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16 Atrações em Sintra: palácios, parques e o Cabo da Roca

16 Atrações em Sintra: palácios, parques e o Cabo da Roca

Sintra fica a menos de uma hora de carro de Lisboa. Quase todos vêm cá passar um único dia e conseguem ver dois ou três dos dezasseis palácios.

Os autocarros levam as pessoas à Pena e à Regaleira, e as filas nas bilheteiras consomem metade do passeio. Reunimos as principais atrações de Sintra e arredores, das ruínas mouriscas ao Cabo da Roca. Vai perceber o que ver primeiro, quanto tempo reservar para cada local e como planear um percurso que evite as multidões.

A lista tem dezasseis lugares: os palácios e parques da Serra de Sintra, um antigo mosteiro, um museu, os paços do concelho, a pastelaria mais antiga, um parque público, um elétrico histórico e o ponto mais ocidental da Europa continental.

💡 Em resumo:

  • Comece o dia no Castelo dos Mouros: às dez da manhã as muralhas estão quase vazias.
  • Preços e horários dos palácios da Parques de Sintra: 09/2026, verificados no site oficial da Parques de Sintra.

Publicidade: este artigo contém links de afiliados, recebemos uma comissão se reservar através deles, sem custos adicionais para si.

1. Castelo dos Mouros

Muralhas do Castelo dos Mouros numa colina rochosa em Sintra© Ввласенко · CC BY-SAFoto: Ввласенко, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia Commons

O Castelo dos Mouros abre a lista por uma razão. É a estrutura mais antiga de Sintra e a única fortaleza onde se caminha ao longo das muralhas em vez de atravessar salas de museu. A fortaleza ergue-se na crista da Serra de Sintra, acima da vila e abaixo do Palácio da Pena.

Os mouros construíram-no no século IX, quando controlavam quase toda a Península Ibérica. A fortaleza era rodeada por uma muralha dupla, com alvenaria de até dois metros e meio de espessura. Depois de os portugueses retomarem a terra em meados do século XII, o castelo perdeu importância militar e caiu lentamente em ruína. Parte das fortificações foi restaurada na segunda metade do século XIX.

Hoje, o que resta da fortaleza são torres ameadas, muralhas curvas e ruínas de edifícios. Suba ao miradouro: daqui vê-se toda a vila, o Parque da Pena e o Atlântico no horizonte. O caminho até à torre superior percorre degraus de pedra, escorregadios em alguns pontos depois da chuva.

  • Localização: na crista acima do centro histórico, a pé desde a estação.
  • O senão: há muitos troços expostos e, com calor, caminha-se sem sombra.

2. Quinta da Regaleira

Palácio da Quinta da Regaleira em Sintra© Diego Delso · CC BY-SAFoto: Diego Delso, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia Commons

A Quinta da Regaleira lidera a lista dos lugares mais misteriosos de Sintra. O conjunto do palácio e do parque foi construído no início do século XX para o colecionador António Augusto Carvalho Monteiro. Ele combinou um palácio romântico com um parque cheio de símbolos.

O principal atrativo do parque é o Poço Iniciático. Uma escada em caracol de nove lanços desce em direção ao fundo, e os seus níveis espelham os círculos do inferno da Divina Comédia de Dante. No fundo está o brasão de Monteiro em forma de estrela de oito pontas, e uma das paredes é decorada com um triângulo maçónico. A construção do conjunto demorou cerca de seis anos. Não percorra os caminhos sem mapa: os trilhos serpenteiam entre grutas, miradouros e estátuas, e até os locais se perdem.

Os bilhetes custam 20 € para adultos, 15 € para crianças dos seis aos dezassete anos e para visitantes com mais de sessenta e cinco (em 01/2026, site oficial). O bilhete de família cobre dois adultos e duas crianças. O audioguia custa à parte, mas pode dispensá-lo seguindo a sinalização.

  • Para quem é: para quem gosta de jardins, símbolos e longos passeios.
  • Não é para: quem faz uma visita curta entre dois autocarros.
  • O senão: um local popular, formam-se filas na bilheteira desde a manhã.

3. Palácio de Monserrate

Fachada do Palácio de Monserrate com arcos e uma cúpula

Monserrate aparece nos itinerários menos vezes do que os seus dois vizinhos, e é uma pena. É o segundo grande conjunto de palácio e parque de Sintra e tem o parque mais botânico de toda a zona. O jardim ocupa trinta e três hectares, com milhares de plantas de diferentes continentes.

A propriedade foi iniciada pelo comerciante britânico Gerard de Visme. No final do século XVIII arrendou o terreno e construiu um castelo no local da antiga capela de Monserrate. Mais tarde, o parque foi redesenhado como jardim paisagístico, e os caminhos conduziam os convidados por cascatas artificiais, lagos tratados e ruínas românticas. Aqui crescem pinheiros gigantes, palmeiras frondosas, araucárias centenárias e rododendros.

Vai passar por um jardim japonês, um vale de fetos, um bosque de eucaliptos e um recanto mexicano. Dê a volta completa ao palácio para apreciar a cantaria: motivos vegetais repetem-se nas colunas e nos arcos, e as salas conservam os estuques. O palácio está aberto todos os dias, exceto no Natal e no Ano Novo.

  • Localização: quatro quilómetros da vila, na estrada para a Pena.
  • O senão: o parque é grande e precisa de pelo menos meio dia para o palácio e o jardim.

4. Palácio da Pena

Fachada amarela do Palácio da Pena em Sintra© Gilles Messian from Paris, France · CC BYFoto: Gilles Messian from Paris, France, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia Commons

A Pena é há muito o cartão de visita de Sintra. O palácio multicolorido sobre a rocha vê-se de qualquer ponto da vila, e a maioria dos turistas vem cá por causa dele. O melhor é reservar com antecedência horários de entrada no site oficial, e as visitas guiadas a Sintra são reservadas à parte.

A história do local começou com uma capela. Segundo a lenda, foi fundada em honra da Virgem Maria, e mais tarde cresceu ali um mosteiro jerónimo. No século XVIII o mosteiro foi danificado por um raio e um terramoto, e no século XIX foi comprado pelo rei consorte Fernando II. Ele confiou a construção da residência de verão ao arquiteto prussiano Ludwig von Eschwege.

Eschwege deu ao palácio o carácter dos castelos alemães e combinou estilos neorrenascentista, gótico, manuelino e mourisco. No interior vê frescos, mosaicos e paredes pintadas; no exterior, os terraços abrem-se para panoramas da Serra. Um bilhete inclui tanto o parque como o próprio palácio.

  • Para quem é: para quem visita Sintra pela primeira vez.
  • Não é para: quem não está preparado para a subida e as multidões.
  • O senão: o local mais visitado, sem horário marcado perde uma hora à entrada.

5. Chalet da Condessa de Edla

Chalé amarelo com varandas esculpidas entre as árvores© GualdimG · CC BY-SAFoto: GualdimG, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia Commons

Esta pequena casa está escondida na zona ocidental do Parque da Pena. O chalé alpino foi construído no século XIX, ao gosto suíço então em voga. As pinturas murais imitam a talha em madeira e a varanda está decorada com motivos de ramos de carvalho.

O chalé está ligado à mais famosa história de amor de Portugal. Após a morte da esposa, o rei consorte Fernando II apaixonou-se pela cantora de ópera Elise Hensler. O casal escondia-se de olhares indiscretos precisamente aqui, no parque junto à residência real. Só anos mais tarde oficializaram a relação e, antes do casamento, a cantora recebeu o título de Condessa de Edla.

Um incêndio no final do século XX destruiu parte do chalé. A restauração levou vários anos e, hoje, a casa volta a mostrar-se na sua forma original. Faça uma paragem a caminho do Palácio da Pena: o chalé fica afastado dos caminhos principais e, normalmente, reina aqui a tranquilidade.

  • Para quem é: para quem gosta de pavilhões de parque e de histórias de amor.
  • O senão: os interiores são modestos e não vale a pena uma viagem só por causa dele.

6. Palácio Nacional

Palácio branco com chaminés cónicas em Sintra© Diego Delso · CC BY-SAFoto: Diego Delso, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia Commons

O Palácio Nacional ergue-se mesmo no centro da Vila Velha. Reconhece-se pelas duas enormes chaminés cónicas: outrora serviam de ventilação à cozinha e hoje tornaram-se um símbolo de Sintra.

A história do palácio é mais antiga do que a de todos os palácios desta lista. No local da antiga residência do governante mouro foi primeiro construída uma fortaleza e, a partir do século XIV, os reis portugueses começaram a reconstruí-la para si. Diversas épocas trabalharam na fachada e nos salões: o gótico convive com o estilo mourisco e os azulejos portugueses. O palácio ganhou em grande parte o seu aspeto atual sob o rei D. João I: foi então que surgiram a fachada em arco, as janelas esculpidas e as chaminés cónicas. O terramoto de meados do século XVIII danificou o edifício, mas a restauração começou quase de imediato. No início do século XX, o edifício recebeu o estatuto de monumento nacional, e a restauração mais recente teve lugar em meados do século passado.

No interior pode ver salões com azulejos, tetos pintados e mobiliário antigo. As paredes estão revestidas de painéis azuis e brancos, e os tetos são pintados com cenas da vida da corte.

  • Localização: na praça principal, junto a cafés e à estação de comboios.
  • O senão: os salões são pequenos e enchem-se nos dias de chuva e aos fins de semana.

7. Convento dos Capuchos

Pátio do convento com uma fonte de pedra na floresta© Pedro J Pacheco · CC BY-SAFoto: Pedro J Pacheco, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia Commons

O Convento dos Capuchos é escolhido por quem está cansado de palácios e de multidões. As ruínas do convento perdem-se na densa vegetação do Parque Natural de Sintra-Cascais, e os autocarros turísticos quase nunca chegam até aqui. Uma visita transporta-o para outra época: os monges viviam aqui em completo isolamento.

A história começou com uma caçada. João de Castro, comandante da frota portuguesa, perdeu-se na floresta e escolheu uma garganta rochosa para passar a noite. Em sonhos, foi-lhe revelado que naquele local deveria ser construído um convento. Não foi ele que iniciou a construção, e foi o seu filho que completou a missão do pai em meados do século XVI.

Durante séculos, pobres monges capuchinhos viveram entre as rochas. Após a extinção das ordens religiosas no século XIX, a ermida caiu em decadência e só foi restaurada na década de 1930. A entrada é assinalada por três cruzes de pedra, e a partir daí o caminho continua por corredores escavados na rocha. Passará por celas, uma biblioteca, um refeitório e uma capela com azulejos.

  • Para quem é: para quem procura sossego e arquitetura invulgar.
  • O senão: não há infraestruturas, e o caminho até ao convento é estreito e sinuoso.

8. Museu de Arte Moderna

Vista panorâmica de Sintra do alto: telhados vermelhos e colinas© Old Pionear · CC BY-SAFoto: Old Pionear, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia Commons

O Museu de Arte Moderna ocupa um edifício clássico que outrora albergou o casino da cidade, no centro. A exposição destina-se a um visitante preparado: algumas obras surpreendem, outras são francamente desconcertantes.

Entre as peças encontrará robôs de madeira cravejados de seringas e estranhas figuras metálicas. Se o surrealismo e a pop art não são para si, suba diretamente ao segundo andar, onde há uma boa exposição de fotografia. Mais de dois terços da coleção é composta por obras de artistas e escultores locais.

A exposição permanente é constituída por arte portuguesa do século XX: inclui Emílio de Paula Campos, Columbano Bordalo Pinheiro, António Carneiro e Carlos Nogueira. Consulte o horário à entrada: as salas não abrem todos os dias.

  • Localização: no centro, junto ao Palácio Nacional.
  • O senão: salas pequenas e uma seleção de obras invulgar.

9. Paços do Concelho

Paços do Concelho de Sintra em estilo neomanuelino com torre e flecha© Autor desconhecido · CC BY-SAFoto: Autor desconhecido, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia Commons

Junto à estação de comboios, nas portas principais da cidade, ergue-se a Câmara Municipal de pedra. Foi construída no início do século XX segundo um projeto do arquiteto português Adães Bermudes. É um edifício governamental em funcionamento, pelo que os turistas não podem entrar: a câmara só pode ser vista do exterior.

O edifício foi concebido em estilo neogótico com elementos manuelinos. À direita, a fachada é decorada por um amplo janelão com colunata e frontão; à esquerda, a composição é ancorada por uma torre. A sua flecha está revestida de azulejos com o escudo nacional e uma cruz, e quatro pequenos torreões ocupam os cantos.

A câmara municipal é visível a qualquer hora. Faça uma pausa de alguns minutos aqui no caminho da estação para o Palácio Nacional: o edifício fica na rua principal e passará por ele de qualquer forma.

  • Localização: em frente à estação, à entrada da Vila Velha.
  • O senão: não se pode entrar, apenas ver o exterior.

10. Pastelaria Queijadas da Sapa

Fachada da pastelaria Queijadas da Sapa com mesas ao ar livre© CMoravec · CC BYFoto: CMoravec, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/), Flickr

Visitar Portugal e não provar queijadas seria uma oportunidade perdida. Estes pequenos pastéis de massa fina com queijo fresco e canela são feitos na pastelaria Queijadas da Sapa, não muito longe da estação. Os locais acreditam que as melhores queijadas são feitas precisamente aqui.

As portas da pastelaria, batizada em homenagem à sua fundadora Maria Sapa, abriram em meados do século XVIII. Não é fácil conseguir lugar: as mesas das duas pequenas salas estão quase sempre ocupadas. O ambiente acolhedor vem da iluminação ténue, das flores em nichos iluminados, dos abajures de tecido e das vistas do Palácio Nacional a partir das janelas.

Além das queijadas, a ementa inclui chocolate quente, bolo, broas de milho e pastéis de nata folhados. Um café com um pastel custa apenas alguns euros, e os empregados de mesa falam inglês fluentemente e ajudam a decifrar os nomes.

  • Localização: junto à estação e ao Palácio Nacional.
  • O senão: as salas são minúsculas e, à hora de almoço, é preciso esperar por uma mesa.

11. Parque da Liberdade

Verde do parque com vista para o Palácio Nacional© GualdimG · CC BY-SAFoto: GualdimG, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia Commons

O Parque da Liberdade nasceu porque a cidade não tinha um espaço verde próprio. Em meados da década de 1930, as autoridades locais notaram algo estranho: Sintra era chamada a terra dos jardins, mas não tinha nenhum parque público. Um ano depois, a comissão de turismo comprou um terreno.

O parque abriu no final da década de 1930. O terreno aqui não é fácil: as descidas alternam com as subidas, os caminhos sinuosos convivem com avenidas largas, esculturas de animais escondem-se entre rochas cobertas de musgo, e gansos e patos passeiam junto ao lago. A flora do parque inclui mais de quatrocentas espécies, com plantas tropicais alojadas numa estufa.

No final da década de 1930 surgiram no parque courts de ténis e pistas de gelo. Hoje, um pequeno rinque onde se reúnem jovens jogadores de hóquei recorda esse passado desportivo. Passe por aqui no final do seu passeio: pode descansar à sombra e reabastecer a água.

  • Para quem é: para quem viaja com crianças.
  • O senão: poucos bancos na parte superior do parque.

12. Elétrico de Sintra

Casa antiga com telhado de telha em Sintra© Benjamín Mejías Valencia from Santiago, Chile · CC BYFoto: Benjamín Mejías Valencia from Santiago, Chile, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia Commons

Um elétrico retro liga Sintra ao oceano, com um percurso traçado no início do século XX. Liga a cidade à praia das Maçãs, na costa atlântica. O elétrico percorre os 13 km do trajeto em cerca de 45 minutos.

Ao longo do caminho verá o Palácio Nacional, as ruínas do Castelo dos Mouros, o Palácio da Pena e a Quinta da Regaleira. Os amantes de vinho devem sair na paragem de Colares e visitar uma adega. O elétrico circula várias vezes por dia, com a primeira partida habitualmente de manhã.

Nota: na primeira metade de 2026, o serviço foi suspenso várias vezes devido a obras na via e às condições meteorológicas. Verifique o horário antes da sua viagem. No verão, a fila para o carro histórico cresce, e muitas vezes é mais rápido apanhar um autocarro ao longo do mesmo trajeto.

  • Para quem é: para quem vai até ao oceano e quer ambiente.
  • O senão: o elétrico circula com pouca frequência e o horário muda.

13. Igreja de Santa Maria

Rua de calçada no centro histórico de Sintra© Simon Burchell · CC BY-SAFoto: Simon Burchell, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0), Wikimedia Commons

A Igreja de Santa Maria é um dos poucos edifícios medievais que ainda subsistem na cidade. Foi construída no século XIII no local de uma pequena capela, e mais tarde foi-lhe acrescentado um campanário. O devastador terramoto de meados do século XVIII causou danos graves ao edifício.

A restauração da paróquia ficou concluída alguns anos após o desastre. No início da década de 1920, a igreja gótica com elementos renascentistas e o seu campanário foram incluídos na lista dos monumentos históricos da cidade. O sino de bronze foi fundido ainda no século XV.

A fachada é modesta: uma cruz católica e estuque branco no frontão. Atrás das portas espera-se um cenário completamente diferente. O interior impressiona pelos capitéis austeros, pelo altar de duas secções e pelas abóbadas com caixotões. Lá dentro encontra-se uma pia batismal de estilo manuelino, uma pia de água benta e uma estátua de madeira da Virgem Maria do século XVIII.

  • Localização: no centro histórico, a caminho do Palácio Nacional.
  • O senão: nem sempre está aberta, os serviços religiosos podem fechar a entrada.

14. Palácio de Mafra

Fachada do Palácio de Mafra com torres e uma cúpula© Alvesgaspar · CC BY-SAFoto: Alvesgaspar, CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0), Wikimedia Commons

O Palácio de Mafra fica a 21 km de Sintra e é considerado o maior palácio real de Portugal. O complexo foi mandado construir pelo rei D. João V e celebrou o seu 300.º aniversário em 2017. O palácio ocupa 4 hectares de terreno e assemelha-se mais a uma catedral do que a uma residência: a fachada tem 220 m de comprimento, com 1.200 salas e 29 pátios no interior (dados de 09/2026, site oficial do palácio).

O centro do edifício é ocupado pela basílica e por torres com carrilhões. O toque dos sinos ouve-se num raio de 24 km. Além da igreja, há apartamentos reais, salas de estado, um mosteiro franciscano, um hospital e uma farmácia. Nota: a basílica está fechada para restauro; os detalhes estão disponíveis no site da Câmara Municipal de Mafra.

A impressão mais forte é deixada pela biblioteca, com as suas varandas curvas, chão de mármore e estantes esculpidas. Dezenas de milhares de volumes são protegidos por morcegos: à noite, destroem os insetos que são perigosos para os livros. O palácio está aberto todos os dias, exceto às terças-feiras e em quatro feriados.

  • Como chegar: de autocarro ou de carro a partir de Sintra, a viagem demora cerca de meia hora.
  • O senão: fica longe, e sem a biblioteca e a basílica a visita é mais curta.

15. Cabo da Roca

Farol do Cabo da Roca e edifício de pedra© Luca Boldrini · CC BYFoto: Luca Boldrini, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia Commons

Há muito que o Cabo da Roca é chamado o fim do mundo: é aqui que a falésia se lança no Atlântico, no ponto mais ocidental da Europa continental. O poeta português Luís de Camões dedicou versos a este lugar, sobre a terra que acaba e o mar que começa.

As pessoas vêm até aqui pelo panorama agreste. A falésia eleva-se a cerca de 140 metros, e o oceano muda de cor entre o azul-acinzentado e o turquesa. Nas proximidades há um posto de turismo, um café e uma loja de recordações. Por uma pequena taxa, o posto emite um certificado de visita ao ponto mais ocidental do continente.

Na ponta ergue-se um farol com mais de 20 metros de altura, em funcionamento desde meados do século XIX. O primeiro farol neste local foi construído ainda no século XVIII, e a sua luz era visível aos marinheiros de longe.

  • Como chegar: de autocarro a partir da estação de Sintra, a viagem demora cerca de meia hora.
  • O senão: vento forte e nevoeiro, e mesmo no verão a roupa quente nem sempre é suficiente.

16. Palácio de Seteais

Fachada do Palácio de Seteais com um arco central© xiquinhosilva · CC BYFoto: xiquinhosilva, CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0), Wikimedia Commons

O Palácio de Seteais surgiu no final do século XVIII entre pomares nos arredores de Sintra. O seu proprietário, o cônsul holandês Daniel Gildemeester, escolheu para a propriedade um estilo clássico contido e não seguiu os vizinhos, com a sua mistura de cores e estilos arquitetónicos.

No início do século XIX, a propriedade passou para o Marquês de Marialva. O novo proprietário ligou as duas alas do palácio com um arco triunfal, e a fachada foi decorada com uma inscrição em latim e esculturas do casal real.

Em meados do século XX, o governo português comprou o palácio, e alguns anos mais tarde abriu aqui o hotel de cinco estrelas Tivoli Palácio de Seteais. Os quartos estão mobilados com mobiliário antigo, e as paredes são decoradas com frescos que representam cenas mitológicas. Pode entrar como hóspede do hotel ou para jantar, e das janelas avistam-se as colinas e o Parque da Pena.

  • Para quem é: para quem quer ver o palácio por dentro.
  • O senão: não há acesso livre, é um hotel em funcionamento.
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Passeios e bilhetes em Sintra

Visitas guiadas, bilhetes sem fila e atividades — a maioria pode ser cancelada gratuitamente.

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⁉️🤔 Perguntas frequentes

Quantos dias são necessários para Sintra?

Um dia completo chega para os principais pontos de interesse. Se quiser acrescentar Mafra, o Cabo da Roca e os parques sem pressas, planeie dois dias e pernoite na própria Sintra.

Que palácios deve ver primeiro?

Comece pelo Palácio da Pena e pela Quinta da Regaleira, os dois pontos principais do percurso. Depois acrescente o Castelo dos Mouros, pelas suas muralhas e pelas vistas sobre a cidade. O Palácio Nacional vê-se facilmente no centro, e deixe Monserrate e o Chalet da Condessa d'Edla para o segundo dia.

Como chegar a Sintra a partir de Lisboa?

Há comboios de Lisboa para Sintra, e a viagem demora menos de uma hora. Da estação de Sintra, os autocarros urbanos vão até aos palácios, e há uma rota separada para o Cabo da Roca. De carro é mais cómodo, mas no verão os parques de estacionamento da Pena e da Regaleira estão cheios.

É preciso comprar bilhetes com antecedência?

Para a Pena e a Regaleira, os bilhetes são vendidos para um horário específico e online, caso contrário ficará na fila da bilheteira. Os outros pontos de interesse têm filas mais curtas, mas na época alta é ainda melhor reservar com antecedência. Consulte os preços e os horários de abertura nos sites oficiais dos palácios.

O que ver se tiver apenas um dia?

Limite-se à Pena, à Regaleira e ao centro. Use calçado confortável, comece de manhã e poupe energias para a subida à Pena. Ao fim do dia, desça até à estação e passe pela pastelaria Queijadas da Sapa para provar queijadas frescas.

Pontos de interesse de Sintra no mapa

Os dezasseis pontos estão assinalados no mapa abaixo. Os palácios e o Parque da Pena situam-se na crista da Serra, o centro da cidade fica perto da estação, e o Cabo da Roca está isolado na costa. Planeie o percurso com antecedência: as distâncias entre os pontos de interesse são curtas, mas as subidas consomem tempo.

Pontos de interesse de Sintra

Locais no mapa
  1. 1Castelo dos Mouros Edifício mais antigo de Sintra, muralhas do século IX
  2. 2Quinta da Regaleira Poço Iniciático com escadaria em espiral
  3. 3Palácio de Monserrate Parque botânico com trinta e três hectares
  4. 4Palácio da Pena Palácio colorido sobre um rochedo, cartão-postal da vila
  5. 5Chalet da Condessa d'Edla Chalet alpino de estilo suíço
  6. 6Palácio Nacional de Sintra Duas chaminés cónicas, símbolos de Sintra
  7. 7Convento dos Capuchos Celas escavadas na rocha do parque natural
  8. 8Museu de Arte Moderna Arte portuguesa do século XX num antigo casino
  9. 9Câmara Municipal Edifício neogótico com torre e detalhes manuelinos
  10. 10Café Queijadas da Sapa Pastelaria do século XVIII famosa pelas suas queijadas
  11. 11Parque da Liberdade Parque público com lago e mais de 400 espécies de plantas
  12. 12Igreja de Santa Maria Igreja gótica do século XIII com campanário
  13. 13Palácio de Mafra Maior palácio real de Portugal
  14. 14Cabo da Roca Ponto mais ocidental da Europa continental
  15. 15Palácio de Seteais Quinta clássica, hoje hotel Tivoli Palácio de Seteais

Se quiser explorar Sintra e os seus arredores sem ficar preso aos horários dos autocarros, compare as opções de aluguer de carro com antecedência.

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Em resumo: o que reservar

Três locais cobrem quase tudo o que há de interessante em Sintra: o Palácio da Pena, a Quinta da Regaleira e a subida ao Castelo dos Mouros.

Se viajar com crianças: acrescente o Parque da Liberdade e o elétrico até ao oceano. Se procurar sossego: escolha o Convento dos Capuchos e o Parque de Monserrate.

A forma mais simples é reunir bilhetes e visitas guiadas para Sintra num só lugar.