
Duas semanas em Portugal: palácios, oceano e ilhas
Portugal encaixa entre o oceano e Espanha. Numa só viagem é possível ver a capital, as montanhas e os vulcões. As distâncias entre cidades são curtas: no mapa, de Lisboa ao Porto são cerca de três horas de comboio. Este guia destina-se a quem planeia um roteiro por conta própria e quer perceber distâncias, épocas e preços.
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Planear uma viagem a Portugal
A época do ano faz toda a diferença. Na primavera e no outono, o sul está ameno e as filas nos palácios e museus são mais curtas. Em julho e agosto, o Algarve fica quente, por isso é melhor marcar os passeios para a manhã. Os amantes das ondas grandes precisam de novembro ou fevereiro, quando a Nazaré fica tempestuosa.
Deslocar-se pelo país é fácil de comboio. Lisboa, Coimbra e o Porto estão ligados por linhas com partidas de hora a hora. No sul, no Alentejo e nas montanhas, é difícil sem carro: os autocarros são pouco frequentes e obrigam a transbordos.
Compre bilhetes de comboio e autocarro com antecedência nos sites das operadoras: na época alta, os lugares esgotam vários dias antes. Nas grandes cidades, o metro e o elétrico chegam, e para as estradas de montanha alugue um carro com seguro total. Levante dinheiro nos multibancos, porque os cafés das aldeias às vezes só aceitam numerário.
Reserve duas semanas para conhecer o país. Dê dois dias a Lisboa e ao Porto, e um a Sintra, Coimbra e Évora. O Algarve com as suas grutas leva mais três dias, e as ilhas ficam melhor para uma viagem separada. Caso contrário, estará sempre em movimento.
💡 Em resumo:
- Divida o roteiro em duas partes: o norte (Porto, Guimarães, Braga, Peneda-Gerês) e o sul (Lisboa, Sintra, Évora, Algarve).
- Ande de comboio entre Lisboa e o Porto e alugue um carro para o sul e as montanhas.
- Reserve bilhetes para palácios, elevadores e barcos com antecedência: no verão, os horários esgotam uma semana antes.
- Preços e horários: 09/2026, verificados no site oficial do Palácio da Pena
1. Lisboa
Lisboa assenta em colinas, e aqui não há como evitar as subidas. O centro histórico divide-se em duas partes: a Baixa, com as suas praças, e o Bairro Alto, com os seus bares e restaurantes. Um elétrico histórico percorre as ruas estreitas, e uma viagem nele torna-se uma excursão por si só. Saia cedo: ao meio-dia as carruagens vão cheias.
A segunda zona imperdível, Belém, estende-se ao longo do Tejo. Aí encontram-se a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos e o Padrão dos Descobrimentos, e nas proximidades vendem-se pastéis de Belém. Uma ponte suspensa atravessa o rio, evocando a Golden Gate de São Francisco. Na outra margem ergue-se o Cristo Rei: o seu miradouro oferece a melhor vista da cidade e da baía.
À noite, a cidade muda-se para o Bairro Alto, onde a música sai pelas portas abertas dos bares. Coma os pastéis quentinhos, com canela, no café junto ao mosteiro.

- Como chegar: o metro e o elétrico ligam o centro a Belém; no mapa, a viagem demora cerca de meia hora.
- Quanto tempo: dois dias para a cidade, incluindo Belém.
- O senão: no verão o centro está quente e cheio; chegue quando os museus abrem.
- Para quem é: para quem gosta de cidades com história e vista sobre a água.
2. Sintra
Sintra fica a cerca de trinta quilómetros de Lisboa e ocupa um dia inteiro. A vila velha e os palácios estão na lista do Património Mundial da UNESCO, por isso o fluxo de turistas nunca para ao longo do ano.
O Palácio da Pena reconhece-se pelas torres vermelhas e amarelas sobre a rocha. A entrada custa 20 € para adultos e 12 € para crianças e adolescentes (em 09/2026, página oficial dos bilhetes). Verificámos os preços e os horários em 12/09/2026 no site oficial. Os bilhetes são vendidos para uma hora específica, por isso adquira-os com antecedência e não se atrase na entrada.

O Palácio da Pena nasceu em meados do século XIX sobre as ruínas de um antigo mosteiro, e a família real viveu ali até ao início do século passado. O rei bávaro Luís II tomou-o como modelo para o seu castelo de Neuschwanstein, por isso os hóspedes alemães reconhecem as torres à primeira vista. O Palácio da Pena está aberto a visitas durante todo o ano. Na época alta, os autocarros entre os palácios vão cheios e os bilhetes são vendidos para intervalos específicos, por isso conte com uma hora extra para o percurso.
A segunda paragem, a Quinta da Regaleira, é interessante pelo seu parque com lagos, grutas e túneis subterrâneos. A propriedade tem cinco pisos, com ameias neogóticas, gárgulas de escoamento e uma torre octogonal. A fachada foi desenhada por um arquiteto italiano que misturou diferentes estilos históricos. O parque tem uma capela, pontes e longos passadiços subterrâneos, por isso o passeio ocupa meio dia. A principal raridade, o poço com escada em caracol, desce em hélice.
A seguir, vale a pena ir até ao Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa continental. A estrada atravessa o Parque Natural de Sintra-Cascais, onde as falésias caem sobre o oceano e o vento é forte em qualquer época. Leve um casaco mesmo em julho e consulte o horário dos autocarros com antecedência: à noite há menos partidas e acabará à espera de um táxi.
- Como chegar: comboio suburbano da estação do Rossio, depois autocarros para os palácios.
- Custo: os bilhetes combinados para vários locais são mais baratos.
- O senão: as filas no Palácio da Pena e o nevoeiro matinal; chegue à hora de abertura.
- Para quem é: para famílias com crianças e para os amantes de palácios.
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3. Surf na costa: Ericeira, Peniche e Nazaré
A costa atlântica a norte de Lisboa vive do surf. O vento aqui é constante, as ondas funcionam quase todo o ano e os surfistas com pranchas andam de terra em terra.
A Ericeira foi o primeiro lugar na Europa a receber o estatuto de Reserva Mundial de Surf e já acolheu competições de nível mundial. Aqui funcionam escolas, e a praia de Ribeira d'Ilhas é considerada o spot mais consistente da região. A costa oferece vista sobre a baía e as falésias, por isso até os principiantes conseguem boas fotografias.
Peniche situa-se numa península que já foi ilha. A ligação ao continente só apareceu no século XV, e desde então a vila tornou-se península. As ondas na praia de Supertubos quebram contra as paredes do porto, e na época realizam-se aqui competições. Os locais recomendam entrar na água com a maré vazia.
A Nazaré é conhecida pelas tempestades de inverno. Ao largo da costa existe um canhão submarino com vários milhares de metros de profundidade, e é ele que empurra a água para tamanhos recorde: as ondas chegam a ultrapassar os vinte metros de altura. O melhor lugar para as ver é do promontório junto ao farol. Não tome banho nesses dias, mesmo que esteja confiante nas suas capacidades.

- Quando ir: para ondas grandes no inverno, para água calma e aprender em setembro e outubro.
- Como chegar: o carro é mais prático; os autocarros são lentos e obrigam a transbordos.
- Não é para: principiantes na Nazaré; é melhor aprender na Ericeira.
4. Coimbra
Coimbra fica no rio Mondego, entre Lisboa e o Porto. É uma cidade universitária, e o ritmo aqui é ditado pelos estudantes de capa negra.
A universidade foi fundada no século XIII e está entre as mais antigas da Europa. Os turistas vêm à Biblioteca Joanina, com as suas estantes douradas, e sobem à torre do relógio. Ao lado ergue-se a antiga catedral do século XII, e a entrada é gratuita.

Os primeiros povoados nas margens do Mondego foram deixados pelos celtas, e os bairros medievais sobreviveram quase intactos. A universidade cresceu no local de um antigo palácio. Nas ruas estreitas da cidade velha, as casas estão revestidas de azulejos, e à noite as canções estudantis escapam pelas janelas abertas. Se calhar de estar lá durante uma festa académica, a cidade mostrará um lado diferente de si mesma.
- Como chegar: de comboio a partir de Lisboa ou do Porto, cerca de uma hora com cartão de desconto.
- Quanto tempo: meio dia para a universidade e a cidade velha.
- O senão: a biblioteca está por vezes fechada para restauro, convém confirmar os horários.
- Para quem é: para quem gosta de cidades estudantis e bibliotecas antigas.
Bilhotes de comboio de Lisboa para Coimbra
5. Porto
O Porto fica na foz do Douro e é considerada a segunda cidade do país. O centro histórico é Património Mundial da UNESCO, e vê-lo leva um dia inteiro.
O bairro da Ribeira desce até à água com as suas fachadas coloridas. Outrora viveram aqui pescadores; agora as ruas enchem-se de restaurantes, cafés e lojas de vinho. Um passeio pela marginal leva uma hora, e à noite vale a pena subir ao miradouro junto à ponte.

Uma ponte de dois níveis atravessa o rio, transportando comboios e peões. O nível superior oferece a melhor vista da cidade, mas com vento forte é melhor descer ao nível inferior. A ponte liga a Ribeira a Vila Nova de Gaia, onde o vinho do Porto é armazenado e envelhecido. As caves oferecem provas, por isso convém reservar lugar com antecedência.
De Coimbra ao Porto são cerca de 150 quilómetros no mapa, e a estrada segue ao longo da costa. A leste da cidade começa a região vinícola do Alto Douro, também Património da UNESCO. Se tiver interesse pela história do vinho do Porto, vale a pena fazer um desvio para ver os socalcos das vinhas.
- Como chegar: de comboio a partir de Lisboa, cerca de três horas no mapa.
- Custo: as provas nas caves são pagas, a entrada na maioria das igrejas é gratuita.
- O senão: o vinho do Porto nas provas é servido com generosidade, por isso não conduza depois.
- Para quem é: para quem faz uma escapadinha de fim de semana a partir de Lisboa.
6. Guimaraes
Guimaraes é chamada o berço da nação. Aqui nasceu o primeiro rei de Portugal, e a cidade foi outrora a primeira capital do país. O centro antigo é Património Mundial da UNESCO.
O principal ponto de interesse na colina é um castelo medieval. Foi construído no século X para defender a cidade e o mosteiro de ataques. Hoje a fortaleza é considerada uma das mais bem preservadas do país, e o acesso às muralhas é gratuito. Ao lado ergue-se o palácio ducal, com chaminés altas visíveis de qualquer ponto da cidade.

Há festas aqui durante todo o ano. Em agosto realizam-se as Gualterianas, em dezembro as Nicolinas estudantis, e em julho a Romaria Grande de São Torcato, com quatro dias. Em dezembro, na festa de Santa Luzia, os homens oferecem às suas escolhidas bolachas em forma de falo, uma antiga tradição local.
Nas ruas estreitas da cidade velha, as casas estão decoradas com azulejos, e os estudantes reúnem-se nas praças. Ver o centro leva meio dia; reserve mais duas horas para o castelo e o palácio.
- Como chegar: de autocarro ou comboio a partir do Porto, menos de uma hora no mapa.
- Custo: a entrada no castelo é gratuita, o bilhete do palácio é pago.
- Para quem é: para quem combina o Porto com uma viagem pelo norte.
- O senão: no verão a colina é quente e quase não há sombra.
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7. Parque Nacional da Peneda-Geres
Peneda-Geres, o único parque nacional de Portugal, fica no norte, perto da fronteira espanhola. Abrange mais de 70 000 hectares e estende-se por várias serras.
Os rios correm pelos vales e as cascatas rugem. A cascata da Portela do Homem atrai turistas no verão, e a água dos ribeiros de montanha mantém-se fria mesmo com o calor. Os garranos, pequenos póneis selvagens, pastam nos planaltos. Estão habituados às pessoas e aproximam-se das estradas, mas não se deve alimentá-los.

O parque tem forma de ferradura e liga várias serras, com aldeias aninhadas entre elas. Além da cascata, os turistas dirigem-se aos povoados castrejos de Castro Laboreiro e Caledónia e ao mosteiro de Pitões das Júnias. Pode percorrer os trilhos a pé ou remar pelos rios de kayak e rafting.
O parque preserva ruínas de povoados, antigos mosteiros e capelas. O melhor é explorar a pé pelos trilhos marcados: assim verá o que os condutores perdem. Há parques de campismo preparados para pernoitar, o campismo selvagem é proibido, e a entrada de veículos exige uma pequena taxa.
- Como chegar: só de carro; os transportes públicos quase não circulam.
- Para quem é: para caminhantes e para quem procura sossego.
- O senão: o tempo muda numa hora, por isso leve impermeável e uma camada quente.
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8. Bom Jesus do Monte e Santa Luzia
Duas igrejas de peregrinação erguem-se a norte do Porto. Ambas são fáceis de alcançar a partir de Braga, Guimaraes ou do Parque Nacional da Peneda-Geres.
Braga é chamada a cidade dos arcebispos. A sua catedral é a mais antiga do país, e o estádio está construído mesmo nas paredes de uma antiga pedreira. Um caminho de peregrinação passa pela cidade, por isso há aqui mais hotéis do que se poderia esperar.
A cinco quilómetros de Braga ergue-se o santuário do Bom Jesus do Monte. Uma escadaria de quase seiscentos degraus, com fontes e capelas, conduz até lá. Se não estiver para a subida, apanhe o funicular: chega ao topo em três minutos e é considerado o elevador de contrapeso de água mais antigo do mundo ainda em funcionamento.

O santuário assenta numa encosta, e o terraço superior oferece uma vista sobre a cidade. O conjunto é monumento nacional e Património Mundial. A segunda igreja, a Basílica de Santa Luzia, ergue-se acima de Viana do Castelo, na costa atlântica. Foi construída em meados do século passado, e os seus rosáceas são as segundas maiores, logo a seguir às da catedral de Maiorca.
- Como chegar: de comboio até Braga, depois de táxi ou autocarro.
- Custo: a entrada no santuário é gratuita, o funicular é pago.
- O senão: aos domingos e feriados há muitos peregrinos.
- Para quem é: para quem viaja pelo norte do país.
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9. Évora
Évora ergue-se entre os olivais do Alentejo e vale a pena parar aqui a caminho do Algarve. A cidade é mais antiga do que Lisboa e visivelmente mais calma do que a capital.
Já aqui se vivia desde a Idade da Pedra, como atestam os numerosos túmulos megalíticos. O maior deles fica a sudoeste da cidade, junto a um pequeno rio. Os romanos deixaram um templo, uma fortaleza e um aqueduto, enquanto os mouros foram expulsos pela Ordem de Avis, que construiu a muralha que ainda subsiste.
No centro ergue-se um templo romano conhecido como Templo de Diana. Nas proximidades eleva-se a catedral, e o centro histórico é Património Mundial da UNESCO desde meados dos anos 80.
O principal motivo para vir é a Capela dos Ossos (Capela dos Ossos). As paredes interiores estão revestidas com ossos e crânios de monges, e pede-se aos visitantes que façam silêncio. O bilhete custa 7 € e dá acesso às restantes salas da Igreja de São Francisco (em 09/2026, site oficial). Confirmámos o preço em 12.09.2026 no site oficial da igreja.

- Como chegar: autocarro desde Lisboa, cerca de uma hora e meia no mapa.
- Quanto tempo: meio dia para a cidade velha.
- O senão: a capela é pequena e no verão fica abafada por dentro.
- Para quem é: para quem quer ver o Portugal romano e medieval.
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10. Faro
Faro, a capital do Algarve, situa-se junto à ria Formosa. A cidade é pequena e fácil de percorrer a pé em meio dia.
A cidade velha está rodeada por uma muralha e chama-se Vila Adentro. No interior erguem-se a catedral e casas do século XVIII, algumas delas vazias. O antigo convento de Nossa Senhora da Assunção alberga um museu arqueológico: expõe achados da villa romana de Milreu, azulejos e pinturas religiosas.
© Sergei Gussev · CC BYFoto: Sergei Gussev, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia CommonsFaro não tem o ambiente das cidades turísticas do Algarve: vivem aqui cerca de sessenta mil pessoas e o ritmo é mais calmo. A cidade é abrigada pela ria Formosa, considerada uma das maravilhas naturais do país. As aves nidificam na ria e os barcos de pesca percorrem os seus canais.
A praia de Faro fica numa península de areia a cerca de dez quilómetros do centro. Pode chegar-se lá de ferry ou de autocarro; deixe o carro no continente. Vale a pena combinar um passeio pela península com a observação de aves e, ao fim do dia, regressar à frente ribeirinha da cidade.
- Como chegar: o aeroporto e a estação de comboios ficam perto da cidade.
- Para quem é: para famílias e para quem visita o Algarve no inverno.
- O senão: no verão a península tem ventos fortes, por isso leve um corta-vento.
11. Gruta de Benagil
A gruta de Benagil fica na parte rochosa do Algarve. Só se entra pelo mar, por isso um barco ou uma prancha de paddle são indispensáveis.
Vista de cima, das falésias, a gruta não parece tão impressionante. Na praia de Benagil pode alugar-se uma SUP: o aluguer custa cerca de trinta euros por quarenta e cinco minutos e chega-se à entrada da gruta em cinco minutos a remar. Os passeios de barco mostram também grutas vizinhas que não são visíveis da costa.

O traço distintivo da gruta é a abertura no teto. A luz entra por ela e a água lá em baixo brilha em tons de azul e dourado. As fotografias saem melhor de manhã, quando o sol está alto.
A gruta já não é um local secreto. De manhã já há dezenas de barcos por aqui, por isso venha na primeira saída do dia ou escolha passeios ao fim da tarde. Nadar no interior não é boa ideia: os barcos entram uns atrás dos outros e as ondas empurram a água contra as rochas.
- Como chegar: apenas por água, de barco ou de prancha.
- Para quem é: para quem se sente à vontade na água.
- O senão: muita gente, e os passeios de barco são cancelados quando há vento.
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12. Falésias de Ponta da Piedade
As falésias de Ponta da Piedade ficam perto de Lagos e são consideradas a costa mais bonita do Algarve.
Falésias de vinte metros formam arcos, grutas e pequenas enseadas. A cor da água passa do azul ao verde e, ao pôr do sol, as rochas ganham tons dourados. Pode descer-se até à água por uma escadaria de pedra à esquerda do farol. No mapa, o percurso a partir de Lagos leva cerca de meia hora e há uma zona de estacionamento nas proximidades.

Os passeios de barco em antigos barcos de pesca partem de Lagos e duram cerca de uma hora. Para ver as grutas mais distantes, convém reservar uma partida na maré baixa: na maré cheia, algumas das cavernas ficam fechadas.
Mais adiante na costa ficam as praias do Canavial, de Porto de Mós e a Praia do Camilo. Cada enseada seguinte é menos concorrida do que a anterior, mas o caminho de descida é mais íngreme. Use calçado com sola antiderrapante, porque os degraus junto à água permanecem molhados todo o dia.
- Como chegar: a pé desde Lagos ou de carro até ao parque de estacionamento junto ao farol.
- Custo: o acesso à água e às praias é gratuito, os passeios de barco são pagos.
- O senão: ao pôr do sol, os autocarros de turismo acorrem ao farol.
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13. Cabo de São Vicente e fortaleza de Sagres
O percurso conduz ao Cabo de São Vicente, o ponto mais a sudoeste da Europa. As falésias caem setenta metros sobre o oceano e o vento aqui quase nunca amaina.
O farol do cabo é considerado o mais potente da Europa: a sua luz é visível muito longe no mar. O local já era sagrado na Antiguidade e mais tarde foi consagrado em honra de São Vicente, padroeiro dos marinheiros. No parque de estacionamento junto ao cabo há um quiosque que vende «a última salsicha antes da América»: com a compra recebe um certificado que comprova a visita ao ponto extremo.

Normalmente chega-se ao cabo de autocarro desde Portimão, via Lagos e Sagres, mas o carro dá a liberdade de ficar até ao pôr do sol. Um itinerário pedestre europeu atravessa a península, por isso também aqui chegam mochileiros. Nas proximidades fica a fortaleza de Sagres: os vestígios do forte e um miradouro sobre o cabo. O pôr do sol no cabo merece que se fique, mas leve um casaco quente mesmo em agosto.
- Como chegar: de autocarro desde Lagos, depois a pé ou de carro.
- Custo: a entrada na fortaleza é paga, mas barata.
- O senão: no cabo há vento constante.
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14. Madeira
A Madeira fica no Atlântico, a duas horas de voo de Lisboa. A ilha é conhecida como a ilha das flores e foi aí que nasceu Cristiano Ronaldo.
Dezenas de trilhos cruzam a ilha. Os caminhos levam ao ponto mais alto, o Pico Ruivo, a cascatas e à garganta do Caldeirão do Inferno. Use calçado confortável: muitas vezes paira uma nuvem sobre as falésias e as rochas permanecem molhadas todo o ano.

As florestas de loureiro da Laurissilva são Património Mundial da UNESCO. Com nevoeiro, parecem um cenário de cinema, por isso leve um impermeável e não conte com vistas panorâmicas todos os dias da viagem.
Para os desportos aquáticos, a ilha oferece mergulho, caiaque e passeios de barco para observar golfinhos. Algumas rotas pedestres seguem as levadas, canais de água que percorrem a montanha. A capital, o Funchal, reúne museus, fortalezas, uma catedral e um jardim botânico. Daqui partem autocarros para toda a ilha e é possível alugar uma bicicleta na frente marítima.
- Como chegar: voos desde Lisboa e Porto, com ligações diretas também a partir da Alemanha.
- Para quem é: para caminhadas e para quem viaja no inverno.
- O senão: na montanha, o tempo muda numa hora.
15. Os Açores
Os Açores ficam bem no meio do Atlântico, a cerca de duas horas de voo do continente. O arquipélago é formado por nove ilhas grandes e várias pequenas.
O clima aqui é mais ameno do que no continente português. Pode contar com vulcões, lagoas de cratera e falésias verdes. São Miguel oferece o maior número de opções: fontes termais, uma lagoa na cratera de um vulcão extinto e miradouros sobre o oceano. Em várias ilhas organizam-se passeios de observação de baleias.

No grupo central ergue-se o Pico, com o ponto mais alto do país. Santa Maria e os ilhéus desabitados das Formigas formam o grupo oriental, e o arquipélago completa-se com o Corvo e as Flores a noroeste. Na Terceira, a capital Angra do Heroísmo, classificada pela UNESCO, foi preservada. Todas as ilhas do arquipélago são de origem vulcânica.
- Como chegar: voos de Lisboa e do Porto, com ligações também disponíveis entre as ilhas.
- Custo: reserve os voos entre ilhas com antecedência.
- O senão: quase não há praias; vai nadar no oceano ou em piscinas.
⁉️🤔 Perguntas frequentes
Quantos dias são necessários para um roteiro por Portugal?
Conte com duas semanas. Dois dias para Lisboa, um dia para Sintra, um dia para Coimbra, dois dias para o Porto. Guimarães e Braga combinam-se facilmente, e reserve três dias para o Algarve, com Lagos e a Gruta de Benagil. É melhor deixar as ilhas para uma viagem separada, caso contrário vai andar sempre a mudar de sítio.
Qual é a melhor altura para ir ao Algarve?
Os meses mais amenos são maio, junho e setembro. A água está quente nessa altura e o calor é fácil de suportar. Em julho e agosto, as praias de Faro e Lagos enchem-se e os preços sobem. No inverno, o Algarve é quente durante o dia, mas à noite vai precisar de um casaco, e alguns barcos para as grutas não saem por causa do vento.
É preciso carro em Portugal?
Entre Lisboa, Coimbra e o Porto, é mais prático viajar de comboio. O carro é necessário no sul e nas montanhas: os autocarros para o Cabo de São Vicente, para o Parque Nacional da Peneda-Gerês e ao longo da costa do Algarve circulam com pouca frequência. Em Lisboa e no Porto, o estacionamento é pago e arranjar lugar é difícil, por isso só alugue um carro para passeios de um dia.
Como chegar à Gruta de Benagil sem barco próprio?
Os passeios de barco até à gruta param também nas grutas vizinhas. A segunda opção é alugar um SUP na praia de Benagil: a viagem até à gruta dura apenas alguns minutos. Em dias de vento, as saídas são canceladas, por isso consulte a previsão com antecedência.
O que ver na Madeira se tiver três dias?
Passe o primeiro dia no Funchal: a catedral, as fortalezas, o jardim botânico. O segundo dia fica para a caminhada até ao Pico Ruivo ou o trilho pelas florestas de loureiros. No terceiro dia, siga para as cascatas e os miradouros sobre o oceano. Um carro ou uma visita guiada são indispensáveis, porque os autocarros circulam com pouca frequência.
Em resumo: o que vale a pena reservar
Se tiver uma semana, opte por Lisboa, Sintra e Coimbra. Se tiver duas semanas, acrescente o Porto, Guimarães, Braga e o Algarve. Se anda atrás das ondas, planeie a Ericeira e a Nazaré para o outono e o inverno. No inverno, escolha as ilhas: a Madeira e os Açores mantêm um clima ameno quando o continente arrefece.
Confirme os preços e os horários de funcionamento antes da viagem e reserve com antecedência os lugares em palácios e barcos. encontre um hotel em Portugal no Trip.com


