão, a sombra dos fóruns é mais fácil de suportar do que a arena a céu aberto.
O Coliseu
© Jon Gudorf Photography · CC BY-SAFoto: Jon Gudorf Photography, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0), Wikimedia CommonsO Coliseu foi o maior anfiteatro do império: ali decorriam combates de gladiadores e caçadas de animais. Foi construído no local de um lago do palácio de Nero, e a sua inauguração foi assinalada com jogos que duraram quase cem dias. Um bilhete completo custa 18 € e inclui uma entrada no Coliseu, além do Fórum Romano e do Monte Palatino (em 09/2026, portal oficial de bilhetes do Coliseu).
No interior sobrevivem as galerias subterrâneas e parte do terceiro nível, e por vezes realizam-se concertos junto às muralhas antigas. Os horários da manhã esgotam primeiro, por isso convém reservar com antecedência e chegar à hora de abertura. As ruínas são Património Mundial da UNESCO desde o século XX.
- Bilhetes com hora marcada: bilhetes para o Coliseu na Tiqets
- Como chegar: metro B, estação Colosseo, a saída dá diretamente para a arena.
- O senão: no verão quase não há sombra ao sol, leve água e um chapéu.
Arco de Constantino

O Arco de Constantino foi erguido no início do século IV para comemorar a vitória do imperador na Ponte Mílvia. Tem cerca de vinte metros de altura e, para o decorar, os construtores retiraram relevos de estruturas mais antigas e substituíram os rostos de governantes anteriores por imagens de Constantino. O arco é visível logo a partir do Coliseu e não requer bilhete separado.
Segundo a tradição, antes da batalha Constantino viu uma cruz no céu e ouviu as palavras «Com este sinal vencerás». Derrotou Maxêncio e abraçou o cristianismo, razão pela qual o arco é visto como uma fronteira entre duas eras. As meias-colunas, as estátuas e os relevos foram reunidos a partir de vários monumentos de Roma.
- Como chegar: entre o Coliseu e o Arco de Tito, a caminho do fórum.
- O senão: de manhã o arco está à sombra, por isso o meio-dia é melhor para fotografias.
Arco de Tito
© tiger rus · CC BYFoto: tiger rus, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0), Wikimedia CommonsO Arco de Tito ergue-se na Via Sacra e comemora a tomada de Jerusalém. Foi construído no final do século I e tem cerca de quinze metros de altura. Os relevos interiores mostram uma procissão que transporta troféus do templo destruído, e por cima do arco sobrevive uma inscrição sobre a guerra.
Os cantos do arco estão decorados com figuras de Vitórias aladas, e as meias-colunas são de mármore pentélico. De um dos lados do arco avista-se o Coliseu, do outro o Fórum Romano, o que faz dele um ponto prático para planear o resto do percurso. Outrora o arco era rematado por uma estátua de Tito num carro puxado por quatro cavalos.
- Como chegar: no topo da Via Sacra, acima do Coliseu.
- O senão: a zona é estreita e os grupos de turistas bloqueiam a passagem.
Fórum Romano
© José Luiz · CC BY-SAFoto: José Luiz, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsO Fórum Romano era o coração político e religioso do império. Por este vale entre as colinas passavam cortejos triunfais de generais, processos judiciais e comércio. O pântano foi drenado ainda no tempo do rei Tarquínio, para o que se escavou uma cloaca e se compactou uma estrada.
Após a queda do império, os edifícios foram desmantelados e soterrados, e durante muito tempo o fórum foi chamado «campo das vacas». As escavações só começaram no século XIX. Hoje as ruínas encontram-se cerca de dez metros abaixo da Via dei Fori Imperiali, e algumas estruturas continuam escondidas sob a estrada. A entrada está incluída no bilhete do Coliseu, por isso convém adquirir o bilhete combinado com antecedência.
- Como chegar: a pé desde o Coliseu, ao longo da Via Sacra.
- O senão: está tudo ao ar livre e, com o calor, quase não há abrigo.
Fórum de Nerva
© it:User:MM · CC BY-SAFoto: it:User:MM, CC BY-SA (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/), Wikimedia CommonsO Fórum de Nerva era o mais estreito dos fóruns imperiais, e o seu segundo nome era «Fórum Transitório». Ligava o Fórum Romano ao bairro do Argileto e era adornado por um templo dedicado à deusa Minerva. O santuário foi desmantelado no início do século XVII por ordem do Papa Paulo V.
Duas colunas de mármore branco e parte da fachada com uma representação de Minerva sobrevivem até hoje. A pedra daqui foi usada na fonte Acqua Paola e na capela Borghese, e o resto está escondido sob a Avenida dos Fóruns Imperiais. Sobreviveu também um friso decorado do fórum antigo.
- Como chegar: entre os fóruns de Augusto e de Vespasiano, a caminho do Fórum de Trajano.
- O senão: quase não há nada para ver, por isso só vale a pena parar se estiver de passagem.
Fórum de Augusto
© Chabe01 · CC BY-SAFoto: Chabe01, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsO Fórum de Augusto surgiu ao lado do Fórum Romano após a vitória de Octaviano Augusto em Filipos. A estrutura principal era o Templo de Marte Vingador, cujas fachadas eram decoradas com estátuas de Vénus e de César. Sobrevivem três colunas, parte da parede, uma escadaria para o altar e nichos, que dão uma ideia da escala original.
Após a adoção do cristianismo, o fórum caiu no abandono e a sua pedra foi desmantelada para construir igrejas. Uma coleção de artefactos encontrados está agora exposta aqui ao ar livre.
- Como chegar: logo depois do Fórum de Nerva, ao longo da avenida.
- O senão: as ruínas estão parcialmente cobertas pela avenida e algumas só são visíveis de cima.
Fórum de Trajano
© Bgabel · CC BY-SAFoto: Bgabel, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia CommonsO imperador Trajano mandou construir o Fórum de Trajano em honra da sua vitória sobre os dácios. O projeto foi concebido pelo arquiteto Apolodoro de Damasco, e o próprio fórum foi escavado na colina do Quirinal. Ao centro ergue-se a Coluna de Trajano, com cerca de quarenta metros de altura: o seu relevo em espiral narra toda a história da campanha.
A coluna é oca por dentro, uma escada em caracol conduz ao topo, e na base guardavam-se urnas com as cinzas do imperador e da sua esposa Pompeia Plotina. A coluna é feita de grandes blocos de mármore de Carrara e serve de túmulo a Trajano. É difícil examinar os relevos a partir do chão, por isso é mais fácil vê-los à distância.
- Como chegar: em frente à colina do Capitólio, ao longo da Via dei Fori Imperiali.
- O senão: não se conseguem distinguir os detalhes dos relevos sem ótica.
Museus Capitolinos
© Tournasol7 · CC BY-SAFoto: Tournasol7, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsOs Museus Capitolinos são considerados o museu público mais antigo do mundo, e os seus palácios erguem-se na colina do Capitólio, ao lado do Fórum Romano. O conjunto é composto por três palácios em torno da Piazza del Campidoglio, ligados por passagens subterrâneas. Alguns dos palácios foram reconstruídos segundo o desenho de Miguel Ângelo. A entrada no museu começa nos 15 € (em 09/2026, site oficial do museu).
Ao centro da praça ergue-se a estátua equestre de Marco Aurélio, a única estátua equestre antiga a sobreviver à Idade Média. No interior estão a Loba Capitolina, o Gaulês Moribundo e o Bruto Capitolino. Através dos túneis subterrâneos chega-se à Galeria Lapidária, com inscrições antigas.
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- O senão: é melhor comprar os bilhetes online, pode haver fila na bilheteira.
Monumento a Vítor Emanuel II
© Alvesgaspar · CC BY-SAFoto: Alvesgaspar, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsO Vittoriano foi construído em honra do primeiro rei de uma Itália unificada. O monumento branco como a neve, no sopé da colina do Capitólio, levou quase trinta anos a construir, e alguns edifícios antigos foram demolidos para lhe abrir espaço, incluindo o Arco de São Marcos. Ao centro está o Altar da Pátria, com uma chama eterna, e junto ao pórtico erguem-se estátuas que representam as regiões de Itália.
Vítor Emanuel II aceitou o título de rei na sequência de uma votação em meados do século XIX. O monumento celebra a era do Risorgimento, a luta por um Estado unificado. Uma guarda de honra monta junto ao monumento em memória do soldado desconhecido.
- Como chegar: no fim da Via del Corso, perto da Piazza Venezia.
- O senão: o acesso ao miradouro é pago, enquanto a entrada em algumas salas é gratuita.
Piazza Venezia
© Zavijavah · CC BY-SAFoto: Zavijavah, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia CommonsA Piazza Venezia cresceu em torno de um palácio que o futuro Papa Paulo II mandou construir na segunda metade do século XV com pedra retirada, entre outras fontes, do Coliseu. É aqui que começa a Via dei Fori Imperiali, que segue em linha reta até ao Coliseu, razão pela qual a praça é frequentemente chamada de centro geométrico da cidade.
O palácio alberga atualmente o Museu de Veneza, e na praça encontra-se a Fonte da Pinha, descoberta durante escavações. A um canto esconde-se a estátua «falante» Madama Lucrezia: as pessoas costumavam colar-lhe bilhetes com críticas às autoridades, mas hoje isso está proibido. Pode também dar uma vista de olhos às esculturas renascentistas vizinhas.
- Como chegar: estação de metro Colosseo ou elétrico até à paragem Venezia.
- O senão: a praça está sobrecarregada de trânsito, e atravessá-la durante o dia não é fácil.
Passeios e bilhetes em Rome
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Dicas para viajantes
Algumas regras simples poupam tempo e dinheiro em Roma.
- Comece o dia cedo: as filas nos principais pontos turísticos aumentam a cada hora.
- Beba água das fontes nasoni da cidade: a água é gratuita e segura para consumo.
- As igrejas não permitem ombros e joelhos à mostra, por isso leve um lenço leve.
- Entre pontos turísticos próximos no centro, caminhar é mais rápido do que esperar por um autocarro.
- Coma longe da Piazza Navona e da Fontana di Trevi: junto a esses locais os preços são mais altos e as porções menores.
- Faça as compras no mercado de Campo de' Fiori de manhã, e o mercado das pulgas de Porta Portese está aberto aos domingos.
- Leve algum dinheiro em espécie: os cafés pequenos e os mercados nem sempre aceitam cartões.
- Se planeia visitar muitos museus e fazer muitos percursos, faça as contas ao Roma Pass: por vezes compensa a partir do terceiro ponto turístico.
Tenha em conta que os táxis têm duas tarifas: dentro do anel viário e fora dele. Pergunte o preço antes de arrancar, para evitar uma discussão no final. No metro e nos autocarros, é preciso validar o bilhete, caso contrário é considerado inválido.
Leve sapatos já usados: as pedras do centro histórico são duras e há muitas subidas. No verão, planeie as caminhadas longas antes do meio-dia e, depois do almoço, refugie-se nos museus com ar condicionado. No inverno e na primavera os dias são mais curtos, por isso reserve as horas de luz para os fóruns e as ruas. O café ao balcão é sempre mais barato do que à mesa, e é uma boa forma de descansar entre pontos turísticos.
Itinerário de 2 dias em Roma no mapa
Os locais mais interessantes de Roma
Locais no mapa
- 1Villa Borghese Parque nas encostas do Pincio, galeria com obras de Caravaggio e Bernini
- 2Terraço do Pincio Panorâmica de todo o centro, cúpulas e telhados de telha
- 3Piazza del Popolo Obelisco egípcio e igrejas gémeas à entrada da Via del Corso
- 4Piazza di Spagna Fonte da Barcaccia em forma de barco meio afundado
- 5Escadaria Espanhola 138 degraus de travertino até à igreja de Trinità dei Monti
- 6Fontana di Trevi Neptuno sobre uma concha, 26 metros de altura, iluminada à noite
- 7Panteão Templo de todos os deuses, mais tarde igreja cristã, cúpula com óculo
- 8Castelo de Sant'Angelo Antigo mausoléu de Adriano, fortaleza papal, panorâmica do terraço
- 9Ponte Umberto I Vista sobre a Basílica de São Pedro e a Ponte Sant'Angelo
- 10Coliseu O maior anfiteatro do império, combates de gladiadores
- 11Arco de Constantino Arco do início do século IV em honra da vitória na ponte Mílvia
- 12Arco de Tito Comemora a tomada de Jerusalém, relevos com os despojos
- 13Fórum Romano Coração político e religioso do império
- 14Fórum de Nerva O mais estreito dos fóruns imperiais, templo de Minerva
- 15Fórum de Augusto Templo de Marte Vingador, restam três colunas
- 16Fórum de Trajano Coluna de Trajano, com cerca de quarenta metros de altura
- 17Museus Capitolinos O museu público mais antigo do mundo, a Loba Capitolina
- 18Monumento a Vítor Emanuel II O Vittoriano com o Altar da Pátria e a chama eterna
- 19Piazza Venezia Palácio do cardeal Paulo II, fonte da Pinha
Todos os pontos do percurso estão assinalados no mapa: Villa Borghese, o centro, o Coliseu e os fóruns antigos. Abra-o no telemóvel para verificar as distâncias enquanto caminha e evitar andar para trás.
Se quiser seguir o mesmo percurso numa aplicação de navegação, copie os pontos para a sua própria aplicação. Assim pode alterar a ordem dos pontos turísticos conforme o tempo e o seu estado de espírito.
⁉️🤔 Perguntas frequentes
Quanto custa um bilhete para o Coliseu?
Um bilhete completo custa 18 € e inclui uma entrada no Coliseu, além do Fórum Romano e do Monte Palatino (em 09/2026, site oficial do Coliseu). O bilhete é válido por 24 horas, por isso faz sentido deixar o Fórum para o mesmo dia.
É preciso reservar o Panteão com antecedência?
Sim, a entrada é feita por bilhete de 7 € e, na época alta, a fila cresce rapidamente (em 09/2026, página do Panteão). Os bilhetes são vendidos online e à entrada, e no primeiro domingo do mês a entrada é gratuita.
É possível fazer todo o percurso a pé?
Sim, ambos os dias são feitos a pé. Vai subir até à Villa Borghese a partir da Piazza di Spagna, cerca de um quilómetro em subida. Conte com cinco a seis horas por dia, com paragens para café.
Quanto dinheiro devo prever para dois dias?
Conte com os bilhetes de entrada: Coliseu 18 €, Panteão 7 €, Museus Capitolinos a partir de 15 € (em 09/2026, página de bilhetes dos Museus Capitolinos). A Galeria Borghese é reservada à parte. Acrescente uma margem para refeições e transportes; os preços são mais altos no centro.
O que fazer quando chove?
Passe os museus para os dias de mau tempo: os Museus Capitolinos, a Galeria Borghese e o Panteão estão abertos com qualquer tempo. Os fóruns ao ar livre têm menos gente à chuva, mas são escorregadios. Leve um guarda-chuva compacto.
Em resumo: o que vale a pena reservar
Se procura a Antiguidade, garanta um bilhete para o Coliseu de manhã, antes de a arena aquecer e encher. Se quer ver Bernini e Caravaggio, reserve a Galeria Borghese para uma hora específica. Para uma família com crianças, é mais fácil fazer uma visita guiada, para que a criança não se canse com descrições longas.
É prático montar a viagem com antecedência: encontre tours em Roma na GetYourGuide e compare hotéis centrais na Trip.com.


