
Férias ativas na Austrália: mergulho, surf e montanhas nevadas
A Austrália começa onde terminam as férias de praia comuns. Um único continente reúne recifes de coral, desertos, picos cobertos de neve e florestas tropicais. As distâncias entre eles chegam a centenas de quilómetros, e as estações do ano são opostas às europeias. A Grande Barreira de Coral, por exemplo, estende-se por quase 2 300 km e inclui cerca de 3 000 recifes individuais.
Planear uma viagem de adrenalina é mais difícil do que planear uma viagem de praia. É preciso escolher a estação, distribuir o mergulho, o surf e a montanha pelos dias, ter em conta as regras dos parques e as condições do seguro. Reunimos abaixo os destinos em torno dos quais se constroem os circuitos ativos na Austrália e na Nova Zelândia, e assinalámos o que convém verificar antes de reservar.
Vai ver onde mergulhar, onde apanhar uma onda e em que meses rumar às montanhas cobertas de neve. Abordamos também a Tasmânia, Darwin e a Nova Zelândia em separado, uma vez que costumam ser acrescentados a um itinerário australiano.
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Mergulho: a Grande Barreira de Coral e a Ilha Canguru
💡 Em resumo:
- O mergulho no recife começa em Cairns e Port Douglas, o snorkelling é acessível a principiantes.
- A Ilha Canguru é conhecida pelos naufrágios e pelas correntes frias.
O recife estende-se ao longo de toda a costa de Queensland, mas o mergulho mais fácil é no norte. Os barcos partem de Cairns e Port Douglas e fazem paragens em troços exteriores, onde as paredes descem dezenas de metros. Para um primeiro mergulho, o snorkelling é suficiente: o recife chega mesmo à superfície.
Os mergulhadores experientes reservam um liveaboard. O barco sai durante vários dias e, nesse período, percorrem-se troços diferentes, incluindo o Cod Hole e os Ribbon Reefs. Este formato custa mais do que uma excursão de um dia, mas não se perde tempo a regressar ao porto.
© Ank gsx · CC BY-SAFoto: Ank gsx, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsO recife tem estatuto de parque marinho, pelo que a pesca e a recolha de coral estão proibidas em algumas zonas. As zonas estão assinaladas nos mapas e as infrações dão direito a multa (de acordo com as regras do parque marinho), e o guia faz um briefing antes do mergulho.
- Como chegar: os principais portos são Cairns, Port Douglas e Townsville.
- Quando ir: a estação seca, de maio a outubro, oferece a melhor visibilidade.
- O senão: no verão aparecem alforrecas na água e é preciso mergulhar com fato de proteção.
Mais a sul, ao largo da Ilha Canguru, os mergulhadores procuram vestígios de naufrágios. As correntes aqui são mais frias e a visibilidade é menor, mas as paredes subaquáticas guardam restos de embarcações afundadas. Pode combinar o mergulho com a observação da vida selvagem da ilha.
Surf na Gold Coast e em Bells Beach
Pode apanhar ondas na Austrália durante todo o ano, mas para uma primeira viagem três regiões bastam. Em Queensland, é a Gold Coast: praias longas de areia e surf suave, fáceis para aprender. Em Victoria, é Bells Beach, perto de Torquay, onde se realiza uma prova do circuito mundial. Na Austrália do Sul, é a Península de Fleurieu.
© Francisco Anzola · CC BYFoto: Francisco Anzola, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0), Wikimedia CommonsHá escolas de surf em quase todas as praias principais. Uma aula de grupo inclui prancha, fato e instrutor, por isso não é preciso levar equipamento. O instrutor começa por explicar a técnica na areia e depois leva-o à água.
- Melhor altura: de manhã o vento é mais fraco e as ondas são mais limpas.
- Para quem: os principiantes devem escolher praias de fundo arenoso; os surfistas experientes precisam de ondas de recife.
- O senão: nos spots populares, em época alta, há fila para as ondas de manhã.
As aulas de surf são fáceis de reservar com antecedência na GetYourGuide: assim escolhe uma escola perto do seu hotel.

Parques nacionais e vida selvagem
Os parques ocupam a maior parte de um itinerário ativo. Aqui pode ver cangurus, coalas e aves raras e, em algumas reservas, os animais são alimentados com um guia. Alimentá-los por conta própria não é permitido: os serviços ambientais fazem cumprir esta regra com rigor.
As regras são simples. Fique no trilho, não toque nos animais com as mãos e não retire nada do parque. À entrada recebe um mapa e um folheto informativo e, nos percursos mais longos, faz o check-in com um guarda-florestal.
Os passes diários e o estacionamento costumam ser pagos online e, no local, são verificados pelo número de matrícula. Se pensa visitar vários parques, compensa mais adquirir um passe válido para todo o estado.
© Charles J. Sharp · CC BY-SAFoto: Charles J. Sharp, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsPercursos pedestres: Blue Mountains, Snowy Mountains e Tasmânia
Os percursos pedestres na Austrália seguem três cenários distintos: caminhadas curtas de um dia nas Blue Mountains, terreno alpino nas Snowy Mountains e um trekking de vários dias na Tasmânia.
Blue Mountains e as Three Sisters
As Blue Mountains ficam a cerca de duas horas de Sydney, pelo que muitas pessoas as visitam num bate-volta a partir da cidade. Os trilhos conduzem à formação rochosa das Three Sisters, a miradouros e a cascatas. Alguns percursos são curtos e fáceis de fazer com crianças, enquanto outros exigem calçado adequado.
© Maksym Kozlenko · CC BY-SAFoto: Maksym Kozlenko, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsSnowy Mountains e o Monte Kosciuszko
As Snowy Mountains albergam o pico mais alto do continente, o Monte Kosciuszko. A subida não requer equipamento especial: é um trilho longo, mas tecnicamente fácil. No verão, faz fresco aqui mesmo com calor, por isso convém levar um corta-vento.
© John Wormell · CC BY-SAFoto: John Wormell, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia CommonsTasmânia e a Overland Track
A Tasmânia oferece a experiência mais exigente. A Overland Track percorre 65 km, do Cradle Mountain ao Lake St Clair, e demora seis dias (segundo as notas do trilho da Parks Tasmania). Pode pernoitar nos abrigos, mas é necessário reservar um passe para a data de partida com antecedência, e as vagas para a época de verão esgotam rapidamente.
© Andrew Jenssen · CC BY-SAFoto: Andrew Jenssen, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia Commons- O senão: o tempo muda numa hora, por isso o equipamento impermeável é obrigatório mesmo em janeiro.
Para trekkings de vários dias e excursões de um dia a miradouros, consulte a GetYourGuide.
Estâncias de esqui na Austrália
Pode esquiar na Austrália de junho a outubro, quando é verão na Europa. As principais estâncias concentram-se em New South Wales e Victoria: Perisher, Thredbo, Falls Creek e Mount Hotham. Na Tasmânia, esquia-se em Ben Lomond.
Perisher é a maior estância do hemisfério: quatro áreas e 47 elevadores (verificado no site oficial da Perisher). A época abre no primeiro fim de semana de junho e encerra no início de outubro.
Pode alugar equipamento na própria estância: esquis, snowboards e botas estão disponíveis no local. A estrada para as pistas atravessa um parque nacional, pelo que é necessário um passe de veículo.
- Para quem é: os principiantes ficam bem servidos com dois dias na pista de iniciação.
- O senão: os preços do alojamento disparam nos picos das férias escolares.
Regata das Latas de Cerveja em Darwin
Se as datas da sua viagem calharem em julho, inclua Darwin no itinerário. É aí que se realiza a Regata das Latas de Cerveja: corridas em barcos construídos com latas de cerveja, garrafas e caixas de cartão. O festival foi inventado em 1974 para limpar a cidade das latas de conserva (segundo a Beer Can Regatta).

As competições decorrem ao longo de todo o dia. A entrada para o público é gratuita e as crianças assistem às corridas a partir da margem. Para si, é um dia de descanso já pronto entre o mergulho e o trekking.
Nova Zelândia: géiseres e voos
A Nova Zelândia é frequentemente incluída num itinerário pela Austrália, e há uma razão para isso. Em Rotorua funciona o Te Puia: é lá que entra em erupção o géiser Pohutu, que lança água a quase 30 m de altura até 20 vezes por dia. Em seu redor estão dispostas passadeiras de madeira e há visitas guiadas por todo o recinto.

Depois disso, o cenário muda. Helicópteros e hidroaviões sobrevoam a costa rochosa e os glaciares, e um voo como este mostra o país visto de cima. Os voos para a Nova Zelândia são fáceis de comparar no Kiwi.com.
- O senão: Rotorua cheira a enxofre, e não é toda a gente que se habitua a esse cheiro.
⁉️🤔 Perguntas frequentes
Quando é a melhor altura para mergulhar na Austrália?
A estação seca, de maio a outubro, proporciona a água mais cristalina da Grande Barreira de Coral. Chove menos e os locais de mergulho funcionam com regularidade. Confirme a previsão com o operador antes de reservar.
É preciso experiência para fazer surf na Gold Coast?
Não, os principiantes safam-se com uma primeira aula. As escolas fornecem a prancha e o fato de neoprene, e o instrutor acompanha-o dentro de água e indica quando deve remar. Marque uma sessão de manhã: o vento é mais fraco, as ondas são mais limpas e há menos gente. Para progressos visíveis, planeie três aulas seguidas.
Quanto tempo demora o Overland Track, na Tasmânia?
O percurso de 65 km costuma ser feito em seis dias, de Cradle Mountain ao lago St Clair (segundo a Parks Tasmania). Alguns caminhantes levam sete dias para subir aos picos laterais.
Quando começa a época de esqui na Austrália?
As estâncias de Nova Gales do Sul e de Vitória funcionam de junho a outubro, que é o inverno no hemisfério sul. A cobertura de neve é irregular, por isso as datas às vezes mudam.
O que ver em Rotorua além dos géiseres?
Em Te Puia, ao lado do géiser Pohutu, pode visitar escolas de escultura e tecelagem maori, bem como um centro de conservação de kiwis (segundo Pōhutu Geyser). Há passadiços ao longo das áreas termais, o que permite ver a erupção de vários pontos. Os glaciares ficam na Ilha Sul, e Rotorua não fica perto deles.
Passeios e bilhetes
Visitas guiadas, bilhetes sem fila e atividades — a maioria pode ser cancelada gratuitamente.
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Em resumo: o que reservar
Uma viagem ativa à Austrália constrói-se em torno da estação. Primeiro escolhe-se o mergulho ou a montanha, e depois encaixam-se as outras paragens à volta disso. As distâncias são longas, por isso reserve dias separados para as deslocações.
- Se vai pelo recife: fique em Cairns e reserve um liveaboard de duas noites.
- Se quer ondas: a Gold Coast para aprender, Bells Beach para quem já tem experiência.
- Se planeia uma caminhada: a Tasmânia no verão, as Blue Mountains como passeio de um dia a partir de Sydney.


